segunda-feira, 26 de outubro de 2026 segunda-feira, 26 out 2026 19° 26°/16° Franca
Boi gordo · FrancaR$ 376,0023/10/20260,0%
Café arábica · FrancaR$ 1.700,0023/10/20261,2%
Laranja pêra · FrancaR$ 28,5823/10/20260,3%
Milho · FrancaR$ 58,0023/10/20260,1%
Soja · FrancaR$ 126,0021/10/2026
Algodão pluma · SPR$ 139,0005/10/20263,5%
DólarR$ 5,0423/100,0%
EuroR$ 5,6423/100,1%
Selic13,75%04/11/20260,0%
BitcoinR$ 401.750,0025/100,6%
Boi gordo · FrancaR$ 376,0023/10/20260,0%
Café arábica · FrancaR$ 1.700,0023/10/20261,2%
Laranja pêra · FrancaR$ 28,5823/10/20260,3%
Milho · FrancaR$ 58,0023/10/20260,1%
Soja · FrancaR$ 126,0021/10/2026
Algodão pluma · SPR$ 139,0005/10/20263,5%
DólarR$ 5,0423/100,0%
EuroR$ 5,6423/100,1%
Selic13,75%04/11/20260,0%
BitcoinR$ 401.750,0025/100,6%

Tarifa Zero no transporte coletivo de Franca custaria R$ 40 milhões/ano, diz cálculo

Debate sobre Tarifa Zero no transporte coletivo urbano reúne deputados, vereadores e especialistas na Câmara de Franca

Compartilhar
Tarifa Zero no transporte coletivo de Franca custaria R$ 40 milhões/ano, diz cálculo

A Câmara Municipal de Franca realizou uma audiência pública para discutir a viabilidade da implantação da Tarifa Zero no transporte coletivo urbano do município.

O encontro debateu modelos de financiamento, impactos sociais, mudanças no sistema de transporte e possíveis caminhos para a adoção gradual da gratuidade.

A audiência teve iniciativa do vereador Gilson Pelizaro (PT) e contou com a participação de parlamentares, representantes do Executivo, especialistas, sindicatos e autoridades de outras cidades.

Planilhas

Ao abrir a discussão, Gilson afirmou que o objetivo era “que a gente saia daqui esclarecidos de como se deve implantar a Tarifa Zero em um município do porte de Franca”.

O vereador também relacionou o tema aos desafios da mobilidade urbana e da segurança no trânsito. Segundo ele, Franca registra índice de letalidade no trânsito superior ao de cidades como São Paulo e Campinas.

Para Gilson, a ampliação do uso do transporte coletivo poderia contribuir para reduzir a quantidade de veículos nas ruas.

Debate conta com presença de deputados

A discussão também contou com a participação do deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT). Ele explicou que o tema já havia sido debatido em audiência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o que motivou a realização do encontro em Franca.

Marcolino agradeceu a presença de vereadores e sindicatos, ressaltando a importância da participação dos representantes dos trabalhadores “porque vai impactar para todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras aos quais vocês representam”.

Durante a apresentação, o deputado trouxe dados sobre população, densidade habitacional, PIB, orçamento municipal e subsídio ao transporte coletivo. Segundo ele, atualmente 1,32% do orçamento municipal é destinado ao subsídio do serviço.

Marcolino também afirmou que o município subsidia o transporte coletivo em cerca de R$ 23 milhões, valor que, em sua avaliação, “pode ser parte de uma composição de chegar à Tarifa Zero, mas não pode ser a única”.

Receitas acessórias

Entre as alternativas apresentadas, o deputado citou a possibilidade de ampliar receitas acessórias, como publicidade em pontos, terminais, frota, wi-fi e outras mídias.

“A empresa de ônibus pode fazer propaganda dentro do transporte coletivo, nos terminais. Então, abre a possibilidade de auferir uma receita para a cidade, a partir da receita acessória”, afirmou.

Marcolino também simulou cenários de custeio para a implantação da Tarifa Zero em Franca. Segundo os dados apresentados, a remuneração atual do sistema seria de aproximadamente R$ 40 milhões por ano.

Desse total, cerca de R$ 25 milhões já seriam subsidiados pelo município. Com isso, restariam aproximadamente R$ 15 milhões para custear integralmente o serviço.

Realidade local

Como referência, ele mencionou o modelo discutido em Belo Horizonte, no qual parte dos valores pagos pelas empresas em vale-transporte seria revertida ao sistema. Segundo o deputado, a medida não cria custo adicional à cidade.

Adaptando o cálculo à realidade local, ele afirmou: “se pegar, hoje, o custo da Tarifa Zero para Franca, de R$ 15 milhões, e usar o modelo que Belo Horizonte está usando, já teria, aqui, uma redução de mais R$ 7,8 milhões”.

Horóscopo

Lua cheia em Touro · Sol em Escorpião

Áries 21/3 a 19/4

Sua energia direta ganha estabilidade com a Lua em Touro, ajudando a focar nas finanças. No trabalho, evite pressa e valorize o passo a passo. Nas relações, reserve um tempo para ouvir quem está perto com mais calma e carinho.

Touro 20/4 a 20/5

Com a Lua em seu signo, sua presença magnética atrai boas parcerias e clareza nas metas. Profissionalmente, confie no seu ritmo constante para resolver pendências antigas. Nos afetos, permita-se receber o carinho que você costuma doar.

Gêmeos 21/5 a 20/6

O Sol em Escorpião convida você a olhar para dentro e organizar prioridades na rotina. No trabalho, conversas profundas revelam soluções que antes passavam despercebidas. Nas relações, a sinceridade traz uma leveza revigorante.

Câncer 21/6 a 22/7

A energia de Touro fortalece seus laços de amizade e traz acolhimento para o seu dia. No ambiente profissional, colabore mais com os colegas para render com tranquilidade. No amor, pequenos gestos sinceros renovam a harmonia a dois.

Leão 23/7 a 22/8

Sua carreira ganha destaque com a Lua cheia, pedindo foco e maturidade nas decisões. Na rotina, organize suas tarefas para evitar sobrecargas desnecessárias. Nos relacionamentos, demonstre gratidão por quem apoia suas grandes ambições.

Virgem 23/8 a 22/9

O Sol escorpiano estimula seu aprendizado e traz clareza para planejar o futuro profissional. No dia a dia, simplifique as tarefas para ter mais tempo livre. No campo afetivo, conversas francas fortalecem a confiança mútua.

Libra 23/9 a 22/10

Mudanças internas pedem atenção, ajudando a transformar velhos hábitos na rotina. No trabalho, sua habilidade de mediar conflitos será o seu maior diferencial hoje. Nas relações, compartilhe seus sentimentos mais profundos sem medo.

Escorpião 23/10 a 21/11

Com o Sol em seu signo, sua intuição brilha intensamente nas parcerias e negócios. No trabalho, a dedicação traz reconhecimento merecido. Nos afetos, abra espaço para diálogos transparentes que aproximam quem você ama.

Sagitário 22/11 a 21/12

A Lua em Touro pede cuidado com o excesso de tarefas e foco na sua saúde mental. Profissionalmente, organize sua agenda para otimizar o tempo e render melhor. No amor, cultive a paciência para entender o ponto de vista alheio.

Capricórnio 22/12 a 19/1

Sua criatividade floresce com a Lua cheia, trazendo soluções práticas para o trabalho. Na rotina, reserve momentos para o lazer e para cuidar do seu bem-estar. Nas relações, o afeto se manifesta em atitudes concretas e leais.

Aquário 20/1 a 18/2

O foco volta-se para o lar e para a reorganização do seu espaço pessoal. No trabalho, mantenha a discrição sobre seus novos projetos até que estejam prontos. Nos afetos, valorize a companhia de quem traz paz ao seu coração.

Peixes 19/2 a 20/3

Sua comunicação ganha profundidade e empatia, facilitando acordos importantes. Na rotina, confie na sua intuição para resolver imprevistos com serenidade. Nas relações, demonstre seu carinho através de palavras gentis e atentas.

Outras possibilidades citadas foram o uso de receitas com publicidade institucional, a análise da arrecadação com multas de trânsito e a inscrição do município em programas federais, como o PAC.

Outros recursos

Sobre esse ponto, Marcolino defendeu que “Franca já tem condição de fazer com recurso próprio, sem o Governo Federal. Com o recurso que pode vir do Governo Federal a partir da inscrição no PAC, vocês têm mais condições ainda de implementar a Tarifa Zero na cidade”.

Ao defender a implantação gradual, sugeriu que o município avalie etapas de aplicação da medida. “Por exemplo, vamos colocar nos finais de semana e feriados? Depois, em horário de menor utilização para reduzir a ociosidade? Em linhas de menor uso? Em linhas que beneficiam áreas mais carentes?”, questionou.

Importância social da proposta

O deputado federal Nilto Tatto (PT) também participou da audiência e defendeu que a mobilidade seja tratada como direito. Segundo ele, “este debate é tão importante e tão premente de debater o direito de ir e vir. É fundamental a gente garantir isso na prática”.

Indicadores Agro
Boi gordo arroba · Franca
R$ 376,00 0,0% 23/10/2026
Café arábica saca 60kg · Franca
R$ 1.700,00 1,2% 23/10/2026
Laranja pêra cx 40,8kg · Franca
R$ 28,58 0,3% 23/10/2026
Milho saca 60kg · Franca
R$ 58,00 0,1% 23/10/2026
Soja saca 60kg · Franca
R$ 126,00 21/10/2026
Algodão pluma 15kg · São Paulo/SP
R$ 139,00 3,5% 05/10/2026
Atualizado 24/10 09h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

Para o parlamentar, a discussão deve ser ampliada para toda a população, “da mesma forma com o direito da educação, do direito à saúde, do direito à segurança. Portanto, nós precisamos considerar, em especial, o direito à cidade e à mobilidade como um todo”.

Tatto afirmou ainda que “a mobilidade urbana não deve ser tratada como uma mercadoria, mas sim como um direito fundamental”. Na avaliação dele, a Tarifa Zero poderia ampliar o acesso da população a empregos, hospitais, parques, centros culturais e outros serviços.

O deputado também citou impactos positivos no trânsito, na redução de gases poluentes e na economia das famílias.

Efeitos sociais

Ao citar experiências de outras cidades, Nilto afirmou que “a Tarifa Zero não é uma utopia irrealizável. Ela é, como já foi explicado aqui, um direito de ir e vir que está garantido na própria constituição”.

Previsão do tempo · Franca
🌧
19°
Franca/SP
Mín 16° · Máx 26°
Umidade 98%
Ter
⛅
26°
14°
Qua
🌧
26°
18°
Qui
🌧
23°
19°
Sex
🌧
26°
19°
Sáb
🌧
27°
19°

O deputado também defendeu que a proposta seja analisada para além do aspecto financeiro, considerando os efeitos sociais da medida.

Secretaria de Segurança e Trânsito contribui na audiência

Representando a Secretaria de Segurança e Trânsito, Luciano Marangoni Custodio destacou a importância do transporte coletivo na organização da cidade.

“Nós ficamos felizes por debater este assunto tão importante. Como foi dito aqui, o transporte coletivo é um dever público e ele é um meio para a sociedade, que liga a sociedade a todos os outros serviços públicos, a todos os outros serviços essenciais, como saúde, educação, lazer, trabalho”, afirmou.

Luciano apresentou informações sobre o sistema integrado de transporte coletivo de Franca. Segundo ele, a estrutura atual inclui 63 ônibus, oito vans adaptadas, postos de recarga, aplicativo, biometria e transporte especial de acessibilidade.

Ele também informou que nos três primeiros meses do novo contrato a média foi de 690 mil passagens por mês. Cerca de metade delas foi utilizada por usuários com algum tipo de benefício.

Vereadoras ampliam debate

A vereadora Perla Muller (PT), de Ribeirão Preto, também participou da discussão. Ela avaliou a audiência como fundamental, especialmente pela presença de representantes de trabalhadores e trabalhadoras.

Segundo ela, essa participação é “fundamental, afinal de contas, nós estamos falando de representantes de trabalhadores e trabalhadoras que estão em todos os territórios da cidade e são aquelas pessoas que mais sentem os altos custos do transporte coletivo e a dificuldade de acesso à cidade”.

Loterias
Mega-Sena Concurso 3074 24/10/2026 Acumulou Último resultado
02 03 20 25 39 57

Prêmio estimado: R$ 300.000.000,00 Próximo: 26/10/2026

Quina Concurso 7151 24/10/2026 Acumulou Último resultado
19 28 57 66 76

Prêmio estimado: R$ 1.400.000,00 Próximo: 26/10/2026

Lotofácil Concurso 3813 24/10/2026 Acumulou Último resultado
04 05 06 08 10 12 13 14 15 16 17 20 22 23 25

Prêmio estimado: R$ 5.000.000,00 Próximo: 26/10/2026

Atualizado 25/10/2026 22h30

A vereadora Marília Martins (PSOL) também defendeu a necessidade de repensar o transporte coletivo. Para ela, o debate passa por “pensar no transporte público não como uma mercadoria, e sim como uma infraestrutura pública que dá acesso à saúde, ao lazer, à educação”.

Movimentos anteriores

Marília lembrou que a discussão não é recente e citou movimentos anteriores, como o Passe Livre, organizado nos anos 2000.

A parlamentar também mencionou cálculos já apresentados em debates sobre o contrato do transporte coletivo e defendeu que a remuneração do sistema seja feita com base na quilometragem.

Segundo ela, em cidades onde a Tarifa Zero foi implantada, “já foi verificado o aumento do consumo, sendo assim o aumento do ISS, o aumento de frequência no nosso sistema de saúde, as pessoas mais pobres e das áreas mais periféricas não ficam reféns da quantidade de utilização no caso dos passageiros”.

Notas de falecimento
  • LUIZ OSMIR CAMARGO Falecimento 24/10/2026
  • MIKAELY TRAJANO MEDEIROS Falecimento 24/10/2026
  • MARIA DAS GRACAS BATISTA TEODORO Falecimento 24/10/2026

Ver todas →

Especialista compartilha dados e sugere alternativas

Participando de forma remota, Rafael Calabria, representante da BR Cidades e da setorial de transportes do Partido dos Trabalhadores, abordou a lógica de cálculo dos sistemas de transporte.

Ele explicou que, no Brasil, ainda predomina a cobrança por passageiro, o que, segundo ele, “formula toda a lógica do sistema de transporte na cidade, porque as vias e os locais e os horários onde tem muita demanda acabam tendo um serviço minimamente razoável, ou até bom, dependendo do local, e os horários e os bairros menos lotados, ou seja, os bairros periféricos que são mais amplos em área, acabam sendo precarizados porque não seriam rentáveis”.

Para Calabria, esse modelo “gera a lógica de que o direito social deve ser rentável, o que é um absurdo”. Em contraposição, ele defendeu a remuneração por quilômetro rodado, modelo que, segundo ele, muda os incentivos do sistema.

“Se ele não fizer a viagem, ele não recebe, então inverte muito o incentivo ao empresário de cumprir a qualidade e a frequência, e não de trabalhar com uma alta lotação, como é o padrão nas cidades brasileiras hoje”, afirmou.

Mudança no sistema de cobrança

Rafael também reforçou a importância de avaliar o contrato vigente e de discutir a implantação da Tarifa Zero com base em dados. “É importante, antes de debater as fontes, também, debater essas mudanças: cobrança por quilômetro, avaliar como está o contrato com a empresa de ônibus”, disse.

Segundo ele, “os impactos são absolutamente gigantescos na vida da cidade, na dinâmica da cidade. Os relatos das cidades que adotam Tarifa Zero são muito grandes”.

Ao final da audiência, Gilson Pelizaro retomou a pergunta que motivou o encontro: “A Tarifa Zero é possível?”.

Segundo o vereador, os dados apresentados indicam que Franca tem condições de discutir a implantação da medida, “para que o trabalhador tenha mais um ganho na sua renda, e a gente possa, inclusive, ajudar também na questão do trânsito na nossa cidade que também é uma luta que nós estamos travando aqui”.

Autor

Cláudia Canelli

Redação · Jornal da Franca

4.295 matérias publicadas Ver perfil