HISTÓRIAS DA MÚSICA BRASILEIRA

  • mmargoliner
  • Publicado em 13 de março de 2016 às 11:52
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TROPICÁLIA

Tropicália, Tropicalismo ou Movimento Tropicalista foi um movimento cultural brasileiro surgido sob fortes influências das correntes artísticas da vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira no final dos anos 60. O pop-rock e o concretismo podem ser citados como fatores preponderantes nesse processo. O movimento acabou por misturar manifestações tradicionais da cultura do País a inovações estéticas radicais. Boa parte da sociedade, numa época em que imperava o regime militar, foi tocada pelos objetivos comportamentais sugeridos pelo movimento, que manifestou-se principalmente na música, cujos maiores representantes foram Caetano Veloso, Tom Zé, Gilberto Gil, Gal Costa, Torquato Neto e Os Mutantes.

Foi nessa ocasião, em 1968,  que Caetano Veloso lançou seu primeiro LP, classificado pelo concretista Augusto de Campos como “oswaldiano, antropofágico e desmistificador”, o que o credenciou como um dos poetas-compositores mais imaginativos de sua geração.

No disco polêmico e experimentador o destaque maior é creditado à canção homônima “Tropicália”, composição que oferecia uma visão crítica e sintetizada da realidade brasileira, contrapondo valores dessa realidade, numa colagem de símbolos, imagens e citações. Senão, vejamos nos versos:

“Eu organizo o movimento/ eu oriento o carnaval/ eu inauguro o monumento/ no Planalto Central do País…” ; “No pulso esquerdo o bang-bang/ em suas veias corre muito pouco sangue/ mas seu coração balança um samba de tamborim…”

E por aí vai, rimando bossa com palhoça, Carmen Miranda com banda e efeitos sonoros cheios de simbologia.

“Tropicália” contou com arranjo assinado por um dos mais cultuados maestros da MPB, Júlio Medaglia, nascido em 1938, tendo sido fundador da Amazonas Filarmônica, diretor da Orquestra da Rádio de Baden-Baden, na Alemanha e da Rádio Roquete Pinto, no Rio de Janeiro.

A canção está de volta, como tema da novela das 9 da Globo, através de seu autor e intérprete Caetano Veloso.

“Sobre a  cabeça os aviões/ aponta contra os chapadões/ meu nariz…”

(Fonte: Material de meu arquivo pessoal de recortes de revistas, Wikipedia e Jairo Severiano / Zuza Homem de Mello in “A CANÇÃO NO TEMPO”, Editora 34).

KEITH EMERSON


Morreu quinta, dia 10, aos 71 anos, nos Estados Unidos, um dos maiores ícones da era do rock progressivo. Foi fundador do trio britânico Emerson, Lake & Palmer, que levou ao delírio milhares e milhares de ouvintes em todo o mundo na década de 70, tanto em shows ao vivo como através de gravações. O grupo entrou para a história da música por ser a primeira banda de rock a utilizar-se de um sintetizador em shows, na época um aparelho gigantesco, monofônico e analógico. Isso aconteceu em 1970.

Emerson foi encontrado com ferimento de bala na cabeça e suspeita-se de suicídio, pelo fato de o músico estar sofrendo de doença degenerativa que o impedia de tocar. Justamente num momento em que estava trabalhando com orquestras internacionais, principalmente do Japão e da Alemanha.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

Grandes originais e primorosas releituras. Tocamos Larry Carlton, New York Voices, Gregory Porter, Tony Bennet, Sinatra, Natalie Cole…Coisas que, NORMALMENTE, você não ouve por aí.

Sábado às 9h e domingo às 10h da manhã na Mais Brasil FM-Franca–SP-101,3 Mhz.

Sábado e domingo às 11h da manhã em www.radionovaip.com.br-Ribeirão Preto-SP.

Sábado e domingo às 12 e 20h em www.ponto1000.com- Ribeirão Preto-SP.

Aguarde mais endereços.

Não abrimos mão de você!

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.