Quem circula por Franca provavelmente já encontrou um deles. Em uma praça, perto de estabelecimentos comerciais, em terrenos ou nas proximidades de conjuntos residenciais, gatos vivem sem ter um único dono, mas acabam sendo cuidados por moradores que fornecem água, alimento e, muitas vezes, procuram atendimento veterinário quando necessário.
São os chamados gatos comunitários. E eles existem em Franca, inclusive são reconhecidos pelos serviços públicos municipais.
O problema é que, apesar de a Prefeitura manter ações destinadas a esses animais, não existe, nas informações públicas consultadas pelo Jornal da Franca um levantamento atualizado que mostre quantos gatos comunitários vivem atualmente na cidade e onde estão concentradas as colônias.
Prefeitura reconhece animais comunitários
A própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente utiliza oficialmente o termo “comunitário” para cães e gatos que vivem nas ruas e sem proprietário definido. O município mantém serviços de atendimento emergencial para animais comunitários atropelados ou vítimas de maus-tratos e também oferece castração gratuita.
A importância da castração é justamente evitar que essas populações cresçam de maneira descontrolada. Em 2025, a Prefeitura informou que havia realizado quase 13 mil castrações desde a retomada do programa, em 2021, e mais 3.200 procedimentos somente nos primeiros meses daquele ano. Os números, entretanto, não apresentam uma divisão específica para gatos comunitários.
A questão ganhou ainda mais importância no Legislativo. Em 2025, a Câmara Municipal aprovou projeto que estabeleceu proteção específica aos animais comunitários, reconhecendo como tais aqueles que não possuem um único proprietário, mas mantêm vínculos de afeto, dependência e manutenção com moradores da região onde vivem.
Onde estão e quantos são?
Essa é justamente a informação que ainda falta. A pesquisa realizada pelo Jornal da Franca não encontrou um cadastro público municipal com o número total de gatos comunitários existentes em Franca, nem um mapa oficial das colônias.
Isso não significa que eles sejam poucos. Ao contrário: a existência de programas municipais de castração, atendimento emergencial e recolhimento de animais comunitários mostra que o poder público reconhece essa população. Em 2021, inclusive, a Prefeitura informou que a castração tinha como prioridade cães e gatos comunitários.
O levantamento seria importante não apenas para saber quantos gatos vivem nas ruas, mas também para identificar os pontos de maior concentração, acompanhar a castração e orientar moradores que assumem espontaneamente a responsabilidade pela alimentação e pelos cuidados dos animais.
Hoje, portanto, a resposta mais correta para a pergunta “quantos gatos comunitários existem em Franca?” é: não há um número oficial público disponível. Conhecer o tamanho do problema é o primeiro passo para cuidar dele de maneira organizada.




