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Família transforma sítio de café em propriedade moderna e lucrativa

O sítio da família Xavier, em Cássia, Minas Gerais, estava à beira da falência

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Família transforma sítio de café em propriedade moderna e lucrativa

​iver com a renda de uma pequena propriedade não é tarefa fácil, especialmente quando os filhos crescem e decidem permanecer na terra. Uma família de Minas Gerais conseguiu vencer esse desafio e transformou um sítio modesto, que estava à beira da falência, em um negócio moderno, que rende um bom dinheiro.

O sítio fica no município de Cássia, no sul de Minas Gerais. Tem só 16 hectares e está a mais de mil metros de altitude. Do jeitinho que o café gosta. A propriedade pertence a José Renato Xavier, que chegou no local ainda menino, junto com a família. “Meu pai só mexia com gado e roça de milho. Depois, ele deu pra cada filho tres mil pés de café pra gente plantar”, conta.

Cerca de uma década atrás, o cenário era bem diferente. O café produzia pouco, quase não dava renda, a ponto de José Renato e a família quase desistirem do negócio. Foi aí que ele decidiu passar o controle da propriedade para o filho Thiago e a mulher dele, Josilaine:

O casal assumiu o negócio, mas logo descobriram que não seria fácil. ”Teve um ano que a gente colheu nove sacas de café. Aí a gente ficou descrente daquilo, de conseguir ter uma vida legal aqui. A gente não via futuro adiante”, conta Josilaine.

Para continuar na terra, produzindo café, o casal resolveu mudar tudo. “A primeira coisa que fizemos foi aumentar a área de produção. Buscamos tecnologia nova e conhecimento, fizemos vários cursos”, relata Thiago.

Aos poucos, Thiago foi plantando mais café. Passou de 17 para 60 mil pés, de diversas variedades e contratou o agrônomo Leonardo Oliveira para ajudar a melhorar a condição da lavoura. “A gente tá sempre focado em associar a alta qualidade da bebida com uma alta produtividade, implicando em uma maior rentabilidade pro produtor rural. É muito importante a gente ter uma planta equilibrada nutricionalmente, porque uma planta equilibrada consegue expressar o seu máximo potencial produtivo”, explica o agrônomo.

Para conseguir uma boa nutrição, periodicamente, Leonardo coleta folhas de café e amostras de solo para análise. Com base nos resultados, ele determina como será a adubação, feita de acordo com a real necessidade de cada talhão da roça. Um sistema mais racional e barato para o produtor: “De acordo com a modificação de variedade e idade da planta, ela precisa de uma quantidade diferente dos nutrientes. Eu defino totalmente baseado na estimativa de produção que esse talhão vai ter no próximo ano”.

Outra novidade trazida por Leonardo foi começar a adubação anual mais cedo que o normal. Ele explica: “Como aqui é uma região de altitude mais elevada, nós vamos começar em torno de agosto já fazendo a primeira adubação, antes das chuvas. Preparando, já deixando em condição para quando essa florada vier, o nutriente já estar ali no solo disponível para planta. O ideal em lavouras de alta produtividade é fechar essas adubações até dezembro, bem antecipado”.

O resultado da adubação pontual e antecipada aparece no vigor das plantas que ficam bem carregadas, tanto de frutos quanto de folhas. “A gente tem que ter um cuidado primordial com a retenção e a produção do máximo número de folhas possíveis. Porque são necessários quatro centímetros quadrados para o enchimento de cada grão”, relata o agrônomo.

Outra preocupação é manter a lavoura saudável, mas de forma sustentável. Sem exagerar na aplicação de agrotóxicos e reduzindo o gasto ao mínimo necessário. Por isso, nesse sítio se faz o monitoramento constante da presença de pragas e doenças no campo.

Enquanto Thiago cuidava do campo, Josilaine decidiu seguir os passos do pai dela, que também é cafeicultor: “Meu pai já torrava café e eu pensei em torrar também. E foi onde deu certo”.

Na medida em que o casal se livrou de atravessador, de entregar café em armazém, por exemplo, a situação melhorou. A maior parte da produção do sítio, Josilaine torra, mói e vende no comércio de Cássia. Ela já tem muitos clientes em restaurantes, hotéis e supermercados da cidade: “A gente foi vendo que com a agregação do produto, a gente consegue um pouco mais de lucro. Fazemos todos os processos e o café chega no mercado com um preço muito mais acessível”.

Cafés especiais

Com a lavoura produzindo bem e com mercado garantido, Josilaine e Thiago partiram para um novo desafio: a produção de café especial. Para isso, recebem assessoria de Márcio Braga, mestre de torra e barista, um especialista na preparação da bebida de café. Foi ele quem levou para o sítio uma nova maneira de manejar os grãos da colheita até a torra. Parte do cafe passa pelo processo chamado de colheita seletiva, onde só os frutos maduros são retirados dos pés.

Para decidir que cafeeiros serão colhidos assim, Márcio usa um aparelhinho, o refratômetro, que mede a porcentagem de açúcar que tem fruto: “O melhor é sempre o mais doce. Isso é questão de preferência, mas é claro, sempre que um pé de café tem uma doçura mais acentuada, a gente fica bem satisfeito com isso”.

Lotes que apresentam medida da doçura, ou brix que é o nome técnico, em torno de 18 graus, passam pela colheita seletiva.

O sítio não tem lavador, descascador, nem despolpador de café. Por isso, usa a estrutura de uma fazenda vizinha, que é grande produtora e sede o equipamento de graça. De lá, os grãos especiais vão para o terreiro suspenso, construído também por sugestão de Márcio: “O café quando está no terreiro, fica em contato com o chão. Então, ele acaba absorvendo a umidade do café. Assim, além dele não estar em contato com o chão, tem a questão da fermentação, que uma vez estando suspenso, você tem ventilação embaixo e em cima. Então, a possibilidade de uma fermentação indesejada ou negativa é muito menor”.

Márcio prepara pequenas porções de café e vai provando para escolher qual o melhor ponto de torra pra cada lote. “São inúmeros pontos de torra, porque a cada ano a safra muda. A cada talhão, você tem micro lotes diferentes e nós precisamos fazer experiências”, explica o especialista.

Horóscopo

Lua crescente em Escorpião · Sol em Libra

Áries 21/3 a 19/4

Nesta terça-feira, a sua coragem se alia à busca por diplomacia nas parcerias de trabalho. Ouça mais as pessoas ao seu redor antes de tomar decisões impulsivas na rotina. No amor, uma conversa sincera fortalece a cumplicidade.

Touro 20/4 a 20/5

O momento pede mais flexibilidade para lidar com imprevistos no ambiente profissional. Suas relações ganham profundidade se você abrir mão de certas teimosias e acolher outros pontos de vista. Reserve um instante para relaxar a mente.

Gêmeos 21/5 a 20/6

A terça-feira favorece a organização das suas tarefas diárias com foco renovado. O diálogo franco ajuda a alinhar expectativas com colegas e pessoas queridas. Expresse suas ideias com suavidade para evitar mal-entendidos.

Câncer 21/6 a 22/7

Sua sensibilidade aflora e traz mais intuição para lidar com desafios na rotina. No trabalho, priorize tarefas que exigem dedicação genuína e criatividade. Nos afetos, demonstre o seu carinho com gestos simples e acolhedores.

Leão 23/7 a 22/8

O equilíbrio entre vida familiar e compromissos de trabalho ganha destaque hoje. Busque harmonizar o ambiente doméstico para manter sua energia em alta durante as tarefas. Reconheça o valor de quem caminha ao seu lado diariamente.

Virgem 23/8 a 22/9

Aproveite a clareza mental desta terça-feira para organizar pendências e planejar seus próximos passos. A comunicação no trabalho flui melhor quando você demonstra empatia. Um momento de calma no fim do dia renova seus ânimos.

Libra 23/9 a 22/10

Com o Sol em seu signo, sua presença transmite harmonia e inspira quem convive com você. No trabalho, avalie seus recursos com cautela antes de assumir novos compromissos. Valorize momentos de paz com quem compartilha sua rotina.

Escorpião 23/10 a 21/11

A Lua em seu signo amplia sua percepção e renova sua determinação nas tarefas cotidianas. Aproveite esse impulso para transformar hábitos que já não funcionam no seu dia a dia. Seja paciente com o ritmo das outras pessoas.

Sagitário 22/11 a 21/12

O dia convida à introspecção e ao recolhimento necessário para recarregar as energias. No trabalho, conclua o que já foi iniciado antes de abraçar novidades. Conversas tranquilas trazem respostas valiosas para suas inquietações.

Capricórnio 22/12 a 19/1

Planos em equipe ganham força quando você compartilha responsabilidades de maneira equilibrada. Sua dedicação habitual é notada, mas lembre-se de reservar espaço para o afeto e a convivência. Cultive laços sinceros nesta terça-feira.

Aquário 20/1 a 18/2

Sua visão de futuro encontra suporte prático nas decisões profissionais de hoje. Mostre seu talento equilibrando originalidade com cooperação mútua no ambiente de trabalho. Uma atitude atenciosa melhora o clima nas relações pessoais.

Peixes 19/2 a 20/3

Sua imaginação se conecta ao desejo de aprender e expandir horizontes na rotina. Ao lidar com compromissos profissionais, confie no seu discernimento e mantenha o foco. O convívio amoroso se fortalece com a escuta atenta e generosa.

A escala de pontuação na classificação de cafés especiais vai de 80 a 100. Nessa propriedade, por causa do clima, da altitude e dos cuidados com a lavoura, colheita e secagem dos grãos, 70% do produção alcançam os 80 pontos. E 40% já superam 85. É essa parcela que Josilaine torra, embala e vende em grãos – moído ou em cápsulas de expresso, produtos que vende pra cafeterias.

A qualidade e o processamento aumentam bastante o valor do café. É por isso que a família desata propriedade está investindo na estrutura da torrefação. Tudo caprichado, limpo e bonito. Tem até um espaço decorado para receber compradores. A última aquisiçãoo foi um torrador de última geração. “Custou R$ 22 mil. A gente faz parte de uma cooperativa e aí temos até três anos para pagar”, conta Josilaine.

Hoje, ninguém mais pensa em desistir do café. Ao contrário, além dos 16 hectares próprios, a família já arrenda outros 39 para aumentar a produção: Do campo até a prateleira do supermercado, produzir uma saca de café custa para a propriedade de Thiago cerca de R$ 370. Eles conseguem vender uma saca convencional no mercado por R$ 600. Já o valor do café especial varia de acoro com a pontuação. Se ele tiver 84 pontos ou mais, acrescenta R$ 50 no valor. “Mas no sistema de terreiro suspenso, se der uma pontuação boa, é em torno de R$ 1500, a saca. Esse ano estamos tentando fazer uns 30 sacos para vender nesse padrão”, conta Thiago.

Com coragem, determinação e muita disposição para trabalhar, o casal mudou a história da família. Como este ano o clima também ajudou, a família Xavier deve colher 800 sacas de café.

Indicadores Agro
Boi gordo arroba · Franca
R$ 376,00 3,6% 13/10/2026
Café arábica saca 60kg · Franca
R$ 1.560,00 5,5% 13/10/2026
Laranja pêra cx 40,8kg · Franca
R$ 30,00 3,5% 13/10/2026
Milho saca 60kg · Franca
R$ 57,94 6,6% 13/10/2026
Soja saca 60kg · Franca
R$ 150,00 8,7% 06/10/2026
Algodão pluma 15kg · São Paulo/SP
R$ 139,00 3,5% 05/10/2026
Atualizado 13/10 15h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

(Publicado no Globo Rural)

Autor

Cesar Colleti

Redação · Jornal da Franca

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Prêmio estimado: R$ 150.000.000,00 Próximo: 14/10/2026

Quina Concurso 7140 11/10/2026 Acumulou Último resultado
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Prêmio estimado: R$ 34.000.000,00 Próximo: 13/10/2026

Lotofácil Concurso 3802 11/10/2026 Último resultado
02 03 05 06 09 10 11 12 14 15 19 20 21 23 24

Prêmio estimado: R$ 2.000.000,00 Próximo: 13/10/2026

Atualizado 12/10/2026 22h30
Notas de falecimento
  • ANTONIO GUILHERME DA SILVA Falecimento 12/10/2026
  • ANASTACIO DE ARAUJO Falecimento 12/10/2026

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