Entenda as diferenças entre alopecia androgenética, areata, eflúvio telógeno e outros tipos de queda de cabelo, além dos sinais que exigem avaliação médica
A queda de cabelo nem sempre tem a mesma origem ou se manifesta da mesma maneira. Em algumas pessoas, o problema aparece como falhas arredondadas no couro cabeludo.
Em outras, os fios ficam progressivamente mais finos e o volume diminui. Essas alterações podem estar relacionadas a diferentes tipos de alopecia, condição caracterizada pela perda ou redução dos cabelos e pelos.
Embora o termo seja frequentemente associado à calvície, nem toda alopecia provoca perda definitiva dos fios. Algumas formas são temporárias e podem melhorar depois que a causa é identificada e tratada.
Por isso, observar o padrão da queda é importante, mas somente uma avaliação dermatológica pode determinar o diagnóstico.
Alopecia androgenética provoca afinamento progressivo
Conhecida popularmente como calvície, a alopecia androgenética tem relação com predisposição genética e ação hormonal sobre os folículos capilares. Pode atingir homens e mulheres, embora apresente padrões diferentes.
Uma das características mais comuns é o afinamento gradual dos fios. A cada ciclo de crescimento, os cabelos podem nascer mais finos e curtos, reduzindo a densidade capilar.
Nas mulheres, a rarefação costuma ser mais perceptível na região central da cabeça, com alargamento da risca e maior visibilidade do couro cabeludo. Nos homens, pode aparecer principalmente nas entradas e na região da coroa.
O processo tende a ser progressivo, o que torna importante procurar orientação quando a mudança na espessura dos fios se torna perceptível.
Alopecia areata provoca falhas localizadas
Diferentemente da forma androgenética, a alopecia areata costuma provocar uma perda repentina de cabelos em áreas delimitadas, frequentemente arredondadas ou ovais.
A condição é autoimune: o sistema imunológico passa a atacar estruturas dos folículos capilares. Pode atingir pessoas de diferentes idades e também comprometer pelos de outras regiões, como sobrancelhas e barba.
A evolução varia de pessoa para pessoa. Em alguns casos, os fios voltam a crescer; em outros, a perda pode ser mais extensa ou persistente. O acompanhamento médico ajuda a avaliar a condição e as possibilidades de tratamento.
Eflúvio telógeno causa queda intensa e difusa
Quando muitos fios entram ao mesmo tempo na fase de queda do ciclo capilar, ocorre o chamado eflúvio telógeno. A manifestação costuma ser uma perda mais intensa e espalhada pela cabeça, sem necessariamente formar falhas bem delimitadas.
Entre os fatores associados estão febre, infecções, cirurgias, alterações hormonais, pós-parto, estresse físico ou emocional e deficiências nutricionais.
A queda pode surgir algum tempo depois do acontecimento que desencadeou o processo. Em muitos casos, é temporária, mas é importante investigar a origem para orientar os cuidados necessários.
Tração e cicatrizes também podem afetar os fios
Há ainda outros tipos de alopecia que merecem atenção. A alopecia por tração, por exemplo, está relacionada à tensão repetida sobre os cabelos, causada por penteados muito apertados, tranças ou extensões. Quando o hábito persiste, pode provocar danos aos folículos.
Já as alopecias cicatriciais envolvem processos inflamatórios que podem destruir os folículos e levar à perda permanente dos fios nas áreas afetadas. Vermelhidão, descamação, coceira, dor ou sensibilidade no couro cabeludo são sinais que justificam avaliação especializada.
Como identificar o tipo de alopecia?
A aparência da queda oferece pistas, mas não é suficiente para estabelecer um diagnóstico. O dermatologista considera o histórico do paciente, examina o couro cabeludo e pode utilizar recursos como a tricoscopia, que permite observar os fios e os folículos com aumento.
Dependendo da suspeita, também podem ser solicitados exames laboratoriais ou outros procedimentos.
O tratamento varia conforme a causa e o tipo de alopecia. Por isso, produtos anunciados como soluções universais ou medicamentos utilizados sem orientação podem não resolver o problema e ainda trazer riscos.
Ao perceber queda persistente, redução progressiva do volume, falhas localizadas ou alterações no couro cabeludo, a recomendação é procurar um dermatologista. A identificação correta da condição é o primeiro passo para definir os cuidados mais adequados.
Fonte: Alto Astral




