terça-feira, 13 de outubro de 2026 terça-feira, 13 out 2026 27° 29°/18° Franca
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Estudo revela perfil da produção de cafés especiais na região de Franca

Destaque do novo perfil ficou para cidades da região: Pedregulho, Caconde, Franca e Cristais

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Estudo revela perfil da produção de cafés especiais na região de Franca

​Nos últimos 30 anos, pastagens, grãos e citros deixaram de ocupar cerca de 1,5 milhão de hectares nas bacias dos rios Mogi-Guaçu e Pardo, no nordeste do estado de São Paulo. 

A cana-de-açúcar foi a lavoura que ocupou a maior parte desse espaço, já que ganhou cerca de 1,3 milhão de hectares. Mas outras culturas também conquistaram terreno na região: é o caso das florestas de eucalipto, de seringueiras e lavouras de cafés de alta qualidade. 

Cresceram, ainda, as áreas de florestas nativas, que hoje ocupam 20% do território – atrás apenas da cana.

O novo retrato da agricultura no nordeste paulista e os fatores que motivaram as mudanças estão em um estudo recentemente concluído pela Embrapa Territorial, que comparou imagens de satélite de 125 municípios, em uma área de 52 mil km², de 1988 até 2016. 

Os pesquisadores também foram a campo para conferir informações e levantar dados socioeconômicos que explicassem as mudanças e revelassem mais do que as imagens.

As áreas com culturas anuais – milho e soja, principalmente – regrediram e caíram de 936 mil para 352 mil hectares. A porção norte da área de estudo tinha mais da metade das terras ocupadas por esse tipo de lavoura no fim dos anos 1980. 

Atualmente, a parcela destinada a elas chega, no máximo, a 20% em alguns municípios. 

As culturas anuais ficaram concentradas em dois polos de agricultura irrigada, no entorno dos municípios de Casa Branca e Guaíra.

Busca por maior rentabilidade

Alternativas mais rentáveis do que os cultivos de sequeiro ganham espaço nessas condições, a exemplo da batata e da produção de sementes de soja e milho. 

Chama a atenção também o investimento em milho verde, para consumo humano, em vez do milho seco para o competitivo mercado de rações.

“Com a irrigação, os agricultores antecipam a colheita com o milho verde e plantam, logo em seguida, feijão e, depois, batata, por exemplo. Fazendo isso, conseguem uma renda maior do que com a cana”, constata o pesquisador Carlos Cesar Ronquim, da Embrapa Territorial, que coordenou o estudo.

Não se tratou, contudo, de uma mudança promovida pelos agricultores para fazer frente ao avanço da cana. Os sítios e fazendas naquelas áreas já haviam investido na irrigação e mercados com maior valor de venda e, por isso, não tiveram interesse em ocupar áreas com cana-de-açúcar. 

“Esse agricultor utiliza tecnologia e está obtendo resultados porque consegue tirar três safras no ano”, esclarece o pesquisador.

As culturas anuais, especialmente a soja e o amendoim, também ganham espaço durante a renovação dos canaviais. 

A cada cinco anos, a cana precisa ser replantada e, no intervalo entre um plantio e outro, muitos proprietários ou usinas disponibilizam terreno para o cultivo de leguminosas. É uma área considerável, já que a cana-de-açúcar ocupa 2,2 milhões de hectares no nordeste paulista.

Para a soja, a produção é pouco significativa no contexto brasileiro, comparando-se às grandes lavouras do Centro-Oeste e de outras regiões. No caso do amendoim, porém, essa prática coloca o estado de São Paulo, de modo especial a cidade de Jaboticabal, no topo da produção nacional.

Pastagens encolheram e vegetação nativa aumentou

Horóscopo

Lua crescente em Escorpião · Sol em Libra

Áries 21/3 a 19/4

Nesta terça-feira, a sua coragem se alia à busca por diplomacia nas parcerias de trabalho. Ouça mais as pessoas ao seu redor antes de tomar decisões impulsivas na rotina. No amor, uma conversa sincera fortalece a cumplicidade.

Touro 20/4 a 20/5

O momento pede mais flexibilidade para lidar com imprevistos no ambiente profissional. Suas relações ganham profundidade se você abrir mão de certas teimosias e acolher outros pontos de vista. Reserve um instante para relaxar a mente.

Gêmeos 21/5 a 20/6

A terça-feira favorece a organização das suas tarefas diárias com foco renovado. O diálogo franco ajuda a alinhar expectativas com colegas e pessoas queridas. Expresse suas ideias com suavidade para evitar mal-entendidos.

Câncer 21/6 a 22/7

Sua sensibilidade aflora e traz mais intuição para lidar com desafios na rotina. No trabalho, priorize tarefas que exigem dedicação genuína e criatividade. Nos afetos, demonstre o seu carinho com gestos simples e acolhedores.

Leão 23/7 a 22/8

O equilíbrio entre vida familiar e compromissos de trabalho ganha destaque hoje. Busque harmonizar o ambiente doméstico para manter sua energia em alta durante as tarefas. Reconheça o valor de quem caminha ao seu lado diariamente.

Virgem 23/8 a 22/9

Aproveite a clareza mental desta terça-feira para organizar pendências e planejar seus próximos passos. A comunicação no trabalho flui melhor quando você demonstra empatia. Um momento de calma no fim do dia renova seus ânimos.

Libra 23/9 a 22/10

Com o Sol em seu signo, sua presença transmite harmonia e inspira quem convive com você. No trabalho, avalie seus recursos com cautela antes de assumir novos compromissos. Valorize momentos de paz com quem compartilha sua rotina.

Escorpião 23/10 a 21/11

A Lua em seu signo amplia sua percepção e renova sua determinação nas tarefas cotidianas. Aproveite esse impulso para transformar hábitos que já não funcionam no seu dia a dia. Seja paciente com o ritmo das outras pessoas.

Sagitário 22/11 a 21/12

O dia convida à introspecção e ao recolhimento necessário para recarregar as energias. No trabalho, conclua o que já foi iniciado antes de abraçar novidades. Conversas tranquilas trazem respostas valiosas para suas inquietações.

Capricórnio 22/12 a 19/1

Planos em equipe ganham força quando você compartilha responsabilidades de maneira equilibrada. Sua dedicação habitual é notada, mas lembre-se de reservar espaço para o afeto e a convivência. Cultive laços sinceros nesta terça-feira.

Aquário 20/1 a 18/2

Sua visão de futuro encontra suporte prático nas decisões profissionais de hoje. Mostre seu talento equilibrando originalidade com cooperação mútua no ambiente de trabalho. Uma atitude atenciosa melhora o clima nas relações pessoais.

Peixes 19/2 a 20/3

Sua imaginação se conecta ao desejo de aprender e expandir horizontes na rotina. Ao lidar com compromissos profissionais, confie no seu discernimento e mantenha o foco. O convívio amoroso se fortalece com a escuta atenta e generosa.

A área dedicada à pecuária foi, de longe, a que mais perdeu espaço no nordeste paulista. 

Há 30 anos, as pastagens estavam em primeiro lugar na ocupação de terras na região, cobrindo 27% da área rural. 

Em 2015, com 13% do espaço, aparecem atrás não só da cana-de-açúcar, mas também das reservas de vegetação nativa.

No caso da pecuária de leite, a oportunidade de rendimentos com o arrendamento para a cana-de-açúcar chegou no momento em que os produtores e cooperativas paulistas encontravam dificuldade para concorrer com outras regiões do País. 

Indicadores Agro
Boi gordo arroba · Franca
R$ 376,00 3,6% 13/10/2026
Café arábica saca 60kg · Franca
R$ 1.560,00 5,5% 13/10/2026
Laranja pêra cx 40,8kg · Franca
R$ 30,00 3,5% 13/10/2026
Milho saca 60kg · Franca
R$ 57,94 6,6% 13/10/2026
Soja saca 60kg · Franca
R$ 150,00 8,7% 06/10/2026
Algodão pluma 15kg · São Paulo/SP
R$ 139,00 3,5% 05/10/2026
Atualizado 13/10 15h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

Até a introdução da tecnologia do leite longa vida, na década de 1990, eles não sofriam concorrência com outros estados, já que o prazo de validade do produto era muito curto. Com o “leite de caixinha”, a situação mudou, segundo explica o cientista da Embrapa.

A maior parte dos pecuaristas que conseguiram se manter no setor leiteiro são pequenos. Isso porque o tamanho reduzido das propriedades dificulta a logística das usinas, que não se interessam por arrendá-las. 

Além disso, costumam dispor de mão de obra familiar e evitam os custos da contratação de funcionários. A adoção de sistemas específicos para suas condições, como o do projeto Balde Cheio, da Embrapa, também contribuiu para que muitos se mantivessem na atividade. 

Poucos produtores de médio e grande porte optaram por permanecer no segmento. Os que o fizeram investiram fortemente em tecnologias de otimização, escala e controle da produção, observa Ronquim.

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Criadores de gado para abate também deixaram áreas no nordeste de São Paulo e migraram para regiões de fronteira com terras mais baratas. Quem permanece normalmente investe na intensificação da produção, com práticas de confinamento e semiconfinamento.

Novo panorama dos citros

A queda na área de citros ultrapassou os 180 mil hectares, mas, ainda assim, foi significativamente menor do que a dos grãos (584 mil ha) e a de pastagens (700 mil ha). 

Os baixos rendimentos, a necessidade da colheita manual e as dificuldades de combate às doenças que acometem os pomares, especialmente o greening, são os principais fatores que levaram muitos agricultores a desistirem da citricultura. 

Cidades, antes grandes produtoras, como Bebedouro e Itápolis, hoje têm a maior parte do território ocupada pela cana-de-açúcar.

Ainda assim, a produção total das frutas na região manteve-se estável, graças aos ganhos de produtividade. 

O maior rendimento dos pomares pode ser creditado à adoção de técnicas de manejo, principalmente por meio do adensamento nos novos plantios.

Em 1980, havia, em média, 360 pés de laranja por hectare; atualmente, a densidade passou para 668 plantas, segundo dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). De modo geral, há uma concentração da produção em grandes propriedades.

Alguns municípios foram na contramão da tendência de queda de área e ampliaram os pomares de citros, de olho no mercado de frutas in natura dos grandes centros urbanos de que estão próximos. É o caso de Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Casa Branca e Conchal.

Loterias
Mega-Sena Concurso 3069 11/10/2026 Acumulou Último resultado
05 19 22 44 47 57

Prêmio estimado: R$ 150.000.000,00 Próximo: 14/10/2026

Quina Concurso 7140 11/10/2026 Acumulou Último resultado
05 28 45 57 59

Prêmio estimado: R$ 34.000.000,00 Próximo: 13/10/2026

Lotofácil Concurso 3802 11/10/2026 Último resultado
02 03 05 06 09 10 11 12 14 15 19 20 21 23 24

Prêmio estimado: R$ 2.000.000,00 Próximo: 13/10/2026

Atualizado 12/10/2026 22h30

Hegemonia da cana

A expansão mais significativa é a da cana-de-açúcar, que cobre 44% das terras no nordeste paulista. 

Na região, o setor foi responsável por metade de todo o valor de produção agropecuária, que atingiu R$ 9,5 bilhões em 2016. A participação é maior do que a média estadual, que é de 35%. Apenas cinco dos 125 municípios estudados não possuem canaviais: 

Águas de Lindoia, Lindoia, Águas da Prata, Santo Antônio do Jardim e Divinolândia. Nos outros 120, o volume de terras cultivado com cana aumentou. A exceção é Ribeirão Preto, onde a atividade cedeu espaço para a expansão urbana.

Em números absolutos, as áreas de vegetação nativa são as que mais cresceram, depois da cana.

Notas de falecimento
  • ANTONIO GUILHERME DA SILVA Falecimento 12/10/2026
  • ANASTACIO DE ARAUJO Falecimento 12/10/2026

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Elas já ocupavam 870 mil hectares e, agora, chegam perto de um milhão de hectares. O pesquisador da Embrapa aponta que esse aumento não se deu por plantio, mas por regeneração espontânea e, timidamente, pela melhor conservação das áreas de preservação permanente.

Para os próximos anos, a expectativa é de mais crescimento, tendo em vista o novo Código Florestal e a proibição da colheita manual da cana, o que, na prática, inviabiliza a produção em áreas com declividade acima de 12%.

O monitoramento por satélite revela 150 mil hectares de canaviais nessa condição, o equivalente a 7,1% da área das bacias analisadas.

As florestas plantadas também aumentaram: 17 mil novos hectares para o eucalipto e perto de 12 mil para as seringueiras. 

Essas últimas tiveram o crescimento relativo mais expressivo, já que, em 1988, ocupavam menos de 200 hectares. Mesmo com esse salto, a heveicultura segue pouco expressiva na região.

O eucalipto chegou a 157 mil hectares, mas também tem pouca participação do valor de produção agropecuária, ficando à frente apenas da pecuária leiteira.

Potencial para avanço de cafés especiais

O que surpreendeu os pesquisadores foi a expansão do café: a área quase dobrou, passando de 67 mil para 123 mil hectares. 

O fenômeno se deu na região da Mogiana, próxima a Minas Gerais, com destaque para Pedregulho, Caconde, Franca e Cristais Paulista. 

Nos 26 principais municípios produtores de café, localizados no leste da região de estudo, foi observada uma área de café de 114.367 ha, o que representa cerca de 90% de toda a produção cafeeira da região de estudo e mais de 50% da produção de café no estado de São Paulo.

Em visita ao local, a equipe constatou que o investimento se deu na produção de cafés especiais, que são favorecidos pelo relevo e clima da região.

Cerca de 90% desses cafezais estão em terrenos com altitude superior a 800 metros. “O café de qualidade produzido tem maior valor no mercado. Com a margem de lucro ampliada, os produtores conseguem permanecer na atividade e até expandir as plantações”, analisa Ronquim.

O estudo da Embrapa Territorial mostra que a região tem potencial para novos avanços de cafezais, já que há muitas pastagens em altitude elevada, em terrenos com declividade inferior a 20%. 

O cenário econômico também é favorável: o consumo de café cresce internacionalmente, sendo o Brasil o segundo maior mercado do mundo.

A Embrapa encaminhou os mapas comparativos da ocupação das áreas rurais para as casas da agricultura dos 125 municípios do estudo. Para Ronquim, acompanhar e compreender a dinâmica da agricultura pode ajudar o planejamento dos governos locais e das cooperativas.

Autor

Cesar Colleti

Redação · Jornal da Franca

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