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Eleitor francano deve saber que votos brancos e nulos não mudam nada

Eles são contabilizados para fins estatísticos, não são válidos e nem anulam o pleito

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Eleitor francano deve saber que votos brancos e nulos não mudam nada

Segundo a pesquisa da ACIF – Associação do Comércio e Indústria de Franca na última quinta-feira (20), até 19,1% do eleitorado de Franca tem intenção de votar em branco ou nulo para presidente da República, 14% para Senador, 15,5% para Governador, 18,2% para Deputado Federal e até 18,5% para Estadual. 

Um índice alto se comparado com eleições anteriores. Em 2014, por exemplo, foram 9,6% de votos brancos ou nulos e, em 2010, foram 7,1%. O efeito de ambos no resultado é o mesmo. 

Apesar de serem contabilizados para fins estatísticos, não são válidos e nem anulam o pleito. Mas, ideologicamente, há uma grande diferença entre os dois.

Enquanto o voto em branco indica que o eleitor aceita que qualquer um dos candidatos seja eleito, o voto nulo é uma forma de protesto, a manifestação de que o eleitorado não se sente representado por nenhum nome.

Até 1988, o voto em branco era computado para o candidato mais votado e era considerado um ato de conformismo. Hoje, depois de confirmados na urna eletrônica, os votos brancos e nulos passam a não ter nenhuma diferença no resultado final das eleições.

Quando as pessoas deixam de votar, diminuem o número total de votos válidos e podem, em uma situação bem extrema, diminuir a legitimidade do pleito eleitoral. Ou seja, podemos ter um representante que não foi escolhido pela maior parte da população, mas o que não torna o processo ilegítimo. 

Votar branco e nulo é uma opção que o sistema garante ao eleitor, mas você deixa de fazer uma escolha fundamental para a vida de todo mundo. Quem é novo e não se lembra do passado recente, deve saber que muita gente morreu para que fizéssemos essa escolha na urna. É um direito que deveríamos valorizar e honrar.

O conceito equivocado de que o voto nulo anula a eleição, provavelmente, vem de uma interpretação incorreta do artigo 224 do Código Eleitoral, que prevê nova eleição caso a “nulidade” atingir mais da metade dos votos do país. 

Mas essa nulidade citada, na verdade, se refere à constatação de fraudes nas eleições, como, por exemplo, se comprovada compra de votos. 

Grande parte da população não tem consciência da diferença entre as duas opções e usa o voto em branco também como protesto.

A urna tem o botão do branco, mas não tem o botão do nulo. Para anular o voto, o eleitor precisa digitar um número que não existe e confirmar. 

Na ciência política, se entende que é uma forma de proteger o processo eleitoral. Quem anula, provavelmente sabe o que está fazendo, porque a operação é mais complexa, mas quem vota em branco não sabe. 

E se a população não sabe essa diferença, com certeza não sabe que esses votos não interferem em nada no resultado final. 

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Atualizado 21h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

Os dois cargos públicos que podem, de certa forma, ser prejudicados pelos votos nulos e brancos são os de deputado federal e estadual, já que são os únicos eleitos proporcionalmente, ou seja, quanto menos votos válidos, menos candidatos o partido ou coligação consegue colocar no Congresso Nacional ou na Assembleia Legislativa. 

Já nas eleições para presidente da República, governadores e senadores, o cálculo é simples: vence o candidato que recebeu mais votos. É o chamado sistema majoritário. 

Votos válidos

Os votos válidos são usados para calcular o resultado das eleições e são determinados pela soma dos votos nominais e dos votos de legenda, excluindo os votos em branco e os nulos, pois estes são considerados inválidos. 

As “colinhas” que podem ser levada junto à urna eletrônica, para ajudar o eleitor caso ele não tenha gravado os seis números dos candidatos a deputado federal, estadual, os dois senadores, governador e presidente. 

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Como é uma votação longa, é importante que o eleitor leve a colinha dele e conheça de antemão a ordem de votação, para que não se atrapalhe no momento de registrar o voto. Caso o eleitor se confunda e digite o número errado é possível corrigir, se ainda não tiver confirmado a opção.

No voto nominal, o eleitor deve saber quais são os números dos seus candidatos. Já no voto de legenda, basta digitar o número do partido de sua preferência e confirmar. 

Esta opção é válida na escolha dos deputados federais e estaduais. Para presidente e governador, o número do candidato é o mesmo de seu partido. 

No caso do candidato a senador o número é composto por três dígitos. Lembrando que, neste ano, é preciso escolher dois senadores. 

Se o eleitor vota na legenda, o voto vai para totalidade e elege o mais votado daquela legenda. Mas é uma opção que vem caindo cada vez mais e quase não é usada.

AUSÊNCIA

O número de pessoas que não compareceram para votar nas eleições presidenciais de 2014 foi o mais alto desde 1998, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Naquele ano, 19,4% do eleitorado brasileiro não foram às urnas, representando 27,7 milhões dos 142,8 milhões de eleitores no país naquele ano. No pleito de 1998, o percentual foi de 21,5%.

O voto obrigatório no Brasil, na verdade é uma fantasia. O valor da multa é baixo, podendo variar de 3% e 10% do valor de 33,02 UFIR, ou seja, de R$ 1,06 a R$ 3,51, o que estimula muitos brasileiros a não comparecerem às urnas.

Loterias
Mega-Sena Concurso 3060 20/09/2026 Acumulou Último resultado
06 15 23 36 37 38

Prêmio estimado: R$ 32.000.000,00 Próximo: 22/09/2026

Quina Concurso 7123 21/09/2026 Acumulou Último resultado
14 19 42 53 60

Prêmio estimado: R$ 2.000.000,00 Próximo: 22/09/2026

Lotofácil Concurso 3785 21/09/2026 Último resultado
01 04 07 08 11 12 14 15 17 18 19 22 23 24 25

Prêmio estimado: R$ 2.000.000,00 Próximo: 22/09/2026

Atualizado 22/09/2026 22h30

O valor arrecadado vai para o Fundo Partidário, ou seja, protestar contra os políticos deixando de votar acaba os beneficiando de alguma forma. 

Outro ponto  é a interação da população durante a campanha, que praticamente desaparece passado algum tempo das eleições. 

Nessa época, política é o assunto nos almoços de família, nos grupos de WhatsApp, no trabalho, sendo inclusive motivo para discussões e inimizades. Mas, segundo Leonardo, passado o pleito, essa interação vai diminuindo gradativamente, ao ponto das pessoas não se lembrarem em quem votaram e muito menos fiscalizarem o que os candidatos escolhidos estão fazendo.

No site da Câmara dos Deputados, do Senado, se permite que o eleitor se cadastre e marque os nomes que quer acompanhar. Todo mês, vai receber um relatório, com votações, discursos, ausência. 

Notas de falecimento
  • VERA LUCIA DOS SANTOS Falecimento 21/09/2026
  • RN JOAQUIM BERNAL CAMPOS SANTANA Falecimento 21/09/2026
  • BENEDITO BARBOSA CINTRA Falecimento 22/09/2026
  • IRINEU TEIXEIRA NUNES Falecimento 22/09/2026

Ver todas →

Indecisos 

De acordo com a  pesquisa da ACIF, divulgada na quinta-feira (20), 60% das pessoas ouvidas ainda não sabem em quem votar para Deputado Federal e 56,5% estão sem saber a quem escolher para Deputado Estadual.

Nos demais cargos os indecisos são: Presidente da República (29,5%), Senador (71,3%) e Governador (52,7%). 

O período mais curto de campanha eleitoral deste ano, com apenas 45 dias, pode explicar esses índices. 

Para esses indecisos a dica é primeiro avaliar quais as funções de cada um dos cargos na Constituição Federal e saber as funções, por exemplo, de um deputado federal e de um senador. 

O segundo passo é avaliar os candidatos com a mesma base. Caso o eleitor, por exemplo, já tenha definido o nome do candidato a presidente, precisa dar a ele condições de ter representantes no Senado e na Câmara Federal e vice-versa. 

Da mesma forma, o ideal é votar no governador e no deputado estadual do mesmo lado. 

METODOLOGIA E REGISTRO

A pesquisa ACIF ouviu 1.063 eleitores e foi realizada entre os dias 11 e 15 deste mês sendo registrada como de autoria do Instituto de Economia da Acif, com margem de confiança de 95% e de erro de 3 pontos percentuais.

A Pesquisa ACIF foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-06973/2018/BR-09705/2018

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Autor

Cesar Colleti

Redação · Jornal da Franca

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