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Divórcios realizados nos Cartórios bate recorde depois do começo da pandemia

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 19 de março de 2021 às 12:00
  • Modificado em 19 de março de 2021 às 12:15
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A convivência dos casais durante a pandemia pode ser uma das explicações para o maior número de divórcios dos últimos 14 anos 

Além da crise na Saúde, a pandemia do Covid-19 deixou suas marcas também nos casais brasileiros.

De acordo com os números do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), associação que congrega os cartórios de notas paulistas, em 2020 foram realizados 17.228 divórcios extrajudiciais em todo o Estado de São Paulo.

Trata-se do maior número desde 2007, quando da instituição da Lei 11.441, que tornou possível o divórcio consensual nos tabelionatos. O número é 4% maior se comparado com 2019, quando foram lavrados16.533 atos.

A capital foi a cidade com maior número de divórcios absolutos, totalizando 5.260 atos. A seguir estão cidades como Campinas (702 divórcios), Ribeirão Preto (510), Guarulhos (469) e São Bernardo do Campo (459).

Além disso, julho de 2020 foi o mês com o número de divórcios extrajudiciais da série histórica.

O intervalo registrou 1916 atos, um aumento de 40% se comparado ao mesmo período de 2019.

Já nos últimos 10 anos, o crescimento é ainda mais impressionante: de 2010 a 2020, a demanda por esse tipo de serviço nos cartórios paulistas cresceu 84%.

Os dados computados pelos tabelionatos paulistas são números que levam a crer que a pandemia de Covid-19 teve influência sobre os casais.

“Desde maio, quando o CNJ autorizou a realização de todos os atos notariais por videoconferência, estamos notando uma demanda crescente por este serviço”, afirma Daniel Paes de Almeida, presidente do CNB/SP.


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