SUS passa a oferecer cirurgia única para tratar glaucoma e catarata simultaneamente. Confira os detalhes do novo procedimento
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a contar com uma nova opção cirúrgica capaz de tratar o glaucoma e a catarata simultaneamente.
A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde em publicação no Diário Oficial da União, após recomendação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) em conjunto com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
A técnica é voltada especificamente para quadros de glaucoma primário de ângulo aberto em estágios leves a moderados.
Comparada aos métodos tradicionais, a abordagem inovadora se destaca por ser menos invasiva, proporcionando uma recuperação mais ágil, menor risco de complicações e maior eficácia na estabilização da pressão intraocular.
Novas Técnicas e Vantagens Econômicas
Atualmente, o protocolo público para o glaucoma baseia-se no uso de colírios e, em casos de resistência ou dificuldade de adesão, recorre a aplicações a laser ou implantes cirúrgicos de drenagem, como o iStent.
Com a atualização, o procedimento incorporado ao Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) engloba duas vias principais:
Goniotomia excisional: intervenção realizada por meio de uma pequena incisão na córnea;
Trabeculotomia transluminal: procedimento que utiliza um microcateter ou fio cirúrgico inserido diretamente no canal natural de drenagem do olho.
Documentos técnicos elaborados pela Conitec apontam vantagens expressivas na adoção do método: a goniotomia excisional gera uma economia estimada em cerca de R$ 18 mil por ano de vida saudável recuperado em relação ao iStent, além de prever uma redução de custos de R$ 22,4 milhões logo no primeiro ano de implementação na rede pública.
Entenda as Doenças
A catarata caracteriza-se pela opacificação do cristalino, estrutura ocular que perde a transparência e compromete a capacidade visual, atingindo com maior frequência a população idosa.
Já o glaucoma é uma condição crônica que danifica o nervo óptico — responsável por transmitir as imagens do olho ao cérebro —, provocando a perda gradual de células da retina e reduzindo a visão periférica.
Conforme os dados da Conitec, o glaucoma representa a segunda principal causa de cegueira no mundo, ficando atrás apenas da catarata.
Fonte: CNN




