O avanço das exportações brasileiras de calçados para a União Europeia aumenta as expectativas da indústria e pode abrir novas oportunidades para Franca, um dos principais polos calçadistas do Brasil.
Entre maio e setembro de 2026, as vendas do setor para o mercado europeu movimentaram US$ 29,6 milhões, com o embarque de 2,8 milhões de pares.
Os dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam crescimento de 17,5% na receita e de 7% no volume exportado em comparação com o mesmo período do ano passado.
O resultado coincide com o início da vigência, em maio, do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que reduziu a tarifa média de importação dos calçados brasileiros de 10,7% para 9,3%.
A expectativa é de novas reduções tarifárias nos próximos anos, até a eliminação prevista dentro do cronograma de dez anos. A medida pode ampliar a competitividade dos fabricantes brasileiros no mercado europeu.
Feira reúne compradores internacionais
As perspectivas também movimentam o setor às vésperas da sétima edição da BFSHOW, feira promovida pela Abicalçados e organizada pela NürnbergMesse Brasil. O evento será realizado de 10 a 12 de novembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com mais de 300 marcas brasileiras.
A organização espera receber mais de 10,5 mil compradores, incluindo representantes internacionais. Em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a entidade convidou mais de 200 importadores de 45 países para participar do Projeto Comprador Internacional.
Entre os mercados europeus representados estão Alemanha, Croácia, Espanha, França, Grécia, Portugal, Reino Unido e Sérvia.
Perspectivas para a indústria francana
Para Franca, onde a fabricação de calçados tem forte participação na economia e na geração de empregos, a ampliação das oportunidades de exportação pode representar um caminho para diversificar mercados e fortalecer os negócios das empresas locais.
A redução de barreiras comerciais, associada à aproximação entre fabricantes e compradores internacionais, cria condições favoráveis para a expansão das vendas.
O aproveitamento dessas oportunidades, porém, dependerá da competitividade dos produtos, dos custos de produção e da capacidade das empresas de atender às exigências de cada mercado.




