Genética não é tudo. Especialista aponta 5 fatores do cotidiano — como álcool, peso e atividade física — que interferem no câncer de mama
O diagnóstico de câncer de mama costuma levantar uma questão inevitável entre os pacientes: a doença é puramente genética?
Embora o histórico familiar e as alterações hereditárias tenham peso considerável, eles estão longe de explicar isoladamente o surgimento da condição. Idade, densidade mamária, perfil hormonal e hábitos cotidianos formam uma equação complexa.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), fatores modificáveis como o consumo de álcool, o excesso de peso e a baixa atividade física exercem papel direto na probabilidade de desenvolver a enfermidade.
“Quando falamos em câncer de mama, é importante evitar a ideia de que existe uma única causa. A genética pode aumentar a predisposição, mas o risco é resultado da combinação de diferentes características”, explica a ginecologista Dra. Daniella Campos Oliveira, diretora médica da Clínica Elsimar Coutinho, em São Paulo.
Fatores que fazem a diferença no dia a dia
Para entender o que pode ser ajustado na rotina, a especialista destaca os principais pontos de atenção monitorados pela medicina:
1. Consumo de álcool: Dados indicam que mesmo níveis moderados ou baixos de ingestão alcoólica elevam a probabilidade de desenvolver a doença, sendo um dos alvos principais das campanhas de prevenção;
2. Movimento constante: A prática regular de exercícios — sem exigência de alta intensidade — atua como um escudo protetor para a saúde global e metabólica;
3. Controle do peso pós-menopausa: O tecido adiposo torna-se uma fonte periférica importante de produção de estrogênio após a menopausa, tornando o controle ponderal indispensável;
4. Exposição hormonal e reposição: Terapias combinadas de estrogênio e progestagênio exigem acompanhamento médico rígido e individualizado;
5. Histórico reprodutivo: Idade da primeira menstruação, gestações e amamentação ajudam a desenhar o perfil de risco junto ao ginecologista.
Outro ponto crucial é a densidade mamária, que além de elevar o risco, pode dificultar a visualização de tumores em exames de rotina como a mamografia.
A médica ressalta que adotar hábitos saudáveis não elimina totalmente o risco, mas atua de forma decisiva na redução da probabilidade da doença: “A prevenção deve ser entendida como redução de risco, e não como promessa de proteção absoluta”.
“Por isso, hábitos saudáveis precisam caminhar junto com acompanhamento médico e rastreamento adequado”, conclui.
Fonte: Notícias ao Minuto




