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O que são ondas da Covid-19 e por que o Brasil pode estar diante da terceira

O surgimento de uma onda pode ser caracterizado quando uma localidade apresenta um ritmo de aumento progressivo de casos

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O que são ondas da Covid-19 e por que o Brasil pode estar diante da terceira
Alguns especialistas já preveem uma terceira onda de covid-19 no país

 

Estimativas da Universidade de Washington (EUA) indicam uma tendência de alta que aponta para três mil mortes diárias por Covid-19 no Brasil no início de junho, com um pico de 4 mil no pior dos cenários.

Alguns especialistas já preveem uma terceira onda da doença no país.

Embora tenha ocorrido um recuo importante no número de mortes diárias desde abril (quando passou de 4 mil), a estabilidade permanece em um patamar muito alto (por volta dos 2 mil), o que leva alguns estudiosos da pandemia a afirmar que o país ainda nem saiu da segunda onda.

Divergências no conceito de onda

O conceito físico de onda passou a ser aplicado para contextualizar o comportamento da pandemia.

Segundo os especialistas, o termo não tem como embasamento critérios científicos estabelecidos no campo da epidemiologia, mas está relacionado principalmente ao aumento acentuado no número de casos.

Não há um consenso entre os estudiosos sobre a definição de início e término de cada onda.

Para alguns, o crescimento do número de casos e mortes já é um indicativo de uma nova fase. O que significaria que o Brasil poderia estar numa quarta onda, por exemplo.

Para outros, uma onda só pode ser considerada encerrada com uma baixa significativa dos índices, chegando a ter apenas casos esporádicos – o que não aconteceu no Brasil até o momento.

Segundo essa teoria, o Brasil ainda estaria em sua primeira e única onda.

Para o pesquisador José Eduardo Levi, da Universidade de São Paulo (USP), a explicação de onda reflete o que mostram os gráficos da evolução da Covid-19 em uma região.

O surgimento de uma onda pode ser caracterizado quando uma localidade apresenta um ritmo de aumento progressivo de casos.

Segundo o especialista, o movimento natural é que a escalada nos índices atinja um pico, permaneça em estabilização por um tempo – o chamado platô (quando não há aumento nem redução significativas dos números), e então comece a descer, indicando o final da onda.

“Quando observamos os gráficos da pandemia no Brasil, vemos claramente que houve uma onda entre abril e maio de 2020. Em junho, o número de casos e mortes foi caindo, fazendo esse formato de onda. Depois, houve uma segunda, muito maior, relacionada à variante P.1, que começou em dezembro e teve o pico em março. Já estamos na parte de descida dessa onda”, analisa.

No entanto, a saída dessa segunda onda deve ser lenta, pondera Levi. “Isso porque estamos diante do descumprimento total das regras de distanciamento e abandono do uso da máscara”, ressaltou.

Para o microbiologista da USP, a primeira onda foi consequência da introdução e dispersão do vírus no país.

“Depois, houve uma queda devido à implementação de medidas de isolamento, e uma certa exaustão dos grupos mais suscetíveis, ou seja, quem poderia ser infectado já foi”, explica.

Horóscopo

Lua minguante em Libra · Sol em Escorpião

Áries 21/3 a 19/4

Sua energia natural pede pausa hoje para alinhar parcerias importantes no trabalho. Aproveite a Lua minguante para finalizar pendências e escutar mais antes de agir. No campo afetivo, evite discussões desnecessárias e busque o diálogo calmo.

Touro 20/4 a 20/5

Aproveite esta sexta-feira para organizar sua rotina profissional e eliminar tarefas que já não fazem sentido. Nas relações, reserve um tempo de qualidade para quem traz paz ao seu coração. Cuidar do próprio bem-estar deve ser sua prioridade absoluta agora.

Gêmeos 21/5 a 20/6

Sua mente criativa ganha fôlego extra para resolver pendências profissionais com leveza e praticidade. Nas interações sociais, escolha conversas profundas em vez de dispersar sua valiosa energia. O momento pede momentos de introspecção e descanso genuíno.

Câncer 21/6 a 22/7

A energia de hoje favorece a reorganização do lar e o fortalecimento de vínculos familiares sinceros. No ambiente profissional, mantenha a discrição e foque em concluir suas obrigações sem pressa. Permita-se acolher suas próprias vulnerabilidades com carinho.

Leão 23/7 a 22/8

O brilho pessoal continua forte, mas a fase lunar pede mais escuta atenta e menos protagonismo. No trabalho, colabore com a equipe para alcançar metas comuns de forma harmoniosa. Aproveite a noite para relaxar na companhia de boas leituras ou música.

Virgem 23/8 a 22/9

Sua habilidade analítica será fundamental para reorganizar as finanças e otimizar processos na rotina. Nas relações pessoais, demonstre afeto através de pequenos gestos práticos e cotidianos. Evite o perfeccionismo excessivo e permita que as coisas fluam naturalmente.

Libra 23/9 a 22/10

Com a Lua em seu signo, sua intuição está ampliada para harmonizar conflitos e tomar decisões importantes. No trabalho, aposte na diplomacia para destravar projetos que estavam parados. Cuide da sua autoestima valorizando suas próprias conquistas recentes.

Escorpião 23/10 a 21/11

Com o Sol em seu signo, sua intuição está afiada para perceber detalhes invisíveis aos outros. No ambiente profissional, canalize essa força para concluir ciclos e renovar suas energias. Nas relações, o silêncio consciente pode curar antigos mal-entendidos.

Sagitário 22/11 a 21/12

O dia convida a revisar planos de longo prazo e ajustar expectativas em relação a futuros projetos. Nas amizades, cultive a paciência com quem demonstra um ritmo diferente do seu. Aproveite a noite para desacelerar o passo e restaurar suas energias.

Capricórnio 22/12 a 19/1

Sua dedicação profissional ganha reconhecimento sutil, mas é hora de dosar o ritmo para evitar o desgaste. Nas relações, compartilhe suas metas com quem realmente te apoia e compreende. Reserve um momento tranquilo para organizar seus pensamentos e relaxar.

Aquário 20/1 a 18/2

Ideias inovadoras surgem ao conversar com colegas de trabalho, trazendo soluções práticas para velhos problemas. No campo afetivo, valorize a liberdade mútua e mantenha conversas sinceras. Caminhar ao ar livre pode trazer a clareza mental que você tanto busca hoje.

Peixes 19/2 a 20/3

A sensibilidade está em alta, facilitando a empatia profunda nas suas trocas afetivas diárias. No trabalho, foque nas tarefas possíveis e evite assumir responsabilidades alheias que não lhe cabem. Busque refúgio em atividades artísticas ou espirituais que tragam paz interior.

Ele afirma ainda que a segunda onda, da qual ainda estamos saindo, teve um impacto muito maior do que a primeira, com recordes diários de casos e mortes.

Segundo Levi, a amplitude da onda está diretamente relacionada com intervenções, como a implementação das medidas de distanciamento social, que podem levar a uma redução dos números de forma mais acentuada.

O pesquisador do Observatório Covid-19 da Fiocruz, Marcelo Gomes, prefere usar o termo “fases” e explica que, de acordo com as análises do grupo, já foram observadas pelo menos três de crescimento acentuado no número de casos no país: em março e novembro de 2020, e em janeiro de 2021.

“Os índices caíram no final de março, e agora estamos numa fase de estabilização [considerando o número de casos e mortes] que é superior aos picos do ano passado”, comenta.

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Atualizado 24/10 09h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

O pesquisador afirma que há uma divergência entre especialistas em saúde pública e da área da epidemiologia em relação ao conceito de ondas da Covid-19.

“Muitos defendem a interpretação de que, para dizer que uma onda encerrou, teriam que ser atingidos níveis significativamente baixos de casos, o que nunca houve no Brasil, por exemplo.”

“No Brasil, mesmo quando olhamos os diferentes estados, conseguimos ver claramente fases de crescimento e queda”.

“No entanto, essas quedas nunca foram suficientes para atingir níveis seguros, ou seja, realmente baixos no número de novos casos. Por isso, alguns especialistas defendem que o país está vivendo eternamente a primeira onda”, diz Marcelo.

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Embora o conceito de ondas seja diferente de acordo com a linha de raciocínio de cada grupo de pesquisa, os especialistas alertam que alguns fatores são decisivos para o aumento de casos e mortes pela Covid-19, como o surgimento de novas variantes, o ritmo lento de vacinação e a flexibilização das medidas de restrição.

A emergência de uma nova variante no Brasil

Para o pesquisador da USP José Eduardo Levi, uma terceira onda da Covid-19 pode ser ocasionada pela emergência de uma nova variante no país, mais transmissível e ainda mais competente para escapar da resposta imune, como aconteceu no final de 2020, com o surgimento da P.1, em Manaus, no Amazonas.

De acordo com o virologista, não é possível estimar com precisão a probabilidade do surgimento de uma nova variante.

No entanto, ele pontua que o SARS-CoV-2 é capaz de acumular mutações de forma muito rápida que conferem vantagens ao vírus.

“O processo de adaptação do SARS-CoV-2 é rápido. A esse fator atribuo principalmente às altas cargas virais. O novo coronavírus tem as maiores cargas virais que já observei em todos os vírus que estudei nos últimos 30 anos”, diz.

Nesta semana, pesquisadores brasileiros divulgaram a descoberta de uma nova variante do SARS-CoV-2, chamada P.4.

A cepa tem origem na linhagem B.1.1.28, assim como a P.1, identificada em Manaus, a P.2, no Rio de Janeiro, e a P.3, que circula nas Filipinas, na Ásia.

Segundo o pesquisador da Universidade Feevale, do Rio Grande do Sul, Fernando Spilki, as análises preliminares indicam que a variante pode ter uma alta capacidade de transmissão.

Loterias
Mega-Sena Concurso 3081 04/11/2026 Acumulou Último resultado
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Prêmio estimado: R$ 55.000.000,00 Próximo: 06/11/2026

Quina Concurso 7159 04/11/2026 Último resultado
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Prêmio estimado: R$ 600.000,00 Próximo: 05/11/2026

Lotofácil Concurso 3821 04/11/2026 Acumulou Último resultado
01 05 06 09 10 12 14 17 18 19 20 21 22 23 25

Prêmio estimado: R$ 5.000.000,00 Próximo: 05/11/2026

Atualizado 05/11/2026 22h30

“Ela está se espalhando bastante em uma região geográfica onde a variante P.1 já estava bem disseminada, e isso é preocupante”, afirma.

Introdução de novas variantes no país

A pesquisadora e pneumologista da Fiocruz Margareth Dalcolmo explica que epidemias provocadas por vírus respiratórios de grande circulação, como o novo coronavírus, podem provocar várias ondas.

“Quanto mais alta a taxa de transmissão comunitária, maior a possibilidade do surgimento de mutações virais, de novas linhagens e novas variantes, como o que aconteceu com as quatro variantes de preocupação no mundo”, explica.

A chegada ao Brasil da variante B.1.617, originária da Índia, é motivo de atenção, de acordo com a especialista.

Notas de falecimento
  • ROSA ROSSI Falecimento 05/11/2026
  • JANDYRA THOMAZINI (TIA) Falecimento 05/11/2026
  • VALTER PARDO MARTINS Falecimento 05/11/2026
  • NIRALDO ELIAS DE MORAIS Falecimento 05/11/2026

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“A preocupação é que a variante da Índia, que tem uma taxa de transmissão bastante superior àquelas hoje em circulação, possa se disseminar pelo país. As medidas tomadas pelo Ministério da Saúde estão corretas, mas podem não ser suficientes”, avalia.

Fernando Spilki, da Feevale, destaca que além da cepa da Índia, outra variante deve ser foco de atenção: a C.37, que tem origem na região dos Andes, no Peru e Chile, e que também circula na Argentina.

Segundo o pesquisador, um grupo de trabalho pretende realizar o mapeamento da variante nas próximas semanas, a partir do sequenciamento de amostras de pacientes que vivem nas regiões de fronteira entre o Brasil e a Argentina.

Ritmo lento da vacinação

O ritmo lento da imunização no país também é um fator que pode facilitar o surgimento de uma nova onda de casos, segundo o pesquisador da Universidade Feevale.

A vacinação rápida contém a transmissão do vírus e, com isso, reduz também a disseminação de variantes. “Uma população parcialmente vacinada abre brechas para possíveis mutações no vírus, que favorecem novas infecções”, comenta Spilki.

Ele ressalta também a importância das medidas de restrição. “Não tendo vacinação em larga escala, é preciso tomar mais cuidado com as medidas de flexibilização. O distanciamento social seguramente controla o surgimento de novos casos. Estamos errando em duas frentes”.

*Informações CNN

Autor

Rosana Ribeiro

Redação · Jornal da Franca

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