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Em agosto, exportações de calçados registram queda em volume e alta na receita

Fatores de competitividade como o chamado Custo Brasil prejudicam melhor desempenho

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Em agosto, exportações de calçados registram queda em volume e alta na receita

A oscilação do câmbio, especialmente com a valorização do real sobre o dólar – o que aumenta o preço do calçado brasileiro no exterior – tem causado efeitos negativos nos embarques. Conforme estatísticas elaboradas pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em agosto foram embarcados 9,5 milhões de pares para o exterior, 4,4% menos do que no mesmo mês do ano passado.

Já em receita, o número fechou em 91,3 milhões, com um incremento de 4,2%. No acumulado dos oito meses do ano, os calçadistas somaram 77 milhões de pares exportados, o que gerou US$ 699,47 milhões em divisas, altas de 0,5% em volume e de 13,2% em dólares no comparativo com igual ínterim de 2016.

Para a Abicalçados, o número que determina assertivamente a performance nas exportações é o volume embarcado, já que o valor oscila de acordo com o câmbio. “Os custos das empresas são em reais, moeda forte. O câmbio, neste momento, está prejudicando os embarques, pois nosso produto está cerca de 10% mais caro do que no mesmo período do ano passado, inibindo os compradores internacionais”, explica.

Segundo Klein, fatores de competitividade, prejudicados pelo chamado Custo Brasil – que engloba alta carga tributária, logística cara e ineficiente, burocracia excessiva, entre outros – prejudicam um melhor desempenho, especialmente com o câmbio desfavorável. “Para compensar todo o custo produtivo que temos, o dólar deveria estar em um patamar de R$ 3,50. Sem isso, perdemos, e muito, na concorrência internacional, especialmente para os asiáticos”, acrescenta.

Perdas nos EUA

O executivo da Abicalçados ressalta que o preço do calçado brasileiro tem inibido compradores de mercados importantes, como dos Estados Unidos. 

“Os Estados Unidos, que respondem por quase 25% do total gerado com embarques de calçados brasileiros, vêm encolhendo suas compras a cada mês. A fatia que estamos perdendo está sendo tomada por produtos mais baratos, especialmente provenientes da Ásia”, aponta. 

Entre janeiro e agosto, os norte-americanos  importaram 6,8 milhões de pares brasileiros, que geraram US$ 124,7 milhões, quedas de 14,6% em volume e de 11,4% em receita no comparativo com igual período de 2016.

O segundo maior importador de calçados brasileiros segue sendo a Argentina. Entre janeiro e agosto os hermanos consumiram 6,73 milhões de pares verde-amarelos, pelos quais foram pagos US$ 93,66 milhões, altas de 11,7% em volume e de 39% em dólares gerados.
O terceiro maior comprador do período foi o Paraguai, que importou 9,28 milhões de pares por US$ 52,26 milhões, queda de 4,8% em volume e alta de 86,4% em receita no comparativo com 2016.

Estados exportadores

Entre janeiro e agosto o principal exportador de calçados do Brasil, em receita gerada, foi o Rio Grande do Sul. No período, os gaúchos exportaram 18,14 milhões de pares que geraram US$ 300,5 milhões, altas de 1% em volume e de 8,6% em receita no comparativo com igual ínterim do ano passado.

O segundo maior exportador do período foi o Ceará, que embarcou 28,74 milhões de pares por US$ 167,85 milhões, queda de 0,8% em volume e alta de 5,3% em valores gerados no comparativo com igual período de 2016.

O terceiro exportador dos oito meses foi São Paulo, que no período embarcou 5,27 milhões de pares que geraram US$ 78,76 milhões, queda de 17% em volume e alta de 9,2% em receita no comparativo com mesmo ínterim do ano passado.

Importações

Entre janeiro e agosto, entraram no Brasil 16,63 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 230 milhões, alta de 3,7% em volume e queda de 0,3% em dólares no comparativo com igual ínterim de 2016. “Se o câmbio permanecer na faixa de R$ 3,10, provavelmente veremos as importações aumentarem substancialmente até o final deste ano”, projeta Klein, ressaltando que a moeda norte-americana enfraquecida diante do real concede preços mais competitivos para os produtos estrangeiros.

Nos oito primeiros meses de 2017, os principais exportadores de calçados para o Brasil seguiram sendo os países asiáticos, que representam 85% do total importado pelo País. 

Indicadores Agro
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Algodão pluma 15kg · São Paulo/SP
R$ 146,00 0,0% 15/09/2026
Atualizado 21h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

O maior exportador foi o Vietnã, que no período embarcou 7,2 milhões de pares pelo valor de US$ 127,46 milhões, altas de 3,3% em pares e de 0,7% em receita no comparativo com o ano passado.

A Indonésia foi o segundo exportador do período, no qual enviou 2,66 milhões de pares por US$ 44,57 milhões, alta de 2% em volume e queda de 5,8% em receita em relação a 2016. 

O terceiro exportador de calçados para o Brasil foi a China. De lá partiram 4,65 milhões de pares por US$ 21,4 milhões, quedas de 8% em volume e de 22,3% em receita em relação ao mesmo período do ano passado.
 
Partes

Em partes de calçados – cabedais, palmilhas, solas, saltos etc – o Brasil importou o equivalente a US$ 27 milhões no período, queda de 9% em relação a 2016. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

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Confira as tabelas completas clicando aqui

(*) Com informações da Abicalçados

Autor

Cesar Colleti

Redação · Jornal da Franca

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Atualizado 22/09/2026 22h30
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