As vaias de parte da torcida do Sesi Franca durante a homenagem a Georginho, na decisão do Campeonato Paulista de Basquete, não foram suficientes para abalar o jogador nem serviram como combustível para uma resposta em quadra.
O ala-armador, eleito o melhor jogador dos playoffs finais, voltou a demonstrar sua característica de atleta decisivo e conquistou o título estadual pelo Mogi Basquete nesta quinta-feira, justamente diante de seu ex-time.
Georginho defendeu o Sesi Franca por quatro temporadas e teve participação importante em uma das fases vitoriosas da história recente do clube.
Vitorioso
Durante esse período, conquistou cerca de dez títulos com a camisa francana, consolidando-se como um dos nomes marcantes do elenco e um jogador acostumado a aparecer em momentos decisivos, inclusive em finais.
Chateação, mas sem rancor
Na ocasião da homenagem, o jogador afirmou ter ficado chateado com a reação de parte dos torcedores, mas deixou claro que o sentimento não era de raiva contra Franca ou contra a cidade. A manifestação ocorreu em um contexto de rivalidade esportiva, depois da mudança de equipe do atleta.
A relação de Georginho com o basquete francano, porém, vai além daquele episódio. Sua trajetória no clube foi marcada por conquistas e atuações importantes, que ajudaram a construir sua identificação com a torcida ao longo de quatro anos.
A lei do ex
Nesta quinta-feira, Georginho voltou ao Pedrocão como adversário e ajudou o Mogi a vencer o Sesi Franca, fechar a série final em 3 a 1 e conquistar o Campeonato Paulista. Foi o primeiro título do jogador pelo clube mogiano, em uma decisão que teve justamente o antigo time como obstáculo.
A vitória reforçou a chamada “lei do ex”, expressão usada no esporte quando um atleta enfrenta e supera uma antiga equipe.
Para Georginho, o desfecho teve um significado especial: depois de tantas conquistas por Franca, levantou uma nova taça diante do antigo clube, desta vez defendendo as cores do Mogi




