“Chip da beleza” vira modinha para emagrecer e definir corpo. Mas será que funciona?

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 26 de maio de 2022 às 16:00
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O uso do “chip da beleza” não é autorizado pela Anvisa e Conselho Federal de Medicina devido à ausência de estudos

O uso do “chip da beleza” não é autorizado pela Anvisa e Conselho Federal de Medicina devido à ausência de estudos

O “chip da beleza” é um implante hormonal utilizado com o objetivo de favorecer a perda de gordura e ganho de massa muscular, já que é constituído principalmente pelo hormônio gestrinona, que desempenha essas funções no organismo.

No entanto, segundo matéria do WWW.tuasaude.com.br, esse dispositivo foi desenvolvido para atuar no tratamento da endometriose, uma vez que é capaz de aliviar os sintomas e promover a interrupção do ciclo menstrual.

Assim, o uso desse implante hormonal não deve ser apenas para fins estéticos, sendo importante considerar os outros efeitos no organismo, devendo ser recomendado pelo ginecologista ou endocrinologista de acordo com o estado geral de saúde da mulher e objetivo do uso do implante.

O uso do “chip da beleza” não é autorizado pela Anvisa e pelo Conselho Federal de Medicina devido à ausência de estudos científicos que indiquem a sua eficácia, assim como não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Como funciona?

O implante hormonal é feito de silicone, mede cerca de 3 cm e deve ser é inserido por baixo da pele do abdômen ou do glúteo, por exemplo, após uma anestesia local.

O “chip da beleza” possui uma combinação de hormônios que é liberado todos nos dias na corrente sanguínea na mesma quantidade, o que pode ajudar a potencializar a perda de gordura, eliminação da celulite e ganho de massa muscular, desde que seja realizada uma alimentação saudável e equilibrada e seja praticada atividade física.

Devido à composição hormonal, esse dispositivo também ajuda a aliviar os sintomas da TPM, possui efeito contraceptivo, interrompe a menstruação, promove o aumento da libido e regula os níveis hormonais na pós menopausa, aliviando os sintomas desse período, além de também ser indicado no tratamento da endometriose.

É importante que o ginecologista ou endocrinologista sejam consultados para que seja feita uma avaliação da saúde geral da mulher com o objetivo de verificar se há indicação para o uso desse implante, isso porque apesar de ser conhecido popularmente como “chip da beleza”, esse implante tem como principal indicação a endometriose.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais do “chip da beleza” são mais frequentes de acontecer nos casos em que a mulher não possui indicação para o seu uso, o que faz com que exista um desbalanço nos níveis hormonais. Os principais efeitos colaterais relacionados com o uso sem indicação desse implante são:

• Aumento de pelos no corpo e rosto;

• Queda de cabelo;

• Aumento da acne, devido à maior oleosidade da pele;

• Aumento dos níveis de colesterol;

• Sangramento fora do período menstrual;

• Inchaço;

• Aumento do clitóris;

• Alteração da voz;

• Alteração na fertilidade.

• Alterações cardíacas e hepáticas, em alguns casos.

Outros efeitos

Além disso, usar o “chip da beleza” apenas para fins estéticos sem levar em consideração o seu efeito contraceptivo pode causar resistência à insulina, tendência para engordar e dificuldade para emagrecer, especialmente depois de 1 ano de uso desse tipo de implante.

Quando não é indicado

Como se trata de um implante hormonal, o uso desse dispositivo não é indicado para pessoas que possuem doenças cardíacas, diabetes, colesterol alto, obesidade e alterações nos rins ou fígado, isso porque os hormônios liberados na corrente sanguínea podem trazer mais complicações para a saúde, uma vez que vai haver mais hormônio do que o necessário na circulação. Além disso, o uso do “chip da beleza” não é indicado para mulheres que estejam grávidas ou lactantes.


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