Uma lição de otimismo: "Vai ter Natal, vai ter uma saída". Veja quem falou

“Vai ter Natal, vai ter uma saída. A vocês, jornalistas, peço que levem a realidade, mas também esperança”.

Postado em: em Cotidiano

​Em conversa com as jornalistas da CNN Daniela Lima, Mari Palma e Thais Herédia e a comentarista Gabriela Prioli, Nizan Guanaes deu uma lição de otimismo.

Ele falou sobre a importância da comunicação e da solidariedade em tempos de pandemia e o que se pode fazer para que as pessoas se adaptem a uma nova realidade.

O que o publicitário quis transmitir foi otimismo. De uma maneira pessoal e coloquial, Nizan Guanaes se emocionou em vários momentos, mas ficou marcante a lição de crença no futuro que ele transmitiu o tendo todo.

Diante de discursos desalinhados entre as esferas governamentais, Nizan acredita que é preciso ouvir todos os lados das pessoas que estão enfrentando a crise causada pela pandemia. 

“Aqui tem duas pandemias se cruzando: a pandemia da saúde e a pandemia econômica”, alerta. 

Para ele, é necessário analisar, em conjunto, o cenário da saúde e da economia no país.

“Empatia é você compreender e se colocar no sapato do outro. Acho que os dois lados que discutem esse assunto têm razão. Eles estão igualmente certos e igualmente errados”. 

Nizan declara que é a favor das pessoas permanecerem em suas casas, mas faz uma alerta para a questão da desigualdade e do amparo que as famílias recebem para que isso seja possível. 

“Eu sou um privilegiado. Estou fora da cidade, a minha casa tem jardim e piscina. Agora, você fazer com que uma pessoa fique em um cubículo ou em uma casa pequena, [isso vai ser] desafiador sob qualquer circunstância”. 

“Tem muita coletiva sobre como ficar em casa e pouca coletiva sobre os recursos e os auxílios que as pessoas vão ter para ficarem longe de seus negócios, [que estão] fechados”, afirma. “Acho que tem determinados setores da população que deveriam ganhar algum tipo de benefício para ficar em casa”. 

Uma das histórias contadas por ele foi que em meados de 2014, colocou uma árvore de Natal no seu local de trabalho. 

Na época, em meio à uma crise econômica, ele quis lembrar que ainda havia esperança. Emocionado, ele traz a mesma mensagem para o cenário atual. 

“Vai ter Natal, vai ter uma saída. A vocês, jornalistas, peço que nos levem a realidade, mas também esperança”, disse.

Além dos jornalistas, ele também faz uma referência aos médicos, políticos e demais profissionais. “Todos nós temos que nos comportar como atividade essencial. Só vamos sair dessa história nos comportando assim”.

Questionado se a solidariedade seria passageira ou criaria vínculos em nossa sociedade, Nizan acredita que não há outro caminho a não ser esse.

“Quem vai ser passageira é a raça humana se ela não se adaptar à solidariedade. Nosso modelo de negócios não tem jogo, onde 50 famílias têm mais dinheiro do que todo o resto da humanidade”. 

Ele também relembrou os feitos de Winston Churchill, considerado um dos maiores estadistas da história: “cada um de nós agora tem que ser estadista. Cada um de nós têm que deixar de lado aquilo que a gente acredita [crenças individuais] para nos ajudarmos como raça humana”, diz. 

“Nós somos humanos, brasileiros, a gente tem que trabalhar em cooperação”, conclui. 

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