Pacote de 5 kg de arroz tem variação de 71%, aponta pesquisa do Procon

Nos supermercados de Franca o arroz apresenta variação de R$ 17,00 a R$ 28,00 dependendo da marca

Postado em: em Comércio

A maior variação mensal do ano de 2020 ocorreu em setembro, 21% (tomando-se como base o mês de agosto/20)

Pesquisa do Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP, em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que o preço médio do pacote de 5 kg de arroz em fevereiro deste ano, antes de ser decretada a pandemia, custava R$ 12,78. 

Em outubro (valor apurado até o momento) passou para R$ 21,83, aumento de 71%.

A maior variação mensal do ano de 2020 ocorreu em setembro, 21% (tomando-se como base o mês de agosto/20). 

O pacote que custava R$ 16,87 em agosto passou para R$ 20,25 em setembro. 

A pesquisa foi realizada em 40 supermercados distribuídos nas cinco regiões do município de São Paulo e abrange 39 itens dos grupos de alimentos, higiene pessoal e limpeza doméstica.

Como o levantamento leva em consideração a média dos preços mínimos encontrados, o valor está longe da realidade constatada pelas equipes de fiscalização do Procon-SP.

INTERIOR

Mesmo com essa alta na Capital, em Franca e demais cidades do interior paulista, a alta do produto impactou no bolso das famílias paulistas.

Nos principais supermercados da cidade e região a variação de preços é grande, sendo que os preços varia de marca para marca, sendo que entre o mais barato está em torno de R$ 17,00 e o mais caro R$ 28,00.

Os próprios supermercados têm alertado os consumidores sobre a alta do produto e informado para que evite de comprá-lo de forma a fazer estoque. 

Em operação realizada em todo o estado para coibir preços abusivos de produtos da cesta básica, dentre eles o arroz, na capital paulista o pacote de 5kg de arroz tipo 1 chegou a ser encontrado por R$ 32,16 e no interior, R$ 36,79.

Em todo o estado, 625 estabelecimentos foram notificados por fiscais do Procon-SP a apresentar notas fiscais de compra e venda de itens da cesta básica como arroz, óleo de soja e carnes vermelhas e, caso seja identificado um aumento desproporcional nos valores, responderão a processo administrativo, podendo ser multados.

“Embora não exista tabelamento de preço é inadmissível que fornecedores queiram abusar e aumentar desproporcionalmente seus lucros em plena pandemia”, afirma o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.


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