Globo aposenta Aguinaldo, Calmon, Maneco e encosta Walther Negrão e Benedito

Benedito Ruy Barbosa e Walther Negrão seguem na Globo, mas sem previsão de novos trabalhos

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​Recentemente, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Silvio de Abreu, hoje diretor do núcleo de dramaturgia da Globo, comentou a necessidade de renovar o quadro de autores e manter o gênero novela vivo. 

Tal reformulação passa também pela idade avançada de alguns dos mais renomados profissionais da escrita televisiva e pela reconfiguração econômica da emissora – que afetou também o banco de atores.

Dentre as baixas, estão talentos como Malu Mader e Giulia Gam. 

Antonio Calmon (74), trabalhando com TV desde Armação Ilimitada (1985), deixou a casa tempos atrás. Calmon foi um dos autores mais requisitados na década de 1990, respondendo por êxitos das 19h; muitos deles, exibidos na mesma época dos clássicos de Aguinaldo Silva (76) às 20h. 

Aguinaldo, lançado como roteirista em Plantão de Polícia (1979), concretiza sua saída no bissexto 29 de fevereiro. Seu próximo passo profissional ainda é mistério. 

Há, no entanto, veteranos que seguem sob contrato mesmo estando fora do ar. É o caso de Manoel Carlos (86), conforme adiantado pela coluna de Leo Dias. O último trabalho de Maneco foi a supervisão da série Não Se Apega, Não (2015), do Fantástico. 

O mesmo deve se dar com Benedito Ruy Barbosa (88) e Walther Negrão (78). Não há, porém, projetos previstos para os dois. Manoel Carlos, Benedito Ruy Barbosa e Walther Negrão foram alguns dos responsáveis pela consolidação do canal na década de 1970. 

O primeiro, além de novelas, respondeu pela linha de shows – foi, por três anos, diretor-geral do Fantástico. 

Os outros dois assinaram novelas: Benedito estreou na casa com Meu Pedacinho de Chão (1971), parceira com a TV Cultura; Negrão, comandando a reformulação de A Cabana do Pai Tomás (1969), escrita por Hedy Maia. 

Dos remanescentes desta época, apenas Gilberto Braga (74) segue em atividade. Ele está envolvido na adaptação do romance Vanity Fair, da obra de William Makepeace Thackeray. 

O projeto para às 18h, provisoriamente batizado Feira das Vaidades, conta com participação de Denise Bandeira e Maria Elisa Berredo. 

Para a mesma faixa, há uma sinopse de Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa – provavelmente Arroz de Palma, desenvolvida em parceria com a mãe Edmara.


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