EM TEMPOS DE VOTAÇÃO...

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Politico é esquisito,

            danado “pra” falar bonito,

            mas, não dispensa um grito,

            quando lhe some a razão.

            E já no aperto de mão,

            deixa clara a mensagem,

            de vender bem a imagem,

            de cidadão bem honesto

            Tem do tipo que contesta.

            Pra este ninguém presta.

            Tem até aquele que faz festa,

            pra garantir a eleição.

            Mas, tem o tipo simplão,

            na camisa falta botão.

            Faz o humilde e chorão,

            manhoso em cada gesto.

            Político brasileiro,

            honesto ou fuleiro.

            Gosta mesmo é de dinheiro.

            Se tem alguma exceção,

            de gente de reputação.

            É incapaz de governar,

            pois, se incomodar,

            logo lhe dão sumiço.

            Tem político cara de pau,

            este é patrimonial,

            só tem no ano eleitoral.

            Tem político modinha,

            diz que adora coxinha,

             que seu lugar é com o povo,

            come até pão velho com ovo

            e visita cortiço.

            Tem do tipo militar,

            com conduta exemplar.

            Que promete disciplinar.

            Diz que mata até o capeta,

            que, com a ponta da caneta.

            Ele faz nossa segurança.

            Se precisar beija criança,

            se for pra sair bem na foto

            tem do tipo que nada fez,

            mas, garante que agora faz,

            e que se for olhar pra trás,

            entraremos em retrocesso.

            Que a marcha do progresso,

            é seguir sempre em frente.

            Tem até quem se diz crente,

            fiel e muito devoto.

            Tem o tipo bandido.

            deixa o povo iludido,

            está todo envolvido,

            em bandidagem imensa.

            Mas, culpa a imprensa.

            Que o caso é perseguição,

            que é exemplo de cidadão,

            que ficou rico trabalhando.

            Este poema é um clamor,

            pedindo pelo amor,

            para que, você, eleitor.

            Eleja com cuidado.

            Quem vai gerir o estado.

            Tem politico de verdade.

            Mas com tanta falsidade.

            Estamos todos atados.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.


OS TIGREIROS DA ERA TECNOLÓGICA

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Quem aportasse no Rio de Janeiro do século XIX, ou seja, na capital do império brasileiro, recorreria imediatamente ao socorro de lenços perfumados, para que pudessem camuflar o futum exalado das vias públicas, ao qual os habitantes já estavam acostumados. O bodum era tamanho, que os brasileiros recorriam a aromatização das vias, através do cultivo de hortelã, canela e cravo-da-índia, para tonar o ar, digamos, respirável.

De longe, avistariam, principalmente ao nascer do sol, valendo-se do frescor da manhã, os famosos “tigreiros”, que eram os escravos encarregados de transportar sobre os ombros, barris repletos de excrementos e dejetos de seus senhores. Os barris eram desovados nos terrenos baldios e, impiedoso ou não, o fato é que aquela atividade rotineira se tornou uma competição entre os cativos. Os escravos concorriam sobre quem era capaz de erguer o maior monte de b... (Em tempo, por pouco escapa-me um palavrão, com ele, provavelmente, meu emprego neste jornal ha-ha). Quem de longe observasse, veria dezenas de morrinhos de dejetos humanos, coroados com bandeirolas, esperando pela próxima chuva, para que fosse dissolvidos e escoados para o mar. Veriam também, ao alvorecer, o desfile de bebuns, que varavam noites em pândega nos tantos bordéis e que, agora, saiam destes, cambaleantes e amarrotados, procurando nos terrenos baldios, entre os morrinhos de dejetos e os escravos que os juntavam, um lugar “decente” para vomitar.

A alcunha de “tigreiros”, deu-se graças à mistura pastosa e amarelada que, vez ou outra, num descuido do cativo que a transportava, despencava na pele negra, remetendo à alusiva comparação com a coloração de um tigre.

Engana-se o leitor que imaginar que a questão “tigreiros” é coisa do passado, ou mesmo conto de fadas. Na verdade, estes pobres seres, que dedicam a vida a carregar as fezes alheias e até brincar com elas, ainda existem, em plena revolução da tecnologia, elas existem. Eu esbarro nelas no dia a dia, e toda vez que olho no espelho. Exatamente, digníssimo paciente leitor, por incontáveis vezes, ao refletir minha situação nesta sociedade, cada dia mais hostil, mais sinuosa e vulnerável, sinto-me um próprio “tigreiro”, transportando sobre meus ombros (no caso franzinos, diferente da musculatura vigorosa dos negros do século XIX) os dejetos de meus senhores. E o pior de tudo, paciente leitor, que não sei porque cargas d'agua não abandonou minhas rasuras, é que consigo me ver, também, tal qual os negros do Brasil império, erguendo castelinhos de merda alheia. E, se ainda há possibilidade de piorar o quadro, me divirto com isso. Esta é a atual situação do pobre neste país. Mas, é ainda pior, a situação das pobres almas que ainda não entenderam que não pertencem a elite, que não há meio pobre ou meio rico. E passam sua existência, desovando barris maiores e produzindo-os em igual medida, só que amparados por rótulos ou sugestões sociais que, de alguma maneira os colocam acima dos pobres.

O fato, paciente leitor, é que no fatídico dia 13 de maio de 1888, aboliram a escravidão e, consequentemente, os “tigreiros” que eram forçados a transportar os dejetos da elite, mas, no mesmo dia pariram uma nova espécie de tigreiros, numa versão simbolicamente livre, igualitária em direitos, porém, mediocremente, mais resignada. Eis que aqui, brota-me uma questão. É fato que fugirei um pouco à questão dos tigreiros, e tal desconexão poderia irritar meu editor, mas, por outro lado, a parte jovem que ainda resta neste corpo corroído pelos anos, sugere sempre uma anarquia textual. E assim, proponho que faça a si próprio uma pergunta: Você é inteiramente livre? Não falo em liberdade de expressão, ou coisa do gênero. Falo sobre sua situação dentro da sociedade e consequentemente, do estado em um todo. Do tipo de liberdade que só conhece quem experimentou a profundeza de um rio com os dois pés. Reflita, enquanto vou até o terreno mais próximo desovar este barril de tributações que começa a derramar sobre meus ombros.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.



A TEMPESTADE VAI PASSAR!

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Saudações paciente leitor!

Qualquer mortal que se atreve a enveredar através dos vales do conhecimento, compreende o poder que possui a palavra!

Ainda que alguns insistam em defender, que a questão não é propriamente as palavras, mas, quem as ouve. Entretanto, mesmo o leitor mais cético há de convir que, a palavra é uma arma mais poderosa que qualquer ogiva nuclear, no sentido de destruição, como bem demonstrou Adolf Hitler, que assassinou mais de 18 milhões de seres humanos, valendo-se unicamente das palavras. Em igual medida as palavras semearam a paz em terrenos insólitos, e salvaram milhares de vidas, na alma de alguns, como Dalai Lama e Mandela. As palavras semeiam a vida, alegrias e amor. Também, em igual proporção, geram o ódio, desgraças e a morte.

Mencionei tal reflexão turva, visando, obviamente, afetar um alvo certo que merece que esmeremos com mais afinco.

É de conhecimento geral que o número de suicídios em nossa região ultrapassou e muito o limite do “aceitável”, embora, nesta questão tão lastimável, seria inadmissível se houvesse uma estatística considerada “normal”. Ao mencionar suicídio, faço referência tanto às tentativas infrutíferas, quanto à consumação. Em artigos anteriores abordei o fato com dados técnicos, que colhi junto a quem trabalha o assunto, como estatísticas, abordagens e maneiras de se prevenir o “assunto” que, não sei porque cargas d'agua, a sociedade opta por não se abordar.

Devemos de fato, quebrar este tabu pré-estabelecido e falar mais sobre a questão do suicídio. Buscar informações para que, de repente, possamos salvar efetivamente alguém que está a um passo de saltar para a morte.

Seria preciosismo meu, acreditar que minhas palavras pudessem, de repente, persuadir alguém a desistir desta ideia absurda, mas, por outro lado, negar propor uma reflexão seria muita covardia.

Eu espero profundamente que não, mas, se por acaso você, meu paciente amigo, esteja ruminando sobre a possibilidade de assassinar-se, se busca o tal “alivio imediato”, rogo para que se permita algumas perguntas?

Aquilo que você julga ser um sofrimento além de sua alçada, acabaria mesmo com a sua morte? A menos que o sofrimento de seus familiares e das pessoas que lhe amam não lhe afete em nada. Pois, tecnicamente, mais de 90% dos familiares de suicidas nunca mais conseguem ter uma vida normal, necessitando de acompanhamentos médicos e tratamentos intensivos para o tal “sentimento de culpa”.

Será que o mundo perdeu de fato as cores, ou, de repente, você desistiu de vê-las, mergulhando profundamente no mundo obscuro que seus olhos produziram?

Compreenda que nós, pobres mortais, somos, muitas vezes, criaturas mesquinhas, agarradas a questões materiais e profundamente negligentes nas coisas da alma, no essencial. Esperamos e acreditamos na fábula de que gozaremos felicidade plena, que nenhuma pedra há de se opor em nosso caminho. Ingenuidade nossa! É necessário entender que virão muitas tempestades. Algumas até farão seu barco sacolejar com maior ímpeto. Outras vão macular de cinza longos dias de sua existência, mas, em igual medida, virá a bonança, florescerá caminhos verdejantes e seguros. O que faz você crer que as desgraças que lhe afetam sobrepõem às minhas, ou de qualquer outro mortal? Esperamos muito da vida e nos doamos tão pouco a ela, que chega a ser uma lástima desperdiçá-la, sem antes sugar cada gota deste néctar.

Se ainda assim, minhas palavras não lhe seduziram a, pelo menos, refletir um pouco mais, proponho ponderar a questão num dia em que a angustia estiver dissolvida em seu âmago. Quando se há uma tempestade, os raios que imaginamos são mais impiedosos, mas, num dia de céu azul, é quase um grande desperdício perder tempo imaginando tal coisa.

Meu pedido, amigo, paciente e cumplice leitor, é que viva.

Viva intensamente a vida, e deixe que ela, somente ela, lhe conduza através de cada página, até o capítulo final.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Quando a chuva chegar

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​Se o sol “esturricá” o lombo do chão,

“Maltratá” o tronco seco do jurema,

Donde escuta o gemido da ema.

Vou-me embora, pra longe do meu sertão


Na mala, vai o que eu puder carregá.

A esperança que é fardo pesado,

Um coração pra lá de agoniado.

Um cadinho de coisa pra “alembrá”.


Já vou sabendo que a volta é certa.

Mas, só quando o mandacaru “tivé” “flô”.

Entonce pode “esperá” só, meu amô.

Loguinho estarei batendo na porta.


Só deixo mesmo as bandas frias do sul,

Quando a chuva “ispaiá” na plantação,

Quando alegria “irrigá” o sertão,

O cinza das nuvens cobrir o céu azul.


Neste dia, voltarei cá pra sua quentura.

A alma, doendo, debulhada em grãos.

A saudade mordendo todo coração.

O peito esfolado em amargura.


Volto em tempo da gente “enxovalhá”.

Pra gente juntar os remendos de vidas.

Proliferar umas crianças sabidas.

Pra nosso barraco poder se “alegrá”.


Volto pra erguer nossa simples morada,

De terra batida, taboca e sapê.

Mas, se eu estiver bem juntinho d'ocê,

Recuso qualquer vida endinheirada.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Um brinde à amizade.

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Ter um amigo, na vida é tão bom ter amigo, a gente precisa de amigos...

Exatamente, paciente leitor, a quem tributo meus sinceros cumprimentos, tomo de empréstimo as palavras deste poeta, para enredar estas reflexões que proponho agora, em torno do mais puro relacionamento entre os seres humanos, a amizade.

Acaso tens um amigo?

Se, por acaso, você pertence a esta seleta casta, guardiã da amizade, sabe que um amigo de verdade, é aquele que lhe diz duras verdades, mesmo quando você deseja ouvir suaves mentiras.

Um amigo, é aquele que, talvez, não lhe sorria, mas, que ficará imensamente feliz, ao ver você sorrir. E que, entrará no céu, toda vez que for o responsável por sua felicidade.

Um grande amigo é uma porta, estrategicamente disposta em nosso caminho, guardiã de novas possibilidades. É uma árvore frondosa semeada por Deus, a sombrear as margens de seu destino, em cujos frutos, você encontra alimento para a alma. Amigo de verdade é aquele, para quem, você certamente já declarou suas fraquezas, sem medo de que ele pudesse um dia, se valer delas, para ferir-te. Pois, jamais é cogitado a um amigo, a hipótese, ainda que remota, de magoar-te, o mesmo agir contra vossos valores.

Amigo é um ser tolo, capaz de compreender aquelas suas maluquices que, não entende, mesmo quem o pariu. É aquele, com quem você briga, mas, nunca consegue odiar. Um bom amigo, é aquele que se permite saltar de um abismo, precipitando direto para as incertezas do relacionamento que vocês edificaram juntos. Amigo é o ser que, muitas vezes emudece, mesmo quando você queria ouvir muito, mas que, no silêncio lhe proporciona conforto, e a certeza de que sempre estará ao seu lado.

Ah! Paciente leitor! Brinde os amigos que tens. A quem você certamente cativou. É um bem todo seu. Uma espécie de patrimônio institucional tombado em suas afinidades. É um “pertencer” natural, recíproco, alimentado pela cumplicidade de um relacionamento limpo.

Amigo é um cristal em suas mãos, frágil no incidente de um tropeço, mas, extremamente valioso quando bem cuidado.

Ah! Quantos pobres poetas mortais, padeceram em busca de desvendar esta misteriosa união entre seres? Tentando descrever a amizade, que floresce em terrenos insólitos. Intrigante como o amor, perpétua embriagues entre casais, é sempre enaltecido, diminuindo a relação de amizade. No frigir dos ovos, necessitamos da pureza do amor, para que floresça uma grande amizade, pois, um amigo, é resultado do amor amadurecido, não o contrário, como muitas vezes pensamos.

A amizade, não é uma trama conjugal onde, muitas vezes, os personagens são mascarados pelas conveniências. É um relacionamento singelo, talhado sem pressa, sem expectativas, lascando impurezas de caráter e revelando a transparência do melhor que conseguimos ser. A amizade é credencial, é atemporal, é solida quando regada e altamente solúvel quando esquecida. A amizade não pede trocas, somente a naturalidade de entrega. Um amigo não se preocupa em declamar-te juras melosas de amor, pois, entende, assim como você, que o sentimento entre ambos é palpável, invisível aos olhos, mas, profundamente claro ao coração.

Um brinde aos valiosos amigos que cativamos, pois, cativar um amigo é uma arte. Portanto, Permita-me, paciente leitor, que até agora suportara estas linhas, chamá-lo-ei de amigo. Pois, creio que seja a maneira mais fiel que encontrei, para representar o relacionamento que fomos lapidando ao longo destas linhas. Tão valioso quanto qualquer título nobiliárquico é a amizade que lhe proponho à partir de agora.

“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.”

Confúcio.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

É Hora de recrutar...

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Saudações paciente leitor! 

Devo expressar aqui, minha imensa gratidão pelo reconhecimento que venho recebendo, por estas mal traçadas linhas. Frequentemente, sou abordado por leitores, que realmente refletem sobre cada linha turva que aqui redijo. E, nestes momentos maravilhosos, tenho certeza de que, o senhor, paciente leitor, é mesmo o tipo de mente rara que dá combustão a esta minha paixão pelas palavras. Todavia, fui interpelado, sobre o que realmente tenho como o principal problema desta nossa sociedade.

Sei que vivemos numa época onde, todo mundo explica tudo. Milhares de pessoas se revelam diariamente, como guardiãs da chave da sabedoria. Honestamente, não pretendo confrontá- las, até porque, boa parte destas pessoas, possuem lápis bem mais poderosos que os meus. Além do mais, nada tenho a ensinar, o que faço aqui, é somente propor reflexão que, no meu ponto desta vista corroida pela astigmatismo, é um dos coringas deste baralho em nossa evolução.

Dificil selecionar um dos tantos problemas que afetam nossa sociedade, mas, devo sublinhar a omissão das pessoas de “Bem”. No entanto, como classificar uma pessoa que se enquadraria como dito cidadão de bem? Não paciente leitor, não creio que o monstro seja tão feio como o pintamos. Na verdade, boa parte de nós, acorda pré disposto a praticar o bem, ou seja, atos que condizem com uma existência saudável e, antes de dormir pedimos perdão, em oração pelas dezenas de maldades que praticamos ao longo do dia. Quando digo pessoa de bem, na verdade, estou penosamente sendo seduzido pela nossa hipócrita necessidade de rótulos, quando, na verdade, caíria muito bem , pessoas “envolvidas”, dispostas a edificação de uma convivência justa e saudável entre sua espécie.

As pessoas pré-dispostas a praticarem atos criminosos contra nossa sociedade, a usurpar a pátria, a macular o caráter de seus cidadãos, estão se organizando cada vez mais. Os “vilões” possuem estratégias, boa vontade, diferente do “homem de bem”, que chega do trabalho cansado, se joga no conforto do sofá e, mecanicamente, confronta o mundo diante do noticiário, como se fosse

o suficiente polemizar aquele post, protestar contra questões, para as quais, sequer emprestara um certo tempo a refletir. As grandes conquistas do planeta, não se deram pela omissão dos homens de bens. Nossa sociedade é edificada por sujeitos que saem na chuva de possibilidades. Políticos.

corruptos, elementos avessos às leis, se recrutam, se agrupam, se fortificam, enquanto os ditos cidadãos de bem, se omitem em sua caixinha, empregando suas energias em discussões vagas nas redes sociais.

Sei que a mídia televisiva, muitas vezes, destroem as expectativas do povo, em torno de uma sociedade, senão à la comercial de margarina, pelo menos, mais saudável, em todos os sentidos. Fazem as pessoas acreditarem, por exemplo, que os políticos corruptos estão em maior numero que, aqueles que realmente labutam em defesa do povo, a quem representa. Que a criminalidade é mais poderosa e sobrepõe aos indivíduos pacíficos. Ledo engano! A única diferença, o pequeno e impiedoso detalhe, é que eles saem na chuva, enquanto os demais, que realmente poderiam fazer algo de útil para a sociedade, para seu país, se omitem, na ilusão de um conforto utópico, que as paredes proporcionam.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA...

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Saudações paciente leitor.

É até bíblico a velha questão entre apedrejadores e apedrejados. Mas, é curioso como, em tempos de crise, aflora esta questão milenar. Nós, brasileiros, estamos com os nervos à flor da pele, e tudo se torna motivo para protestarmos, para uma oposição. Todo mundo querendo ser pedra. E, às vezes, as palavras, nas mãos de quem não tem, ao menos a humildade de ponderá-las, tornam-se uma verdadeira ogiva nuclear. É óbvio que tudo isso é reflexo da crise medonha que se instalara na atmosfera de nosso país, uma crise que afeta não somente os setores financeiros mas, a ética, os princípios e os valores, não somente da classe política, mas, de uma sociedade inteira. Crise no setor financeiro, não é uma tarefa impossível de se resolver, basta ajustar orçamentos, cortar gastos, acrescentar um numerozinho aqui, esfolar a carne de um trabalhador ali e pronto. Mas, e quanto à crise de valores, de princípios?

Honestamente, assumo que, muitas vezes, abuso de vossa paciência, amigo leitor, não com a malandragem dos políticos, mas, propondo reflexões absolutamente indecifráveis, mas, em minha defesa, alego que, sinceridade, é o norte, no qual amparo minhas rasuras. Portanto, digo que, momentos de crise intensa, como estes que vivemos, é capaz de nos proporcionar bons frutos. Muitas lições boas podem ser subtraídas da crise. Não, paciente leitor, definitivamente, não enlouqueci, pelo menos é o que assegura meu psiquiatra. Uma crise é capaz de moldar a sociedade, propor uma lapidação, um novo curso, que se instala no comportamento da massa. É só olharmos ao redor, para percebermos a guinada brusca que nossa sociedade sofrera, se adequando a uma nova estrada, sinuosa e repleta de calombos. Assim como ocorrera nas guerras mundiais, na inquisição, nas revoluções francesas, espanholas e outros tantos conflitos que se levantam diariamente, surgiram novos padrões de comportamento da massa, novas filosofias sociais que foram modelando a sociedade, de acordo com um novo prisma.

Mas, o que realmente é preocupante, e até o leitor mais otimista há de convir, é que as novas tecnologias, produzidas com objetivo de acelerar a vida dos homens, tem se revelado uma arma perigosa, nas mãos de determinados setores da massa, em alguns casos, ouso dizer, vaso sanitário. As redes sociais, por exemplo, extremaram as pessoas, ou seja, aquele indivíduo pretendente à sensibilidade, ficou extremamente sensível, quem era vulnerável em questões da carne tornara-se pervertido, quem era idiota, mais, idiota e assim por diante. Todo mundo margeando a linha tênue do comportamento humano. Então, estes extremos provocados pelo acesso compulsivo e anárquico às redes sociais, aliado a uma crise que afeta todos os elementos sociais, torna-se um verdadeiro caos.

Particularmente, creio que uma crise tão estrondosa como esta que paira sobre o Brasil, tende a nos motivar a agir um pouco mais, sair do comodismo que a vida de gado oferece e atuar, em todos os setores, porém, muitas vezes, temos confundido atuação com aversão, com manifestação gratuita de hostilidade. Protestamos contra tudo e contra todos, sem reflexão, sem escrúpulo. Um exemplo claro, acontece agora, em pleno evento futebolístico mais importante do planeta. Frequentemente somos seduzidos à nos solidarizar com os tantos posts, que colocam o gosto do brasileiro pelo futebol como o responsável direto por este desmoronamento do país. Mesmo que milhões destas pedras se voltem em minha direção, devo opor-me a tal pensamento. Países de primeiro mundo, os quais usamos como referências em nossas analogias, são obcecados por eventos esportivos, mesmo assim, mantêm sua sociedade sólida. Concordo que, no Brasil, eventos esportivos e préstitos públicos atraem mais a população do que sessões das câmaras municipais, estaduais e nacionais, mas, não vejo de que maneira eu, por exemplo, ajudaria meu país, protestando contra a paixão dos torcedores pelo futebol. Aliás, e com este artigo é bem provável que alguém peça minha cabeça no editorial, quase sempre, os protestos que vejo expostos nas redes sociais, não passam de justificativas para nossa apatia, nosso desinteresse em participar diretamente das mudanças. Vejo profissionais alegando que não prestam um serviço descente, porque não recebem vencimentos à altura, absurdo! Quem necessita de seus préstimos não são os responsáveis por sua desvalorização. Quer assegurar seus direitos? Vá na fonte, reivindique-o no andar de cima. Em quase todas as edições, eu sugiro olharmos todos na mesma direção, ao invés de atacarmos uns aos outros, ao invés de valermos das redes sociais, deste estreitamento de comunicação global, para semearmos um vírus altamente contagioso da discórdia. Eu poderia dedicar horas aqui, a defender melhor esta minha reflexão, mas, é necessário, por hora, assassinar este artigo, que já vai por demais se alongando.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

EFEITO MORAL

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Saudações paciente leitor!

Tenha você se aderido ou não à greve dos caminheiros. Se você é pró paralisação ou anti. Não importa. Aliás, é uma questão pessoal que deve ser respeitada. O fato é que, longe de qualquer pretensão catastrófica e exagerada, um caos se instalara, na sociedade e nos pilares corroídos do governo. Aprendemos muitas lições ao longo desta paralisação. Lições que deverão nos servir de base para futuras ações sociais. Uma delas, é que, ficou bastante nítido, que no imposto de cada dia, nas arrecadações tributárias exorbitante, através das quais o governo nos esfola a carne, ninguém tasca. Os senhores que regem nossa sociedade são inflexíveis quanto abaixar valores relativos aos impostos e, imaginar um país livre de exorbitantes taxas de imposto é muita ingenuidade de nossa parte. Uma utopia que não se aplica nem na ficção. Um outro ponto que se não preocupa, ao menos intriga, é o papel da mídia televisiva durantes conflitos sociais, como ocorre na questão da paralisação dos camioneiros. A mídia televisiva nacional, tem se mostrado bastante parcial e altamente partidária em assuntos de absoluta relevância para o país. Algumas das principais emissoras de televisão brasileira, tentam claramente, distorcer fatos e transmitir somente conteúdo que vão de encontro às suas ideologias políticas. O expectador, fica como marionete, manuseado a favor deste e contrário aquele, e tudo se confundindo, se metamorfoseando o tempo todo, com o único objetivo de separar a população e, consequentemente, enfraquece-la. A mídia televisiva vem pintando o cenário nacional à sua maneira, se dizendo representante legal dos ideias do povo. Portanto, paciente leitor, que um dia há de explicar-me por qual razão ainda segue estas minhas analogias sórdidas, é extremamente importante lembrarmos sempre, que a TV e, consequentemente, toda sua programação é um objeto de entretenimento, não um manual capaz de ditar os códigos de comportamento social, política e tudo mais.

Confesso que muitas vezes critico esta globalização tecnológica desenfreada, mas, devo admitir que, nestes últimos acontecimentos, ficou provado que as redes sociais se tornaram uma ferramenta bastante necessária ao agrupamento, recrutamento social para determinadas causas, ainda que, o governo, tanto quanto qualquer um de nós, tenha completo conhecimento de que, numa guerra, por exemplo, uma das principais ações necessárias ao êxito na batalha, é cortar as linhas de comunicações entre seus inimigos, com intuito de vulnerabilizá-los, dispersá-los. Portanto, é bem provável que eventualmente, quando a batalha parecer perdida, o governo recorra a tal estratégia.

Outro ponto que desanima qualquer perspectiva é o modismo do tal “Fake News”, arma poderosa nas mãos das manobras políticas. Nascem com propósito de confundir ainda mais os eleitores que, curiosamente, por mais que assistem tanta TV se mantêm desinformados. Aliás, o oportunismo político sega a proporcionar asco. Os canalhas de colarinho branco, não possuem a mínima decência de se solidarizarem com o povo, e traçarem estratégias apartidárias, visando solucionar determinada questão. Quais verdadeiros abutres, se valem da menor faísca de falência de determinados setores. É impressionante perceber que cada brecha é oportuna para se praticar a política. Curiosamente, a política só não é praticada nos corredores dos hospitais, nas escolas, nas culturalização do povo. E, falando em abutres, parasitas que se valem de conflitos para obterem vantagens, foi, no mínimo vergonhoso, a demonstração que tivemos, de que, num momento, em que o povo deveria se unir, em todos os setores, houve indivíduos que se valeram da ocasião para violar ainda mais o sofrimento do povo, em prol de benefício próprio. Como nem tudo são espinhos, reconheço que, tiraremos de bom, o fato de que o brasileiro está aprendendo a sair da resignação cômoda e mostrar sua força. Mas, ainda é necessário olharmos na mesma direção, remarmos todos para o mesmo objetivo. Sei que, como em qualquer conflito, haverá quem retornará ao lar, completamente derrotado, ferido ou mutilado pelo poderio inimigo. Mas, em solidariedade a estes bravos guerreiros, digo que, o estado brasileiro é um inimigo mortal, e fazê-lo ao menos sangrá-lo, já é uma conquista enorme. A batalha ainda não está perdida, estamos apenas começando a preparar nosso exército, chamado povo.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Viva a Abolição!

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Saudações paciente leitor!

Neste mês de maio, precisamente no dia 13, comemoramos os 130 anos da emancipação do elemento servil, ou seja, a abolição da escravidão.

Sempre questionei o feriado da consciência negra, não por discordar do conceito, mas, por não me conter com a modéstia de tal. Sobretudo, propus, neste mesmo espaço, remanejar a homenagem para o dia 13 de maio, sob o argumento de que, ao celebrarmos a consciência negra no dia 20 de novembro, quase que resumimos a causa a uma tributação póstuma a Zumbi dos palmares. O que é uma lástima, já que há todo um contexto por traz da causa e, sobretudo, muitas, muitas pessoas a serem lembradas.

Se já me conhece bem ao longo de nossas laudas e, mais que tudo, suportara meu estilo, o leitor sabe que eu jamais cometeria o sacrilégio, o crime de propor uma analogia, sem que antes, eu tenha dedicado dias, senão anos a ponderá-la e, mais que tudo, estuda-la. Portanto, paciente leitor, acredite quando digo que o 13 de maio de 1888 supera e muito, em grau de relevância, o fatídico, controverso e quase pitoresco 7 de setembro. E não seria exagero acrescentar que o Brasil se tornara de fato um país independente, somente após romper a corrente da escravidão, ainda que de maneira retardatária.

Obviamente, a data da abolição contrasta com a homenagem ao dia das nossas mamães. E é justamente neste ponto que a coisa se enrola. Logisticamente, em prol de atender os truques do mercado, esta data a cada ano se enfraquece. É preciso mencionar as novas tecnologias para presentearmos nossas genitoras, e o que se ganharia em dedicar um maio bom de vendas, à memória de milhares de negros? E antes que eu seja linchado por todas as mamães, esclareço que não proponho esquecer sua justa homenagem, ainda que penso o dia das mães nos 365 dias do calendário. Dito isso, valho-me do ensejo para explicar o motivo, pelo qual, quebrei a promessa que fiz na edição passada, a de dedicar todas minhas linhas em homenagem às nossas genitoras. Há centenas de lápis mais eficiente que o meu que, sem dúvida prestará louvável tributo às mães, enquanto que, a questão abolição está quase órfã de quem mencione.

Todavia, a libertação dos escravos representara um marco nos caminhos turvos da histórias brasileira. Movimentos que hoje representam inquestionável relevância para o Brasil, só começaram a caminhar no pós-abolição, como a indústria, relações comerciais internacionais e a própria republica.

Sei que propor um feriado para o dia da abolição é, entre tantas outras vertentes, lembrar o Brasil, de um passado monstruoso, do qual tenta covardemente se livrar, varrendo para debaixo do tapete, aniquilando compêndios históricos que possam propor novos prismas para a população de maioria negra.

Engana-se miseravelmente quem se deixou levar pelo conto de fadas, de que a abolição dos escravos se dera sobre a bondade de uma princesa rebelde (a Redentora) que, valendo-se da ausência do pai, brincara de abrir a porteira para ver até onde o iria rebanho. Ainda que, devo convir, que abolir os escravos foi uma das últimas tentativas desesperadas de um império em ruinas, recuperar ao menos um pouco a popularidade. Aceitar isso, é se esquecer das pressões contra a monstruosidade da escravidão. Esquecer que, no Rio de janeiro, por exemplo, havia pelo menos 3 negros para cada cidadão branco, tanto que, ao desembarcar no coração do império brasileiro, qualquer turista reavaliaria o mapa, para certificar-se de que não fora traído pelos ventos e levado ao continente africano. No frigir dos ovos, é superficial demais, aceitar uma tributação rasa, objetivando minimizar a causa, elegendo um único herói. É se esquecer dos “Pretinhos” Machado de Assis e Nabuco, que entregaram a alma para a causa abolicionista, chegando a falsificar cartas de alforrias. É se esquecer de Chiquinha Gonzaga, que vendia suas partituras de porta-a-porta para, com o dinheiro, comprar a liberdade de negros. Isso sem mencionar a comissão de abolição, formada por jornalistas que, sustentaram de maneira ferrenha a questão. Enfim, seria necessário muita tinta e papel, para citar os tantos heróis da abolição. E, se ainda não fui demitido por um palavrão, é bem provável que serei por não respeitar o tamanho dos textos he-he-he. Talvez, não se comemora a abolição no brasil, porque ela ainda não aconteceu!

Viva ao 13 de maio!

O dia mais importante da história do Brasil.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

TRIBUTO À PACIÊNCIA

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Saudações paciente leitor!

Aliás, antes de invocar minhas analogias, pretendo sanar uma questão que já se faz necessária. É bem provável que esta minha expressão que sempre utilizo a saudá-lo, tenha alguma vez, causando ligeira inquietação em torno de seu real significado. Tens aqui então os motivos declarado:

Obviamente, parte desta referência se dá à paciência, com a qual você degusta minhas palavras, mesmo que, muitas vezes, naturalmente, venha a discordar de tais, mas, sobretudo, pela paciência que requer a convivência, cada dia mais hostil e mais adversa, nesta nossa sociedade, que não só regride, mas se degenera. De fato, somos programados para sermos cidadãos, acima de tudo, pacientes. É com paciência que esperamos a morte nas filas do SUS. É com paciência que esperamos uma infraestrutura digna em nossa cidade. É com paciência que ousamos ter esperança de um futuro, senão esplendoroso, ao menos digno.

Concordo que há muitos governantes a brincar com esta vossa “paciência”, e sei também, que tal serenidade, lhe foi concedida através de anos de reflexão e amadurecimento, muitas vezes, confundida com resignação. Em resume, é necessário muita sabedoria, para ser paciente nos dias atuais, portanto, não temas estar sob um a zombaria deste pobre mortal que aqui deixa tais, pois, titulá-lo PACIENTE é uma maneira carinhosa que encontrei para homenageá-lo.

E, ainda, no quesito PACIÊNCIA, ocorreu-me agora, mandá-las às favas de vez, na questão política, pelo menos. Não faço referência aos bandidos de colarinho branco, falo da minha decepção diária, em relação ao comportamento dos eleitores ante este trágico reality show, de alta manipulação midiática. Até quando seremos meros torcedores, membros de organizadas partidárias? A verdade é que, tanto o “meu”, quanto o “seu” candidato estão fazendo somente M... (Ufa! Ainda não será desta vez que serei demitido por causa de um palavrão, ainda que, muitas vezes, um palavrão resume esta questão melhor do que centenas de palavras lucidas). Aqueles que não estão envolvidos diretamente com os escândalos de corrupção, verdadeiros atentados contra a nação, estão, inescrupulosamente convenientemente emudecidos, ou, o que é pior, indiferente. Obviamente, há sim uma minoria, honrando seus cargos, com gestão transparente e índoles inquestionáveis, e se não os louvamos, é justamente porque, não fazem mais que a obrigação, afinal, são bem pagos para tal. Que a corrupção é, de fato um mal já incrustrado em nossa sociedade, não há menor dúvida, mas, a palidez com a qual a aceitamos é o que realmente me assombra.

Todavia, ouvi alguém dizer que, corrupção há em todos os países. Exato. Estupendo. Porém, o que muda é a forma, com a qual é tratada a questão. A maneira, com a qual os cidadãos reagem.

Para outras tantas questões, pretendo, assim como você, paciente e sábio leitor, ter a serenidade de acalmar-me, mas, uma árvore velha, não se inclina do dia para a noite, ela, lentamente gira, seguindo o sol.

E para que não digam que esqueci de mencionar as flores, permitam-me mudar um pouco o assunto, mas, ainda obediente ao tema PACIÊNCIA, saudemos este maio que floresce, pois, neste mês, mergulhamos em profunda reflexão, pois, trata-se do mês das mães. Embora, pretendo, no artigo próximo falar com mais propriedade sobre. E se, cabe aqui como homenagem, ou, proposital provocação à minha paciente esposa, neste mês, celebro bodas de uma relacionamento senão, à lá comercial de margarina, bastante interessante e intenso (positivamente é claro He-he). Todavia, ocorreu-me citar nossas genitoras, por obediência ao tema, já que tais, são verdadeiras mestras nesta arte. Portanto, um viva à paciência. Pois, nós será um artigo indispensável, nas próximas laudas desta nossa vida.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.