DEYVERSON: O SHOW MAN!

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O futebol brasileiro carece de jogadores irreverentes e folclóricos como o atacante Deyverson Brum Silva Acosta. O maluco beleza foi contratado pelo Verdão na metade de 2017 após se destacar na Espanha, onde vestiu as camisas de Levante e Alavés. Mas só caiu nas graças dos torcedores com a chegada de Felipão ao comando técnico da equipe. Ele é o típico atleta que não desiste jamais de nenhum lance apesar de ser aloprado, desengonçado. E tem levado ao delírio os fervorosos palestrinos com seus devaneios, jogadas hilárias e gols decisivos que tem ajudado a manter o Alviverde na liderança do Brasileirão. Que continue assim! Deyverson vem se constituindo no verdadeiro show man, trazendo alegria às partidas. Atrapalhado ao extremo, exaltado mas eficiente e objetivo na hora que precisa. Os seus companheiros gostam de seu carisma e simplicidade. Ninguém imaginou que o polêmico jogador se tornaria imprescindível no esquema tático armado por Scolari e ajudaria o Palmeiras com sua esquisitisse exagerada. Como ele mesmo diz: falta um parafuso mas sobra alma e coração a ele.

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A REDENÇÃO DE LUIZ FELIPE SCOLARI!

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Ele chegou de mansinho, sob olhares de desconfiança das torcidas adversárias e motivo de chacota pela humilhante derrota sofrida pelo Brasil por 7 a 1, diante da Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo de 14, no Mineirão. Mas recolocou o Palmeiras definitivamente nos trilhos. Com sua serenidade, seus conhecimentos, experiência e lista de títulos que dispensa comentários. O elenco amadureceu em suas mãos e o respeita em quaisquer decisões e circunstâncias que sejam. Não atoa, o Alviverde tem chances de conquistar dois campeonatos. Está bem nas duas competições que disputa, após ser eliminado no meio de semana pelo Cruzeiro na fase semifinal da Copa do Brasil. Na Libertadores, está a um empate das semifinais. Já no Brasileiro, ocupa a vice-liderança. Se ganhará ou não, são outros quinhentos. Mas Big Phil está sabendo trabalhar e rodar a equipe com as peças que tem em mãos. Inteligente ao extremo, tornou o time equilibrado e competitivo... E o que é melhor, os jogadores assimilaram suas instruções rapidamente e tem jogado para torcida com raça, superação e amor ao manto verde. Boa sorte, Felipão! Você merece e certamente está entre os melhores treinadores da história do futebol mundial...


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Como o regime militar sustentou a ideia de ‘futebol arte’

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A hegemonia cultural é sempre um processo, formado por experiências, relações e atividades, compreensões e limites específicos e mutáveis. Não atua apenas passivamente como forma de dominação. Para prevalecer, a hegemonia tem que ser renovada continuamente, recriada, defendida e modificada. No caso do futebol brasileiro, o discurso oficial do regime militar, representado naquele momento pelo pensamento de Gilberto Freyre e dos intelectuais do CFC, era plenamente satisfatório em associar, por exemplo, as vitórias da seleção brasileira de futebol às ideias de mestiçagem, tanto no sentido racial como no sentido de integração regional. Entretanto, não satisfazia quando se tentava associar as habilidades naturais do jogador brasileiro à aquisição das técnicas mais modernas da educação física e da medicina esportiva para o disciplinamento do corpo do atleta. Era, portanto, necessário recriar, modificar, adaptar o discurso oficial às novas demandas e necessidades sociais sob o risco de perder o seu poder de convencimento. O desconforto dos intelectuais do CFC com as ideias que estavam circulando naquele momento era demonstrado nas matérias esportivas produzidas pela grande imprensa, que já aceitavam a bricolagem da ideologia freyriana da mestiçagem com o tecnicismo, sem maiores problemas. Um artigo escrito por Armando Nogueira, após a vitória brasileira na Copa do México, dizia que o título no México só foi possível devido a associação de valores artísticos e tecnológicos. A arte incomparável de Pelé somente conseguiu conquistar o título “porque um comando competente soube executar um programa de preparação física e de habilitação tática”. Os brasileiros foram os que melhores se prepararam para a altitude mexicana. Tinham usado as mais modernas técnicas para colocar os seus atletas em condições físicas superiores aos adversários. E como prova disso, a seleção havia vencido todas as suas partidas no segundo tempo, quando o antagonista não possuía mais condição para resistir fisicamente. O tecnicismo e o disciplinamento do corpo, associados à preparação física, antes considerados exógenos, fora das tradições brasileiras, passaram a ser incorporados a uma noção de modernidade que não se desvinculava da tradição. Era justamente a tecnologia que auxiliava os brasileiros a adquirirem condições necessárias para a construção uma grande nação. Mostrava que a seleção, como metáfora da sociedade brasileira, estava historicamente ligada às suas origens miscigenadas e, ao mesmo tempo, estava construindo algo novo porque era tecnologicamente moderno, porque era desenvolvido. Era esse o novo modelo de nação que o regime militar defendia. E a vitória na Copa do Mundo era uma prova cabal de que o país estava sendo dirigido corretamente pelos seus governantes. Nesse sentido, houve uma apropriação do conceito “futebol arte”. A categoria tinha uma origem estritamente esportiva. Ganhou consistência por volta de 1966, após a eliminação da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo disputada na Inglaterra. A imprensa procurava entender como os europeus conseguiram tal superioridade, conquistando as quatro primeiras posições no certame mundial. Alguns especialistas começaram a enfatizar a mudança na preparação física que estava ocorrendo no futebol europeu. E essa mudança tinha nome: era uma concepção do esporte que passaram a chamar de “futebol força”. O seu idealizador era um estudioso dos problemas da educação física, o major Raoul Mollet, um belga que também era presidente do Comitê Olímpico de seu país. Durante muito tempo se interessara em saber como o futebol dos europeus poderia achar um método para superar os habilidosos sul-americanos, com destaque para os bicampeões brasileiros. Para Raoul Mollet, o futebol europeu teria que assentar-se sobre o tripé força/velocidade/resistência, três dados de que não cuidavam os sul-americanos e que seria para eles um triplo “calcanhar de Aquiles”. A equação estava armada pelo major belga e daí para que ele formasse um novo método de treinamento, balanceado e intensivo, foi um passo. A seleção belga de futebol adotou os seus métodos de preparação e, ao receber a equipe brasileira em 1963, aplicou-lhe um surpreendente placar de 5 gols contra 1. Na época, a imprensa acusou abertamente que estava vivenciando um caso de doping entre os belgas. Os brasileiros ainda não sabiam que estavam se deparando com o “power training”, o novo e revolucionário padrão, que dava força, velocidade e resistência aos craques de futebol. Os 5 a 1 contra os bicampeões mundiais alertaram os estudiosos europeus, ainda mais que o futebol belga até então não estivera cotado entre os melhores do continente. A leitura do trabalho de Raoul Mollet, detalhado e exaustivo, publicado na revista do Conselho Internacional de Esporte Militar fez com que os céticos abandonassem de vez as críticas, pelo menos na Europa. Se o futebol belga conseguira tão bom resultado, por que não tentar a fórmula nos outros países de maior tradição no esporte? A adesão foi maciça na Europa, como os brasileiros puderam verificar durante a Copa da Inglaterra. No Brasil, para fazer oposição à concepção do “futebol força” europeu, aos poucos, a imprensa procurou um novo conceito. Tentou-se “futebol espetáculo”, “futebol esporte” e, finalmente, “futebol arte”. “Futebol arte” se consolidou no meio do jornalismo esportivo da época porque era uma categoria mais flexível e menos sujeita às prerrogativas de um único autor, como era o caso do “futebol mulato” de Gilberto Freyre. Era perfeita para discutir, às vésperas da Copa de 1970, como o futebol brasileiro poderia absorver as inovações tecnológicas da educação física sem perder o que havia de mais autêntico, de mais tradicional, de mais artístico, de mais brasileiro; macunaimicamente. Um órgão do governo que tentou trabalhar com esta dupla especificidade do “ser brasileiro” como sendo moderno e tradicional, tecnológico e artístico ao mesmo tempo foi a Aerp (Assessoria Especial de Relações Públicas). As campanhas da Aerp faziam sucesso. Elas comportavam filmes para o cinema e para a TV, além de jingles, adesivos e cartazes. As temáticas das campanhas eram retiradas de diversas fontes. Dos intelectuais tradicionais, a Aerp retirou alguns tópicos que eram utilizados em suas campanhas. Podiam ser a exuberância natural, a democracia racial, o congraçamento social, a harmônica integração regional, as festividades brasileiras, entre outros. Juntava-se a isso, um ideal de modernidade e de progresso, sempre almejando num futuro próximo que o Brasil se tornaria um país desenvolvido, industrializado e tecnológico. Para o governo, o mais importante era que as campanhas da Aerp propiciavam uma atmosfera de aprovação, de contentamento com os rumos que os militares iam traçando para o país. O futebol se destacava na programação da Aerp. As vitórias da seleção brasileira em 1970 possibilitaram a consolidação de canais de comunicação que permitiam ao povo entender e acompanhar a ação do governo. Um exemplo foi um filme que a Aerp fez onde mostrava um gol de Jairzinho dividido em nove partes, intercaladas com cenas brasileiras tipicamente de otimismo. E, no final, o slogan: “Ninguém segura o Brasil!”. Fez também cartazes que foram distribuídos por todo o país, eles vinham com o slogan da campanha e uma imagem de Pelé pulando após marcar um gol. Já nas estações de rádio, a música de Miguel Gustavo, “Pra Frente Brasil”, era incessantemente tocada. Sem mostrar realizações do governo ou apresentar mensagens oficiais, a campanha programada pela Aerp deu resultados excelentes. Mais do que mostrar a brilhante vitória esportiva na Copa, os filmes, cartazes e programas de rádio estavam relacionados ao enaltecimento do futuro promissor da nação que, sem negar a tradição brasileira, pretendia ser desenvolvida tecnologicamente. Ao contrário do Conselho Federal de Cultura, a Aerp conseguiu mesclar as teorias tradicionais que enfatizavam a miscigenação, a solidariedade, a heterogeneidade regional e unidade nacional aos pressupostos mais tecnicistas e disciplinares do desenvolvimento econômico e industrial. E como confirmação desta nova realidade estava o mito de Pelé, que conseguia ser genial com a bola no pé e um atleta perfeito ao mesmo tempo. Valorizar o mito de Pelé não era somente uma forma de justificar o discurso da tradição da maneira como era defendida pelos pensadores do CFC. Sem negar tais características, agora, valorizar Pelé era também elogiar o disciplinamento do corpo do atleta, o tecnicismo da preparação física, o quantitativo dos resultados e a racionalidade do planejamento. Assim, o mito de Pelé conseguia unir a tradição do passado com a tecnologia do futuro. O próprio craque concordava com tal exposição. Num livro com a sua assinatura, ele explicava o segredo do seu sucesso: “Não sou adepto da teoria de que um profissional já nasce feito. Você pode nascer com certas aptidões, dons ou talentos. Mas que você, ao nascer, já está destinado a ser um craque de bola, sinceramente, não acredito e não concordo.”. Para Pelé: “Sucesso não é acidente. É trabalho, perseverança, aprendizado, estudo, renúncia, e, acima de tudo, muito amor àquilo que se está fazendo, ou preparando-se para fazer”. Era esse o modelo de discurso hegemônico que o regime militar pretendia construir, ao unir a tradição do passado com a tecnologia do futuro, o individualismo de cada cidadão com o interesse de modernizar a nação, a arte com a força. Tudo isso, muito bem representado pelo conceito “futebol arte”, à época. Entretanto, a a significação dos conceitos também tem a sua história, e mudanças estavam por vir.

ESTE TEXTO É UMA REPUBLICAÇÃO DE ARTIGO PUBLICADO NO SITE LUDOPÉDIO


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OS VELHOS E BONS TEMPOS PRECISAM VOLTAR!

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​Durante as partidas do Brasileirão, tem sido notória a indecisão dos jogadores que não sabem o que fazer com a bola na maioria das jogadas. Definitivamente, o futebol brasileiro vem perdendo a essência há um bom tempo. Se já não bastasse esse fator, a ousadia e criatividade também andam desaparecidas. Evidentemente, o despreparo psicológico dos atletas brasileiros salta aos olhos. Sendo assim, a maioria dos duelos tornam-se chatos e previsíveis. Muita marcação e pouca criação. O lema é não deixar a equipe adversária jogar. Preza-se em demasia pelo futebol de resultados, deixando de lado o gosto pelo futebol solto e anárquico que animava as peladas de infância. Ah, como está complicado assistir ao esporte mais popular do mundo... Como sempre dizia o saudoso mestre Telê Santana: "ganhar, perder ou empatar faz parte do jogo, o importante é jogar bem, limpo e com classe aliada a dignidade. "Ninguém tolera ver times medrosos com propostas defensivas e praticando o antifutebol.  Em termos de ídolos então, nem se fala! Estão sumidos que nem chapéu velho! Recordo-me dos grandes esquadrões do passado e sinceramente tenho saudades. Times e seleções que desfilavam em campo com nobreza e arrancavam suspiros das platéias do mundo todo. Dava gosto pagar ingresso (ou melhor couvert artístico). Infelizmente, o esporte bretão sofreu uma transformação para pior: muita reclamação, mimimi e pouquíssimo futebol...

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TOUR PELO ACONCHEGANTE ESTÁDIO DO DRAGÃO

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Estádio do Dragão está localizado na freguesia de Campanhã, cidade do Porto, atualmente propriedade do FC Porto, sendo neste recinto que a equipe de futebol joga as suas partidas em casa. O Estádio do Dragão foi construído para substituir o Estádio das Antas, que abriu as portas ainda antes em 1952. Foi inaugurado no dia16 de novembro de 2003, num jogo particular com o Barcelona. O resultado favoreceu a equipe portista, pois ganhou por 2 a 0, mas a partida foi marcada sobretudo pela estreia de Lionel Messi, com dezesseis anos, que se tornou um dos melhores jogadores da história do futebol. O estádio teve uma construção conturbada, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. 

O estádio foi projetado pelo arquiteto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros. Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome do estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Estádio do Dragão", por referência ao dragão que figura no emblema do clube. Em 2004, foi utilizado em cinco jogos da Euro 2004, tendo sido palco inaugural deste grande evento desportivo, num jogo disputado entre Portugal e Grécia no dia 12 de junho, onde a equipe anfitriã foi derrotada por 2 a 1. Aqui também tiveram lugar alguns jogos da fase de grupos, o jogo das quartas-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a semifinal que opôs a Grécia e a República Checa.

A equipe do Porto é detentora de duas Liga dos Campeões e dois títulos mundias nas temporadas de 1987 e 2004. E conquistou 28 campeonatos nacionais (atual campeão português), sendo o único time do país a conquistar o pentacampeonato nas temporadas 94/95, 95/96, 96/97, 97/98, 98/99.


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TOUR PELO BELO ESTÁDIO DA LUZ

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Em recente viagem para Portugal, tive a honra e o prazer de fazer um tour pelo imponente Estádio da Luz do tradicionalíssimo Benfica.  O estádio é também conhecido pelos benfiquistas como "A Catedral". O novo Estádio da Luz foi inaugurado no dia 25 de outubro de 2003, num jogo amigável contra a equipa uruguaia do Nacional que o SL Benfica venceu por 2 a 1, com Nuno Gomes a bisar. A autoria do projeto do novo estádio é da empresa australiana Populous.

 A arquitetura chega a impressionar pela beleza e a estátua de Eusébio, à entrada do Estádio é magnífica. 

O Estádio da Luz foi o palco da final da Eurocopa de 2004 entre Portugal e Grécia vencido pelos gregos pelo placar de 1 a 0 e recebeu três jogos da fase de grupos e um das quartas de final. No dia 7/07/2007 deu-se a cerimônia das Novas Sete Maravilhas do Mundo no Estádio da Luz. A 20 de março de 2012 o Comité Executivo da UEFA anunciou que o Estádio da Luz iria receber a Final da Liga dos Campeões da UEFA de 2013–14, o que veio a se concretizar depois.A final foi vencida pelo Real Madrid pelo placar de 4 a 1, após prolongamento, contra o Atlético de Madrid.

A equipe benfiquista é detentora de dois títulos da LIga dos campeões da Uefa (60/61 e 61/62) e 36 campeonatos nacionais. 

A  Águia Vitória é a mascote do Sport Lisboa e Benfica. Antes da apresentação da equipa em casa costuma sobrevoar o Estádio da Luz e aterrar sobre o símbolo do clube (sem a águia) completando-o. 



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CRÔNICA DA COPA DO MUNDO: TENTANDO ACERTAR O PASSO USANDO MIL ARTIFÍCIOS!

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Quanto a anfitriã Rússia, saiu do Mundial de cabeça erguida. Deu uma verdadeira lição de dignidade e coragem. Enfrentaram seus oponentes com uma disposição ímpar muito bacana de se ver. O fato de ter ficado entre os oito melhores, merece aplausos!


E a Alemanha? Pois é, todos apostavam que igualaria o Brasil em número de conquistas. Mas dentro de campo o que se viu foi uma equipe desorganizada, mal preparada técnica e fisicamente. Os germânicos caíram vergonhosamente na primeira fase. Ficando na lanterna do Grupo F... Ossos do ofício! Quem sabe aprendem a ter mais humildade!

E os espanhóis? Muito toquinho de lado e pouca objetividade. Resultado: eliminação precoce!

Já os asiáticos fizeram bonito. Tanto Japão quanto Coréia do Sul lutaram bravamente demonstrando acima de tudo disciplina, obediência e organização tática. Os nipônicos quase eliminaram os belgas nas oitavas. Os sul coreanos desclassificaram os alemães na primeira fase. O problema dessas duas seleções é a inocência. Mas já podem ser consideradas campeãs...

Os africanos não conseguiram transpor a fase de grupos pela 1ª vez na história. Mas mostraram-se mais organizados e conscientes taticamente em campo... Seria um sinal de avanço?

E Los Hermanos? De novo saíram com o rabo entre as pernas. Nem o gênio Messi foi capaz de conduzir sua seleção a uma colocação melhor na Copa. Cá entre nós, um time desorganizado, com defesa vulnerável. Jogaram na base do coração e nada mais...

Os uruguaios sempre serão exemplo de raça, dedicação e amor a pátria. Jogaram com muita responsabilidade, organização e persistência. Parabéns celeste olímpica!

Puxa vida, Peru e Colômbia mereciam sorte melhor. Eta povo lutador! Coração na ponta das chuteiras e sangue latino nas veias.

Espera aí, e o Brasil? Bola para frente que atrás vem gente!

França e Croácia merecem disputar o título. Afinal de contas, ninguém chega à final da Copa de graça. Cada uma tem suas qualidades e defeitos. Que vença a melhor!

França = juventude e técnica aliada a velocidade.

Croácia = disposição de sobra.

Bélgica = força física, conjunto e inteligência.

Inglaterra = eficiência e concentração.



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A COPA DO EQUILÍBRIO ALIADO A PERSEVERANÇA

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​Restam oito partidas para conhecermos o campeão mundial. Sem sombra de dúvidas, a 21ª edição da Copa do Mundo é uma das mais equilibradas da história.

A maior parte dos duelos tem sido bons e emocionantes. Claro que a tática e o preparo físico tem prevalecido. Mas a perseverança das seleções são notórias.

Com certeza, nesta reta final será preciso aliar equilíbrio emocional a lampejos de sabedoria e objetividade.

Claro que poderemos ter um campeão inédito, afinal de contas futebol não é ciência exata e nem um pouco previsível. Longe disso...

Equipes tradicionais como a tetracampeã Alemanha (54/74/90 e 14), a bi Argentina (78/86) e a campeã Espanha (10) deram adeus precocemente.

Diga-se de passagem, merecidamente.

Não demonstraram nem um pingo de organização na minha concepção.

Creio que o campeão mundial será o Brasil, França ou Uruguai. Posso estar redondamente enganado. Respeito muito os demais, mas na hora h a camisa pesará.


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História, craques, ranking e grana...

Por que chave do Brasil no mata-mata da Copa é muito mais difícil

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De um lado, dez títulos e 16 finais de Copa do Mundo. De outro, apenas duas taças e três decisões. Mas a história em Mundiais não é o único critério que mostra o desequilíbrio das chaves do mata-mata na Rússia: seja pelos craques, o ranking da Fifa ou mesmo dinheiro, há muita mais força em grupo do que no outro – pior para BrasilFrançaArgentina e cia...

Os confrontos entre Uruguai x Portugal, França x Argentina, Brasil x México e Bélgica x Japão, que definirão um finalista, reúnem dez títulos mundiais – cinco brasileiros, dois uruguaios, dois argentinos e um francês. Já em Espanha RússiaSuécia x SuíçaColômbia x Inglaterra Croácia x Dinamarca, apenas duas conquistas – uma espanhola, outra inglesa.

Em decisões, a história do primeiro grupo é de novo bem maior, com 16 x 3. São sete finais do Brasil, cinco da Argentina e mais duas de Uruguai e também França. Já do outro lado, além das experiências únicas de Espanha e Inglaterra, a Suécia é a única outra a ter decidido uma Copa, uma vez.

O presente, contudo, também favorece as seleções com mais “camisa” nos Mundiais. Considerando, por exemplo, o ranking da Fifa, a posição média das equipes da mesma chave do Brasil seria o 14º lugar, sendo que o Japão é o único time fora do top 15. Já do outro lado, 21º posto, com apenas dois times entre os dez mais bem classificados.

Com a líder Alemanha eliminada, a melhor colocação é a do Brasil, segundo colocado no ranking, seguido pela Bélgica, terceira; Portugal, quarto; e Argentina, quinta; todas na mesma chave. Já do lado oposto, a seleção mais bem ranqueada é a Suíça, no sexto lugar, e depois a Espanha, décima.

O valor dos elencos de cada seleção das oitavas de final também desequilibra as duas chaves. Uruguai, Portugal, França, Argentina, Brasil, México, Bélgica e Japão têm times avaliados em 4,54 bilhões de euros (R$ 20 bilhões), quase 40% a mais que Espanha, Rússia, Suíça, Suécia, Colômbia, Inglaterra, Croácia e Dinamarca, que somam 3,25 bilhões de euros (R$ 14 bi).

Ainda nas cifras, apenas 12 jogadores no mundo têm avaliação superior ou igual a 100 milhões de euros no site especializado “Transfermarkt”. Nove deles estão do lado de Brasil, França, Argentina e cia; e só dois do outro – e um, Mohamed Salah, já foi eliminado com o Egito na primeira fase.

As duas maiores avaliações são de um brasileiro, Neymar, e um argentino, Lionel Messi, possíveis rivais em uma semifinal na Rússia e avaliados em 180 milhões de euros (mais de R$ 800 milhões). Já do outro lado, apenas dois ingleses integram esse grupo, Harry Kane, quarto jogador mais caro do mundo (150 milhões de euros), e Dele Alli (100 milhões).

As oitavas de final da Copa da Rússia começam neste sábado, às 11h (no horário de Brasília), com França x Argentina, jogo da chave mais forte. No mesmo dia, às 15h, pelo mesmo lado, se enfrentam Uruguai e Portugal. Já o agrupamento oposto tem seus confrontos se iniciando no domingo, também às 11h e 15h, respectivamente com Espanha x Rússia e Croácia x Dinamarca.

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HERÓI OU VILÃO?

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Porque nós brasileiros temos a mania de menosprezar os ídolos do esporte e enaltecer as vezes políticos safados? Uma pergunta complexa de ser respondida... Acho tudo muito injusto. Claro que o futebol é apenas um jogo e temos problemas mais importantes a serem equacionados no nosso país. Pensando no Neymar, que a princípio seria o único ídolo do esporte nacional, anda despertando na maioria da população ódio e desconfiança do seu talento e capacidade de decidir jogos à favor da seleção. Criticar e julgar é fácil. Mas precisamos acima de tudo, nos colocarmos no lugar dele. Muita responsabilidade, o craque carrega um fardo pesado nas costas independentemente dos seus ganhos. Começo a achar que a sua carreira é mal gerida. Infelizmente, ele acaba se perdendo emocionalmente e abre brechas para ser crucificado de maneira exagerada. Neymar não precisa dar ouvidos a ninguém. Basta fazer o que sabe e chega de mimimi...


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