Série Músicos vivos e atuantes - RENATO SILVA JÚNIOR

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Para falar do Renato, vou relembrar como o conheci... foi numa escola estadual onde eu lecionava Artes e Música.

Iniciamos um projeto de visita à CASA DOS MÚSICOS e os alunos que se interessaram concorreram a bolsas de estudos em piano na Casa dos Músicos. E o Renato foi um deles, com 11 ou 12 anos de idade. Não foi sorteado mas um amigo lhe cedeu  a bolsa.  Ele já demonstrava um ouvido apurado e facilidade para a música, o que lhe faltava era ler partituras. Então iniciei o trabalho. Escolhi uma partitura simples do Aleluia de Haendel para ele tocar. E quando mostrei a ele a partitura e falei qual era a música, ele se sentou ao piano e tocou acordes bem elaborados da mesma música, mas tocados de memória ou de ouvido como se usa dizer. A partitura era simples, ele se sentou e apresentou aquela mesma melodia toda rebuscada com arranjos, com 11 ou 12 anos de idade. Haendel ficaria muito feliz em ouvir sua música desta forma!

Meu primeiro contato com o Renato foi este. E a partir dali viemos tentando dar-lhe o ensino formal de leitura de partituras, mas logo ele saiu porque  o que ele sabia só de ouvir, como criança,  deduziu que não precisaria de mais nada.

Posteriormente, anos depois ele voltou para fazer um trabalho de técnica e muito mais focado, já maduro, não era mais criança, já conseguia ler partituras e veio trabalhar a agilidade e destreza. Cursou alguns meses e já foi o suficiente para lhe dar suporte para seu jazz e tudo o que vinha tocando.

Existem vários tipos de talentos musicais. Ele nasceu assim, manifestou muito cedo, quem tem o ouvido absoluto é de nascença. Pode-se desenvolver como tudo na vida pode-se aprender, mas ter aquele ‘ feeling’ de saber como fazer de imediato, é de alma.

Pedi ao Renato que fizesse um relato sobre aqueles tempos antigos e ele me enviou estas palavras:

 Você começou a falar sobre a vida dos compositores nas aulas de artes na escola, nós assistimos vídeos, realizávamos seminários, teatros e outras atividades (o projeto com flautas veio depois, e no período da tarde, eu já estudava de manhã).
Nosso contato com o piano se deu na Casa dos Músicos, quando você, um dia, promoveu um passeio para os alunos do Hélio Palermo conhecerem este espaço. Cada um dos alunos ficou em uma sala da casa, eu me lembro que fiquei na sala de vídeo (o Lucas estava lá) e acho que você separou um vídeo sobre Bach pra gente assistir. Após assistir ao vídeo cada aluno tinha que elaborar um texto dizendo o que tinha entendido.
Me lembro que o vídeo falava algo sobre o sistema de afinação temperada e como Bach havia exercido influência sobre isso e tal…
Fui o primeiro a terminar o texto e corri pra te mostrar (o restante da turma ficou lá na sala quebrando a cabeça.. rsrs), quando te mostrei o texto você leu e viu que o que eu havia escrito tinha sentido com o vídeo que havia passado. Foi quando eu vi o piano na sala e perguntei se poderia tocar, você perguntou se eu sabia tocar piano, eu respondi “Sei!”, aí você me mandou sentar lá e tocar algo, não me lembro o que toquei, mas quando terminei você disse: “Puxa! Que legal! Olha, ao final da visita eu vou sortear algumas bolsas de estudo para os cursos de piano, teatro e canto, quem sabe você não ganha?!”
Pois bem, ao final o sorteio foi realizado e, EU NÃO GANHEI! kkkkkk
Mas quem ganhou a bolsa foi o Felipe, um amigo meu, que me cedeu a bolsa.
Foi aí que começamos a estudar”

Hoje, Renato ministra aulas de teclado e harmonia para alunos em todo o Brasil e também do exterior via internet, é arranjador e músico de estúdio em produções fonográficas e também como sideman, acompanhando orquestras, corais e artistas dos mais diversos segmentos.

Não há o que ele não consiga fazer quando se pede para que ele toque. O clássico que exige mais tempo e dedicação, malhação de dedos e uma série de outros conhecimentos, acredito que ele ainda vai buscar futuramente, pois é capaz de fazer aquilo que ele se determinar.

Fica minha homenagem a este músico fantástico, no seu estilo particular de apresentar a música. Se eu tiver que dizer uma palavra sobre ele diria: versatilidade!

Continue sua linda caminhada musical Renato! Deus tem um lugar reservado para você, transmitindo a beleza destes sons.

Então, coincidentemente separei Aleluia de Haendel – que certa vez um amigo alemão traduzindo nomes  para o Português me disse que Haendel quer dizer Renato! E que Beethoven quer dizer beterraba. E Steinweg – antigo nome dos pianos Steinway , que em inglês quer dizer caminho de pedra. Fomos conversando e filosofando sobre os pianos Steinway e o quanto são fortes, sonoros, resistentes, lindos, seguros em termos sonoros, procurando fazer uma alusão ao significado ‘ caminho de pedra’.

Renato: siga seu caminho musical maravilhoso com toda a minha admiração nesta pequena homenagem de hoje!

Steinway, sobrenome; Henry Steinway (1797-1871, nascido como Henrich Steinweg), fabricante de pianos americano, fundador da companhia de pianos Steinway e filhos – Alemanha - google.

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Sideman

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Sideman é um músico profissional que é contratado para se apresentar ou gravar com um grupo a qual ele não integra. É também conhecido como músico freelancer. [1][2] Sidemans geralmente se adaptam a vários estilos musicais diferentes, sendo capazes de se encaixar sem problemas em qualquer grupo em que sejam contratados para tocar.

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

O CANTO QUE VEM DA ALMA – Marina Prado

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Eu me encanto com a geração dos 25 aos 35 anos  atualmente. São pessoas muito corajosas que enfrentam seus medos, arriscam-se , sabem olhar para si, fazerem escolhas, lutarem ardentemente pela realização de seus desejos.

Vejo que as gerações tem características. A minha, foi submissa, obediente, treinada para produzir e reproduzir. Esta outra geração veio trazer novos conceitos, derrubar tabus, impor novas fórmulas que muito provavelmente a geração posterior virá mudar. Assim é a vida.

Tive a grata satisfação de conhecer através do Facebook uma cantora, professora de violão, diretora de uma escola de música chamada QUINTAL DO POETA, onde a família toda trabalha; uma pessoa que agrega pessoas ao seu trabalho a todo instante. Uma artista sensível, observadora, dinâmica, ética ( !! ) , prestativa, colaborativa, que sabe trabalhar em grupo, mais ainda: sabe compartilhar sem competir e seu jeito de ser é como uma brisa suave que vai refrescando os lugares por onde passa.

Nós nos encantamos com nossos trabalhos mútuos. Era um tal de curtir daqui e curtir dali as postagens que eu colocava e ela curtia ou vice-versa.  E começamos a trocar ideias, falarmos de dificuldades da profissão, sonhos, realizações e com isso nasceu uma parceria. A Sala Franz Liszt & Quintal do Poeta se uniram para melhor atender à comunidade. 

Foi muito interessante perceber uma pessoa com 27 anos de idade que tem os mesmos anseios que eu sempre tive: unir todos os músicos da cidade , em suas mais variadas especialidades, porque a diversidade é que faz o belo! Uma floresta com suas árvores gigantescas e seus pequenos arbustos e plantinhas rastejantes compõe o cenário do belo.

Eu trabalho com alfabetização ao piano, leitura de partituras, uma vertente da música. Ela trabalha com a criação, improvisação, com a música popular brasileira, e fomos conversando e o cenário foi compondo a paisagem da floresta. Resolvemos oferecer aos nossos alunos o que temos de melhor , eles tem um coral que meus alunos podem frequentar e eu dou aulas de História da Música Clássica para os alunos deles.  Também fizemos outra parceria com assessoria ao piano e eles me ajudam na apresentação de meu trabalho em fotos.  E muitas outras trocas ainda faremos!

Esta pessoa de voz encantadora, sensibilidade ímpar, tem uma busca incessante pelo saber, quer crescer, conhecer, experimentar, realizar sonhos, está à procura de evolução em sua carreira com uma sede que é maravilhoso observar.

Aberta ao novo ! Acolhedora!

Veja suas ideias enquanto diretora da Escola:

“ Nossa filosofia no Quintal do Poeta a cerca do empreendedorismo é:

* Dar qualidade de vida para todos que trabalham conosco e isso inclui:

- tempo para cuidar da saúde, da família e do lazer.

- salário digno que não te faça escravo.

-estar realmente feliz na função que se está desempenhando.

- crescer naturalmente como uma mangueira ... Devagar. Na medida certa.”

Então, estes jovens empreendedores de hoje em dia, com toda esta ponderação, mas também sonho, com foco, determinação, mas também equilíbrio, só me faz admirar e ter esperança numa sociedade melhor! Parabenizo seus pais, exímios artistas, que souberam dar asas para este lindo passarinho cantar maravilhosamente bem! Avante Marina ! Voe , cante, encante e seja feliz! Assim, fará feliz a todos nós!


*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.


O OLHAR DO ARTISTA

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Tive a visita de um ex-aluno , atualmente fotógrafo de primeiríssima qualidade, um grande artista e violonista autodidata com uma expressão, técnica, conhecimento e um poder de inventividade sem igual.

Veio fazer umas fotos da Sala Franz Liszt. Então, conversamos sobre a dificuldade das famílias entenderem os artistas e aqui vou pontuar algumas das dificuldades que estes seres celestiais enfrentam:

  • Música não dá dinheiro, fica perdendo tempo com isso... Sabemos que o fator sorte interfere muito nisso, pois quando um grande músico é visto por alguém de visão, logo ele está no ápice.
  • Não tem mais nada pra fazer do que ficar aí tocando? O cidadão ficou ali horas e horas e horas fazendo seus dedos se tornarem ágeis, descobrindo possibilidades, tentando se aprimorar, e as pessoas ao redor não conseguem enxergar isso.
  • Mas me diga pra que serve a música? O que vai fazer de prático com isso?  Aí , ou vi do meu querido ex-aluno o seguinte: - a música é meu bálsamo, ela que me dá condição de fazer todas as outras coisas que faço na vida, ela que me impulsiona, me apaixona, me dá vontade de viver, me torna mais criativo, me inspira, me desenvolve o cognitivo, me faz ser mais paciente, me torna observador, detalhista, me faz saber esperar, controla minha ansiedade, me dá know how para falar em público, preenche minha alma, me faz mais feliz e sendo mais feliz eu desempenho melhor qualquer função que tenha que desempenhar para meu sustento. A música me salva.

E como se não bastasse todo este arsenal de análises que fizemos numa tarde maravilhosa entre fotos e filosofias, ele diz que aprendeu algumas frases na vida: De Baden Powel por exemplo ele citou que “ o bom músico não é aquele tecnicista que toca com rapidez, mas aquele que sabe tocar uma pausa”. E falamos longamente sobre isso também.

Citou seus mestres e o que aprendeu com eles. Demonstrou gratidão à família que o ensinou muitas coisas na vida, citou frases de cada mestre e seus nomes. Como é difícil encontramos pessoas que sintam gratidão! Que tenham reconhecimento pelos ensinamentos que receberam na vida!

Num dado momento eu disse a ele: olha, tem momentos em que a gente não consegue conviver com pessoas que são dissonantes do que pensamos. Ele foi ao piano, fez um intervalo dissonante, para quem entende ele tocou duas notas juntas : do com do#  ou do com re bemol juntinhas. E depois separou-as e tocou com intervalo de nona, ou seja uma distância de nove notas entre uma e outra ( as mesmas notas, só que distanciadas) e soaram lindamente com outras notas compondo o acorde. E finalizou: juntas elas são dissonantes e feias, longe elas brilham cada uma com sua peculiaridade!

O que é um artista não é mesmo?

Uma conversa dessa vale por uma vida!

E continuou em seu olhar de fotógrafo que enxerga mínimos detalhes, pegou uma borracha com formato de tamanco e colocou-a em cima de um fá sustenido no piano. E fez aquela foto que jamais alguém que não tivesse a alma de artista conseguiria ter este olhar.

Falta à sociedade mais artistas, mais pessoas que se voltem a olhar e compreender o mundo e as pessoas. Menos acusativas e mais amorosas.

Falamos de contemplação e o quanto falta disso no mundo.

E falando sobre quem somos e as influências que recebemos na vida, ele me disse sobre o tamanho do Universo e que somos poeira e que isso é lindo.  Somos uma somatória de ‘ eus ‘, pois somos formados por todas as influências que recebemos do mundo e das pessoas, somos vários “eus” dentro de nós coletados a partir de outras pessoas, situações, fatos. E citou o professor da FACEF – Nilton, da área de Comunicação, propaganda e marketing que marcou a vida dele com esta análise.

Também disse do Prof. Clésio, também da FACEF que lhe ensinou que as pessoas são movidas ao benefício que recebem de determinado produto. Um tênis da marca X , para que serve ? Qual o diferencial deste tênis em relação ao outro , que benefícios ele te traz? Uma Ferrari, que benefícios te traz ? Um piano de cauda... e assim fomos analisando por que compramos determinadas coisas e o que elas nos trazem de benefícios que podem ser profissionais, emocionais, as mais variados.

Eu me emocionei tanto com tantas observações sobre a vida, fatos que ele contou sobre como ele é grato à sua avó e como a compreende com seus 80 anos de idade (e não tenta muda-la), que agradeci a Deus por ter no meu convívio uma pessoa de tamanha sensibilidade!

E falando de música, ele discorreu detalhadamente sobre os acordes que descobriu, como descobriu, as escalas que estudou, o que derivou disso, e aí ele suspirou e deu uma grande risada e disse: - descobri os porquês !!!  Assim como Beethoven, um inventor! Quando ele foi embora eu disse a ele : Obrigada pela tarde maravilhosa meu grande Beethoven! E ele riu... Fica minha homenagem a um artista jovem, que está entre nós, que merece reconhecimento tanto pelo seu exímio violão bem tocado como pela sua arte de fotografar!

IGOR DO VALE

LUDWIG VAN BEETHOVEN 

NOMEADA  POR ELE COMO

O íntimo do piano


Pesante em F#

IGOR DO VALE 


*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

Levantando a BANDEIRA na coluna FOFOCAS MUSICAIS

19/NOVEMBRO – Dia da BANDEIRA DO BRASIL. QUE SEJA PELA EDUCAÇÃO

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​ALFABETIZAÇÃO

Quando se entra na escola e vai participar de um processo de alfabetização, existem métodos para isso, mas todos eles vão ensinar o ABECEDÁRIO de alguma forma, seja por associação, dedução, raciocínio lógico ou qualquer metodologia que propicie ensinar a pessoa a ler.

Quando se começa a estudar um instrumento musical no aprendizado formal de alfabetização, também é o mesmo caso. Existem informações básicas que serão fornecidas para que a pessoa possa fazer o equivalente a juntar sílaba sozinha, formar uma palavra, uma frase, ler o que está escrito, fazer isso em qualquer momento de sua vida quando se deparar com estes símbolos.

Quando ensinamos uma pessoa a ler notas musicais, estamos ensinando um idioma, que depois, ela poderá utilizá-lo em várias situações.

Existe um processo de alfabetização que consiste em fornecer subsídios para que a pessoa interprete os símbolos, então ela vai aprender o significado de cada um. E isso é um processo que exige paciência, treino, observação, para quando estiver completamente alfabetizada possa  ler estes símbolos em qualquer parte do mundo porque eles vão dizer a mesma coisa:  a leitura de partituras é UNIVERSAL.

Mas o que acontece no Brasil é que as pessoas não esperam uma criança ser alfabetizada e quando ela já toca as primeiras notinhas, começam a pressionar para tocar a música do filme em cartaz, a música da novela, a música que fulano mais gosta, e assim por diante , sem esperar que seja feito o processo de alfabetização por completo. Uma ansiedade extrema em querer ver tocando e a criança se sentindo cobrada o tempo todo começa a desistir, porque está apenas juntando letras para fazer sílabas e as pessoas estão cobrando dela que forme frases em alemão, italiano, inglês, quando na verdade ainda estão entendendo o processo .

É lamentável que não se tenha informação e cultura.  Hoje em dia a pressa, o imediatismo, a cobrança por parte dos adultos, faz uma criança não querer mais continuar, o fardo é pesado. Vejo crianças orientais fazendo o processo de alfabetização com tranquilidade, passo a passo, sem que os adultos queiram exibir o quanto ela sabe antes dela realmente saber.

Chega a ser desanimador quando oferecemos um Mozart, um Beethoven, um Bach para uma criança começar a entender o raciocínio musical daqueles mestres, e ela não ouve em casa, ninguém conhece, não tem acesso e então a criança é colocada num curso de música clássica, mas ouve somente um tipo de música em casa, completamente diferente disso.  Há que se ouvir de tudo, para que se dê cultura àquela criança.  Logicamente, este ‘ de tudo ‘ não estamos falando das porcarias jogadas na mídia dizendo ser músicas, mas que na verdade são verdadeiros lixos.

ALFABETIZAÇÃO É UM PROCESSO!

Precisa de tempo para ser bem elaborado!

Hoje vejo pessoas criticando tudo,  desde a escola, os professores, as regras, a metodologia ,enfim, na frente das crianças os adultos criticam as escolas que eles mesmos escolheram para as crianças. O que esta criança pensa?  “-  Por que estou nesta escola que não presta?  Não vou obedecer ao que me pedem. Não preciso acreditar no que a professora diz.” E por aí vão as mensagens que a criança absorve sobre comentários indevidos e falta de respeito ao que eles mesmos escolheram. Crianças que querem ter amigos na escola e os pais não permitem porque podem ser influenciadas negativamente. Ficam solitárias e desenvolvem comportamentos de fuga e outros.

Alfabetização EMOCIONAL  seria este  caso. A criança está tendo oportunidade de conviver com todas as pessoas a seu redor, e édito a ela que só existe uma perfeição: o seu lar, que muitas vezes está completamente desestruturado.

ALFABETIZAÇÃO  AO PIANO

É inacreditável  o que os adultos fazem com as crianças que estão sendo alfabetizadas nos instrumentos musicais. Em nosso grupo de professores online, trocamos informações sobre a didática, como aplica-la , nossas dificuldades e facilidades. É incrível o que aparece de pais atrapalhando o desenvolvimento dos filhos. Primeiramente a falta de cultura mesmo. Não tem a menor ideia do que seja tocar um instrumento e palpitam como deve ser. Outros, levam os filhos somente para ter a aula da semana e não tem a capacidade de sentar com o filho e incentivá-lo. Outros, só querem modinha ou moda antiga ou a música que eles gostam de ouvir e que o filho aprenda logo, afinal está pagando. Estamos num estado de ignorância lastimável. Outros só criticam a todos e não observam as anotações, dizem não ter tempo. E assim estamos nós aculturados sobre como educar , aculturados sobre música, aculturados sobre todos os assuntos que exijam um pouco mais de estudo, dedicação e firmeza.

Que possamos reverter esta ignorância que está mais forte nas classes com maior poder aquisitivo, porque se ocupam em apenas gastar o dinheiro com superficialidades.

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

INTERPRETAÇÃO

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Os grandes mestres da música clássica fizeram suas composições com intenções musicais, inspirados de diversas maneiras: ou movidos pelo ardente momento histórico em que viviam, ou pelos sentimentos pessoais, ou por uma inspiração que captaram, enfim são diversos os motivos pelos quais as composições surgiram.

É importante que façamos uma análise quando formos interpretar uma música:

  • Quem é o compositor?
  • Em que época viveu?
  • O que estava acontecendo naquele período?
  • Quais são as características do período?
  • Qual a ideia principal da música?

Isso é condição primeira e básica para se pegar uma peça para interpretar, seja ela atual ou antiga. Não se pode ler notas musicais e tocar todas elas como se digitasse um teclado de computador , apertasse um pedal e fosse tocando tudo da mesma maneira sem caracterizar ou respeitar a intenção do  compositor. Além de ser um desrespeito à ideia, é como desconstruir a cultura.

E quanto mais pudermos deixar nossa ferramenta (mãos) bem afiada , melhor será a interpretação. Dedos que não obedecem, prejudicam a interpretação e então se faz como pode, de qualquer jeito e fica aquela interpretação que chamo de meia – boca. Vamos digitar o teclado do piano.

Seja piano, teclado, violão, violino ou qualquer instrumento, há que se ter um mínimo de conhecimento e de desenvoltura para transmitira a ideia musical. Digitadores de pianos estão entrando no mercado da música fazendo a música comercial. Digitam algumas partituras e algumas pessoas  não sabem e não conhecem algo melhor, acreditam que aquilo é sensacional e é um talento incrível.

Vamos fazer um paralelo nos lembrando daquela moça que cantava a música We Are The World – imitando mais ou menos o som do inglês que ela ouvia , mas estava tudo errado, o som se parecia com a música, mas a letra era aquele desastre. É a mesma coisa ... o som soa como notas de um piano mas a interpretação do que se quer dizer ... é nada. Digitação.

Então, como pudemos ouvir ... e tem outras versões lindas também, o que é incrível é como as pessoas sustentam este tipo de manifestação dita como artística.

Coitado do nosso povo! Coitada da moça que não sabia cantar corretamente e gostava da música!

Coitado do Brasil que é chacota lá fora por causa dessas coisas...

Coitado do brasileiro que não tem EDUCAÇÃO DIGNA!

Vamos estudar! Só isso.

Bom Domingo a todos!


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“O VALOR AMOR” ATRAVÉS DA MÚSICA

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Hoje vou transcrever trechos  de uma carta que enviei para uma pessoa que admiro muito, falando sobre Educação.

Sobre Valores Humanos!

A competição desenfreada, os egos exacerbados e as pessoas mirando o que o outro está fazendo querendo  ser melhor. PESSOAS ESTÃO SENDO FORMADAS PARA ' ANIQUILAR ' O PODER DO OUTRO.

Fazer algo por mero STATUS, ou para mostrar que tem um diferencial melhor que o outro . ISSO SERIA NORMAL se não fosse tão agressivo. O sol nasceu para todos.

Pessoas sendo formadas para ' aniquilar ' o talento do outro ???

Fiz um curso de um semestre numa Escola Indiana  em Ribeirão Preto que se firma em 5 valores para trabalhar qualquer conteúdo pedagogicamente:

NÃO VIOLÊNCIA

AMOR 

RETIDÃO

PAZ

VERDADE

Em todas as aulas, disciplinas, atividades, tem que ter pelo menos UM destes valores a serem trabalhados.

O projeto de FLAUTA DOCE no Estado só funcionou e tivemos 6.000 flautistas em 2005, porque junto com as aulas de flauta tínhamos sempre uma historinha trabalhando um dos valores acima e sempre o valor ‘ AMOR ‘  está sendo vivenciado através da música.

No Colégio Objetivo  trabalhei as biografias dos músicos e a tarefa era : O QUE ELE TEVE DE BOM PARA ME INSPIRAR . Geralmente foi perseverança. E o sinal entre as aulas era cada mês as músicas de um compositor. Era gratificante passar pelo corredor e ver os alunos comentando sobre Bach, Villa-Lobos, Beethoven num tom de : você viu ? esse cara fazia tal coisa ...

Acredito muito neste projeto indiano.  Eu estava afastada do Estado, queria largar tudo quando fui fazer este curso em 2004.  De repente senti que  precisava voltar e praticar estas ações para que tenhamos uma sociedade mais respeitosa e feliz. PRIMEIRO O CURSO É PARA O PROFESSOR PRATICAR EM SI MESMO.

Na verdade a SOCIEDADE PEDE SOCORRO. E eu acredito NA EDUCAÇÃO, NA PEDAGOGIA e no poder de transformação com VALORES !

A prepotência que está sendo incutida nos alunos, tem feito seres humanos excludentes, egoístas, solitários, ambiciosos, frios, competitivos...

Outro dia  ouvi de uma criança algo que me preocupou muito :  “eu não gosto de fazer trabalhos em grupo e nem gosto de alunos burros”.

Os professores em geral pedem socorro ! 

A sociedade está muito doente. É uma doença contagiosa, se não nos reservarmos a analisar, meditar e transformar, estaremos todos da mesma maneira , sendo os robôs destruidores do “ outro “  neste jogo da vida !

Nesta escola indiana, o valor AMOR em todas as aulas é despertado nos alunos através da música ( música de qualidade vibracional) , cantando ou tocando ou ouvindo. São necessários apenas 5 minutos para ativar este sentimento.

Que levem música para a sala de aula ! MAIS AMOR POR FAVOR !


EDUCAÇÃO ATRAVÉS DO INSTRUMENTO MUSICAL

APONTAR AS FALHAS INCOMODA !

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Quando um estudante de música entra numa escola para aprender um instrumento, ele terá aulas particulares com o professor do instrumento.  Este professor observa este aluno , sua conduta, seus costumes, suas mãos no instrumento, seu emocional ao tocar , sua rotina de estudo em casa, sua forma de ler e interpretar, etc , e vai orientando este ano qual é o melhor caminho a seguir. Um educador musical precisa educar o estudante para que ele tenha uma boa performance.

Qual é o papel do educador ? – educar!

Qual é o papel do pedagogo ? orientar os estudos , descobrir onde existem lacunas na forma de aprender e apreender e corrigir, orientar aluno e família para que o resultado seja satisfatório.

Qual o papel do professor de instrumento? Além de alfabetizar este aluno, vai lhe ensinar tudo o que envolve o fato de se tocar um instrumento, observando desde o comportamento emocional como as dificuldades ou facilidades físicas que o aluno tenha.

Neste momento, há que se considerar : existe confiança neste educador para que transmita ao aluno tudo o que acredita ser necessário para que ele atinja uma boa performance e obtenha o melhor do curso ? Se for uma criança, os pais precisam conhecer antes a DIDÁTICA deste professor e como ele trabalha, numa entrevista e também lendo algo sobre ele. Por este motivo escrevi dois livros sobre o estudo de piano – autoconhecimento numa didática para a vida. Se concordarem com a forma como trabalho, vamos em frente. Mas antes peço que leiam os dois livros para poderem conhecer como funciona o trabalho.

Mas as pessoas tem o hábito de leitura? Algumas pessoas não leem e depois se sentem surpreendidas quando vamos corrigir hábitos de estudo em casa ou formas de estudar, ou a falta de estudo porque depende da rotina de adultos. Os adultos comandam a casa. E querem resultados das crianças mas muitas vezes não perceberam que as crianças precisam de hábitos e rotina de estudo para um instrumento.

Estudar um instrumento musical é compromisso de treino. Sem isso, é apenas um faz-de-conta que se estuda para se ter o prazer de dizer que é matriculado num curso de um instrumento musical. E fica implícito que os pais investem na criança. Esta é a ideia que algumas pessoas tem do estudo de qualquer instrumento musical.  Mas ele vai além.

Estudar um instrumento é preciso que se tenha amor no coração. Amor pelo instrumento, amor pelo aprendizado, amor pelo que chega de novo na alfabetização, amor ao que se faz.  Este amor se desperta com disciplina e rotina.

É preciso que se tenha RESPEITO. Respeito pelo inventor do método o qual se está utilizando, ou os métodos, ou peças ou seja qual metodologia. Há que se compreender que alguém inventou algumas formas de estudar que são boas para um aprendizado mais consistente. Não se pode ficar o tempo todo questionando os grandes mestres e as heranças que deixaram para um bom estudo.

E os mestres atuais, que são os professores, são vistos como ‘ incômodos’ na educação dos filhos , porque ‘ apontam falhas’.  E ninguém gosta de ver as falhas apontadas. Então começa-se a maledicência sobre o professor : tal professor não serve por isso, outro professor não serve por aquilo, aquele tal abraça demais, o outro abraça de menos, um enxerga além e vê que o problema não é cognitivo , mas emocional, este está incomodando porque não deveria falar nada disso. Ora, então os filhos quando são levados ao médico, ou ao dentista ou à academia de ginástica, ao fisioterapeuta, tem que estar submetidos ao que os pais determinam que seja feito com as crianças? Ou se confia ou não se confia no profissional.

Fato é que APONTAR AS FALHAS NA EDUCAÇÃO sempre incomoda. Muitas vezes os pais não conseguem enxergar que estão prejudicando por agirem desta ou daquela forma.

E a pior forma dos pais agirem é dizer aos filhos : O PROFESSOR É RUIM, O PROFESSOR NÃO SABE TAL COISA, O PROFESSOR TEM ESTE OU AQUELE DEFEITO ... Uma criança já perde o encanto. Matou no ninho a chance de se construir o aprendizado de forma alegre e compartilhada.

A falta de respeito com o professor é assustadora . Não somente com o professor. Outro dia ouvi uma pessoa dizer: não deixo a empregada preparar o café das crianças porque eu é que sei. E fiquei imaginando estas crianças dependentes desta pessoa ... até quando? A criança cresce ouvindo: este país não presta, as pessoas não se respeitam, o varredor de rua não faz seu serviço direito, o bancário não atende bem, e passa a ‘ MOSTRAR O MUNDO ‘ para as crianças como o pior lugar para se viver onde não se pode confiar em ninguém, nenhuma pessoa é capaz em seu trabalho, nenhuma escola é boa, e por aí vão tecendo os comentários mais negativos e as pobres crianças crescem achando que estão no lugar errado, com pessoas erradas, fazendo coisas sem sentido porque afinal ninguém sabe ensinar a elas . Muito menos terão amigos porque são todos inadequados para terem amizade com estas crianças.

E ai daquele que enxergar uma falha nesta educação e tiver a ousadia de lhes apontar para ajudar estes seres! Será massacrado!

Lá se foi a oportunidade de ser criança ! Inocente ! Feliz ! Acreditando! Experimentando! Confiando ! Evoluindo !


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22 DE OUTUBRO FRANZ LISZT

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Aos 22 de Outubro de 1811, nascia Ferencz Liszt – na Hungria, mais precisamente em Doborjan, um vilarejo onde morava a Família Liszt que trabalhava nas terras dos Estherhazy .

Francisco Liszt – traduzindo seu  primeiro nome para o português, era uma criança curiosa, gostava de fazer experiências e numa dessas aventuras quase explodiu a casa certa vez.

Os pais, Adam e Anna, tinham somente este filho. Trabalhavam como administradores das terras do príncipe.

Adam, o pai de Franz , era músico e começou a alfabetizar o menino na música. Quando percebeu sua facilidade em aprender, pediu para o príncipe uma carta de recomendação, vendeu tudo o que era seu e a família se mudou para a Áustria – Viena.

Corria a notícia de que tinha um professor de técnica em Viena, que estava formando muitos músicos e ajudando-os em suas performances. Era Carl Czerny ( 1791 – 1857). Carl Czerny foi um pianista, compositor e professor austríaco que teve entre seus professores de música, Clementi, Hummel, Salieri 

DOBORJAN-  CASA ONDE NASCEU LISZT.

Seus pais alugaram um quarto numa pensão onde colocaram também um piano para o menino estudar. E ali ficaram enquanto Czerny dava aulas ao menino Liszt.

Com 16 anos de idade ele foi para Paris, tentar se matricular no Conservatório de Paris, mas não foi aceito por ser estrangeiro. A frustração foi enorme e naquele momento ele se decidiu a estudar cada vez mais procurando grandes mestres e se tornar o melhor no que fazia. Conseguiu.

Mas não foi somente esta frustração que ele teve que enfrentar ainda jovem. Com 18 anos, lecionando piano nas casas de famílias abastadas, se apaixonou por uma de suas alunas, mas o pai dela não permitiu o namoro por ele ser músico e não ser uma profissão que ofereça tranquilidade financeira. Grande engano deste senhor, pois Liszt  ganhou muito dinheiro com suas composições e concertos. Ficou rico e realizado pois se tornou o maior pianista da História da Música e o compositor que teve a obra mais diversificada de todos. 

Nunca se casou, mas teve duas companheiras por longo tempo. A primeira lhe deu 3 filhos, a segunda comungou com ele a música no seu mais pleno sentido de comunhão.

Aos 50 anos de idade se tornou abade, pois seus relacionamentos não chegaram a se concretizar em casamento. Como era um homem místico e religioso, sentiu-se bem no convento em Roma.

Morreu aos 74 anos de idade de pneumonia.

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DIA DO MESTRE Quinze de Outubro

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Um dia reservado para nos lembrar que tivemos mestres em nossas vidas ! Quem foram, o que fizeram, como nos influenciaram, o que trouxemos de cada um deles...

Mas a vida de mestre não é nada fácil. Pessoas querem moldá-los a seu próprio gosto e prazer de que ele seja quem elas gostariam.
Uma pessoa deseja que você seja fria como o azul
A outra te pede para ser quente como a cor amarela
Outra diz que prefere que você seja concreto como o marrom
E o outro diz que você tem que ser sóbrio como o preto
E a outra acha que você tem que brilhar como o branco
E assim... mesmo que tenhamos todas as cores dentro de nós e cada hora possamos emitir uma delas, a escolha deve ser nossa!
Que as pessoas PAREM DE DITAR NORMAS e CRÍTICAS sobre os professores!
O MESTRE escolheu esta profissão porque dentro dele tem algo chamado MISSÃO.
O mestre se prepara, estuda, estuda, estuda e nunca mais vai parar de estudar. MERECE RESPEITO. MERECE CREDIBILIDADE . MERECE ADMIRAÇÃO por estar oferecendo sua vida para ajudar na formação dos filhos de outras pessoas, seja na História, na Geografia , no be a ba ou no piano ou qualquer outro instrumento musical.
Reverência aos orientais e europeus que colocam o Mestre como seu aliado na caminhada e o respeito exalando dignidade !
Temos que ter muita paciência com julgamentos estapafúrdios. A era do achismo. Respeito aos Mestres! Eles estudam para exercer sua profissão! Vocês... nós... todos os mestres temos o dever de sermos quem somos e não o que os outros ditam que sejamos. O mestre é um escolhido por Deus. ( mestre por vocação) .


Teve alguém mais criticado que Mozart?

O pai, o arcebispo, a realeza, todos queriam ditar a ele o que deveria fazer. Hoje ele é nosso mestre ! Naquela época ele exercia a maestria da composição.

Ele nos deixa o legado da OUSADIA!

Ser quem somos ! Quando nos desviamos de nossos propósitos, perdemos o objetivo de vida e vivemos como fantoches guiados por mãos alheias.

Brincando de dizer uma frase sobre cada mestre da música

BACH – o perpetuador da partitura

CZERNY – o pai da técnica

CHOPIN -  O símbolo do Romantismo

LISZT – o inventor do século XIX

BRAHMS –  o conservador

E tantos mas tantos mestres que nos deixaram EXEMPLOS e acima de tudo seguiram seus propósitos de vida !

VIVA O MESTRE !

QUE SEJAM TODOS LEMBRADOS NO 15 DE OUTUBRO COMO TRANSFORMADORES !

Um dia fizemos um tributo a eles .

E que façamos para todo o sempre para todos os mestres que a humanidade teve, tem e ainda terá !

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

O USO, ABUSO, DESUSO E MAU USO DA MÚSICA

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​O Brasil tem seus consagrados compositores  de música clássica, mas inegavelmente se projeta com MPB pelo mundo afora e aqui também.

É preciso dar as mãos entre o popular e o clássico porque a música de qualidade está em vários estilos. A música comercial já não visa levar uma mensagem ou um som que atinja a alma da pessoa, ela apenas quer o sucesso, vender , tocar de maneira massificadora, ser usada de maneira indevida.

Outro dia eu estava na sala de espera de uma escola de música observando uma criança com uma folha nas mãos super empolgada contando para um rapaz que acabara de chegar , que ela sabia todos os instrumentos de uma orquestra. Pegou o desenho, foi falando para ele todos os instrumentos. O rapaz, um tanto quanto insensível disse ao menino :- “não entendo nada de orquestra. Eu quero saber é de tocar violão e ir pras quebradas pegar umas mulheres.” Nem vou me referir às mulheres da forma como ele disse porque foi ofensiva.  E assustadoramente ele continuou dando conselhos àquele menino, uma criança de uns 9 anos mais ou menos: - olha , você aprenda tocar violão porque sai na frente de um monte de cara pra pegar as ‘ mulheres’ , mas não pegue uma só não, é pra pegar várias. Ano que vem quero aprender a dançar porque sai mais na frente ainda de quem toca, pega mais ‘ mulheres’.

É um contraste absurdo quando penso nas pessoas que tiveram aula no Masterclass na Alemanha e Suiça e ouvir um brasileiro dando um conselho desse para uma criança. Os alunos de música na Europa, Ásia, buscam a música para preencher suas almas, buscam o som que os satisfaça, buscam aperfeiçoamento técnico,  aprimoramento de percepções, de interpretações para transmitirem melhor a mensagem que a música clássica pede.

É chocante ver um rapaz de seus 28 anos mais ou menos induzir uma criança a estudar música para ‘ pegar mulheres’, e de uma forma brutesca, incentivando a usá-las. Foi chocante.  Deixo um recado hoje implorando para que parem de sexualizar as músicas, os crimes passionais estão aumentando, o desrespeito à mulher e às crianças. E isso  tudo se deve grande parte AO SOM PROPAGADO ... porque a música cura, mas ela também adoece a alma e o corpo.

Leia DAVID TAME – O PODER OCULTO DA MÚSICA – quando ele descreve que o imperador da China mandava seu músico para apaziguar os conflitos de determinadas regiões.

Socorro ! Vamos selecionar o que estamos ouvindo porque os crimes passionais vão piorar se continuarmos a vibrar somente sexo, e usar pessoas !

O USO DA MÚSICA QUE EMITE QUALIDADE VIBRACIONAL CURA.

O ABUSO NAS LETRAS OFENSIVAS AGRIDE E ADOECE A SOCIEDADE.

O DESUSO DA MÚSICA CLÁSSICA QUE EDIFICA E PURIFICA AMBIENTES  ESTÁ MOSTRANDO OS RESULTADOS SOCIAIS.

E O MAU USO DA MÚSICA ESTÁ TRANSFORMANDO PESSOAS EM OBJETOS.

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.