Preciosidades do tempo

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Franz Liszt – o bruxo do piano.

Hoje em especial deixo para vocês o link de um seriado em Húngaro feito em 1982 , sobre a vida de Franz Liszt ( 1811 – 1886 ). Dia 31 de Julho fará 219 anos da morte deste compositor, enterrado em Bayreuth – Alemanha. Neste mês de Julho estaremos trazendo fatos sobre a vida dele.

Infelizmente não temos dublagem nem como legendar mas as imagens são lindíssimas e as músicas também.

Deliciem-se! 16 capítulos

  

São 16 capítulos de mais ou menos meia hora cada.

E se alguém conseguir uma tradução ou legenda por favor entre em contato comigo . Obrigada!

FLUÊNCIA NA MÚSICA E NA VIDA

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Esta semana tenho conversado com várias pessoas com dificuldade de terem fluência na vida... ACEITAÇÃO.

O primeiro passo para adquirirmos fluência na música é ACEITAR o que é proposto pela música, pelo compositor, pela partitura, enfim, a música está ali para ser tocada e que possamos aceita-la, entende-la , interpretá-la, decodifica-la e enfim podermos transmitir o que ela nos pede.

Assim, na vida. Estamos numa pandemia, e muitas pessoas teimam em querer viver como antigamente, agirem como antigamente, terem a vida ‘ normal’ de antigamente. Mas o normal mudou.

Para quem conhece uma partitura, pode perceber, por exemplo, que de repente no meio da música a tonalidade muda, os acidentes da armadura de clave são outros, o dedilhado mudou, pede-se que cruzem uma mão por cima da outra e assim vários indicativos de que é assim para aquela melodia. Foi assim que o compositor a fez. 

Ano passado tive uma aluna que já formada em piano veio fazer um resgate do piano pois estava com saudades de tocar. Mas ainda arraigada ao modo antigo, queria tocar peças virtuosísticas, porque aprendeu que isso era que trazia aplausos e tinha valor enquanto estudante. Quando lhe ofereci uma melodia linda de Chopin, pequena, profunda, reflexiva, ela estranhou e disse: agora estou velha e tenho que tocar essas coisinhas? Chopin! Então, abri o youtube e mostrei a ela um grande pianista tocando aquela música num concerto, curtinha, fácil, porém profunda. Um momento de Chopin.

O que temos para hoje? É a pandemia, é ficar em casa quem puder, é cuidar do outro e de si mesmo com todos os cuidados aconselhados, mas alguns ainda teimam em desobedecer, em invadir, em contaminar outras pessoas e correr riscos porque querem a todo custo viverem no passado.

É difícil aceitar o presente imposto assim a toque de caixa como foi este vírus. Mas é o que temos: lidar com o desafio. 

Quando minha mãe com 83 anos foi internada no hospital para operar um câncer de intestino descoberto tardiamente e já avançado, abriram e fecharam porque não havia mais solução. Com isso, orei. Pedi a Deus que nos desse a compreensão sobre o destino dela e o nosso e fiquei mentalizando um hospital com um atendimento caloroso, que tivesse um jardim, muitas flores, que tivessem cores nas paredes, que todos fossem alegres e acolhedores, os tratamentos fossem naturais, com plantas... E um amigo me disse na época: “mesmo em momento de tamanho sofrimento você cria outra situação”. Acho que aprendi com Tich Nhat Hahn em seu livro Meditação andando, quando ele pede para que façamos caminhadas sobre o asfalto mentalizando que pisamos em gramas e flores ao redor. Isso pode transformar o mundo.

A RESISTÊNCIA ao novo, ao que é proposto, nos faz sofrer mais ainda, traz ansiedade, conflitos, endurecimento, e pedimos a todo instante: ‘ quero minha vida de antigamente’ e este antigamente pode ter sido há 3 meses apenas.

No canal que abri no youtube com o projeto Alfabetizando na Quarentena, sugiro atividades para as crianças  ‘ em casa ‘ utilizando os materiais que possuem à mão. É o que temos para o momento e precisamos aprender a lidar com isso. Sucatas, materiais simples, pode-se alfabetizar em música brincando, fazendo jogos e nos divertindo.

Mas há uma enorme resistência familiar e percebo isso quando recebo e-mails dizendo: - não tenho tempo pra essas coisinhas que tem que fazer para as crianças. Estas ‘ cosinhas ‘ são conhecimentos através de brincadeiras e jogos tão prazerosos para se brincar e aprender em família!

Quando um aluno pede para estudar determinada música ( e sempre peço que escolham algo do seu gosto) e se deparam com dificuldades a serem transpostas, logo querem fazer acontecer da noite para o dia, pular indicações que são pedidas na partitura, enfim, dar um jeitinho de fazer um som ali sem respeitar a composição. É uma resistência enorme em descobrir, entender, compreender, aceitar e depois interpretar.

Como estamos deficientes em interpretação!!! 

Como estamos deficientes em aceitação!!!

Como estamos deficientes em paciência!!!

Como estamos deficientes em compreensão!!!

E por aí vamos percebemos no que nos tornamos enquanto seres humanos: máquinas. E já dizia Chaplin: “Não sois máquinas, homens é o que sois”.

Quando a Pandemia se instalou também fiquei resistente, pois passei a vida sonhando em montar uma Sala de Aula de música, que pudesse inspirar os alunos, gastei o que eu não tinha para construir este local acolhedor, construí um lavabo tirando uma parte do meu quarto, com porta externa, comprei materiais incessantemente, livros e mais livros, partituras e mais partituras, fiz a sala mais acolhedora para se aprender música clássica, remetendo ao clima do século XIX. Numa das paredes fiz uma plotagem de uma janela de um museu de música da Alemanha, ficou lindo e inspirador.

De repente, a pandemia me tirou o chão. Comecei a elaborar soluções para trazer os alunos de volta para esta sala, mudei posição do piano, para que mantivesse distância ideal, pensei numa parede de vidro entre os pianos, enfim fiquei dias perdendo tempo em querer trazer de volta o que era antes. Mas tudo mudou. 

Fui para o piano e comecei a tocar, ler NOVAS partituras e como que se o recado viesse instantaneamente em meu cérebro: o novo está aí. Agora será assim. Foi então que comecei a ACEITAR. Depois que aceitei, planejei aulas online, vi as imensas oportunidades de desenvolvimento com este contato online, tanto para mim como para os alunos, elenquei os pontos positivos que vou deixar aqui para vocês, e consegui enxergar o novo jeito, a proposta de mudança. Quando aceitamos, enxergamos o lado bom. E quando enxergamos o lado bom, conseguimos avançar e deixar a resistência de lado.

Veja acima: temos cruzamento de mãos, 3 pautas para duas mãos, tem o pianíssimo que diga-se de passagem é muito difícil fazer, tem uma indicação de ‘ a tempo ‘  , ou seja- voltando ao andamento, e tantas mas tantas outras observações para se interpretar uma partitura, que forçosamente transferimos isso para a vida, pois o recado é subliminar, mas eficiente: ADAPTE-SE !  TENHA FLUÊNCIA! Não resista. Saiba interpretar. 

É isso amigos.

E viva o estudo através de uma partitura! Que bênção que foi para mim!

O piano faz isso comigo: ajuda-me a transpor, transcender, aceitar, acalmar, decodificar, interpretar e seguir em frente. Hoje, percebo que o estudo de piano traz os recados subliminares para a vida. Lendo a partitura, aceitando suas mudanças repentinas, decodificando símbolos sem cessar, transfiro isso para a vida. E assim, chega a FLUÊNCIA, na música e na vida!

Pontos positivos das aulas online:

- ganha-se o tempo de trânsito ou preparar-se para a aula que para alguns chega a quase uma hora entre preparar-se e chegar ao local.

-o aluno está no seu instrumento e estudou a semana inteira nele, tem maior domínio e não estranha o piano da professora

- a professora analisa vários detalhes corporais como: postura, posição da banqueta, altura, posição das mãos, e auxilia o aluno a estudar melhor em casa. Este ponto é sensacional ! Conserta-se muita coisa observando isso.

- Observa-se a iluminação que tem na partitura, se está ideal, se as condições do ambiente estão favoráveis ao estudo ( pouca movimentação, temperatura, etc)

- O aluno já tendo o domínio do peso das teclas, pois cada piano responde de uma forma, mostra uma interpretação melhor pois está ' em casa ' com seu instrumento.

- A família pode observar as orientações dadas pelo professor(a) e entender como funciona uma aula de piano, porque até então, o aluno entrava na aula e o processo de aprendizagem ficava solitário. Agora a família pode acompanhar.

- O aluno está à vontade em casa, confortável, às vezes descalço, de pijama, tendo aula... isso lhe dá uma liberdade maior de expressão.

- O aluno precisa estudar mais, pesquisar mais, se envolver mais com seu instrumento, gravar-se tocando ... e isso é outro avanço na maturidade dos estudos...

- e por aí vão, para cada um algo de positivo diferente...

Vamos em frente ! ABRAÇAR O NOVO ! ELE ESTÁ SENDO MUITO POSITIVO , EM ASPECTOS ANTES NUNCA VISTOS.

NO COMPASSO DO TEMPO

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Binário

Ternário

Quaternário

E tantos outros compassos de tempo...

Marchar, valsar ou sentir e badalar os sinos do tempo?

Deixo a reflexão sobre o TEMPO, que pode ser o tempo da música, o compasso a ser obedecido com suas variações de ‘ rubato’ (roubado) ou simplesmente valsado conforme a música.

Quando estudamos música, analisamos uma composição ali escrita e nos encaixamos naquele TEMPO, interpretamos de acordo com aquele tempo, seja ele o tempo métrico ou o tempo em que foi composta...

Sempre estamos atrás de nos encaixarmos no tempo ou fazermos tudo a nosso tempo.

Mas o tempo nada mais é do que uma medida porque se formos analisar ‘ a tempo’ , vemos que ele pode nem existir.

Tempo é questão de preferência.

Tempo é obedecer a métrica.

Tempo é dar tempo ao tempo.

Tempo é estar ‘ em tempo’ atuando na vida.

Estamos no tempo de reflexão, um tanto quanto isolados e ao mesmo ‘ tempo ‘ libertos para nos conectarmos numa outra forma de compasso do tempo.

Em outros tempos não tínhamos tempo.

Em tempos atuais o tempo nos sobra.

O que fazemos do tempo é escolha nossa.

Mas uma coisa é certa: o tempo não volta.

https://www.facebook.com/jacobjpetry/videos/386351...      

Aproveito e deixo este link abaixo, que me impressionou muito sobre 26 anos ( um bom tempo ) que uma trabalhadora tem uma barraca ... e algo inacreditável aconteceu porque uma pessoa usou o seu ‘ tempo ‘ para 

Interferir na vida dela, no COMPASSO DO TEMPO!

https://www.facebook.com/ThalesLuzofficial/videos/...                                                  

QUAL O NOSSO LEGADO?

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Esta pergunta tem se feito presente em meus dias e noites, nos amanheceres e entardeceres... 

E sem julgamento algum começo a perceber que para cada pessoa existe uma prioridade, para si, para sua família ou para a comunidade e tudo tem o seu imenso valor.

Alguns correm para amenizar a fome dos que não tem onde recorrer.

Outros lutam para ter uma política mais justa.

Outros bravamente lutam para se curarem de alguma doença e outros para não adquirirem nenhuma.

E volto a dizer aquela frase sempre presente em minha vida: a grama e o coqueiro desempenham seus papéis e nenhum é melhor que o outro.

A grama que se alastra e se estende para acolher os pés cansados são tão benéficas quanto o coqueiro que oferece seus frutos ou sombra, depende da necessidade de quem os procura.

Em minhas reflexões venho pontuando quem sou eu e o que posso deixar para as pessoas, qual foi meu papel neste mundo ou qual ainda será e por quanto tempo...

Os profissionais da saúde que enfrentam duramente o campo de batalha ao covid, os lixeiros que recolhem nossos lixos, os estabelecimentos que nos fornecem alimentos, os agricultores que plantam, os que todos os dias vão às ruas socorrer os famintos com doações, os professores que bravamente estão preparando atividades para os alunos que, ‘ EM CASA’ exaustos e sem paciência esperam pelo momento de reverem seus colegas, escola e professores, o músico que faz suas lives tanto para sobreviver como para que chegue aos lares o som que vai abraçar as almas aflitas...

E são tantos humanos em diferentes funções, todas elas importantes para a evolução do nosso querido planeta Terra. Os que buscam melhorar a si próprios para com isso reverberarem a melhora ao seu redor...

Nunca se viu tantas doações de diversas modalidades pela internet... A humanidade percebeu que correr atrás do status, do dinheiro, da posição social, não valem mais nada.

Mas ainda existem os que insistem em manterem o status quo da vida que viviam antes, e estes também não podem ser julgados, pois cada ser humano está no lugar onde deve estar, tudo perfeitamente arquitetado pelo Criador.

Hoje vi um vídeo, dos vários que já assisti no canal ‘ Afinal o que somos nós’  que venho compartilhar com vocês a parte 2. Quem depois se interessar poderá acessar a parte 1 de uma EQM, ou duas EQMs pelas quais passou esta pessoa que faz o relato :

        

São muitas as reflexões.

Encontrei meu legado profissional, que se manifestou aos 14 anos de idade: ensinar partitura para as pessoas. Depois, que aprenderem a ler, terão mais uma ferramenta para seguirem escolhendo seus gêneros musicais preferidos, sua performance, se desenvolvendo de várias formas. O meu papel sempre foi SEMEAR.

Alguns são encarregados de arar a terra, outros de adubá-la, outros de plantarem a sementes, outros de fazerem a colheita, alguns outros de distribuírem e assim por diante. Neste processo longo que é a vida, percebi que sou quem semeia.

Deixo esta pequena reflexão, porque na nossa pequenina tarefa, esteja talvez nossa maior missão, encontrar a simplicidade do que somos e viemos fazer.

Alfabetizando na Quarentena

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Olá amigos!

Vamos detalhar um pouco mais o que é este Projeto Alfabetizando na Quarentena que consiste em 60 vídeos sobre uma Alfabetização Musical.

Primeiramente estava me incomodando desde Março quando publiquei um vídeo no Face book pedindo para ‘ SALVAREM AS CRIANÇAS’ neste isolamento que está difícil para todos, mas para elas, temo que percam a esperança.

Depois, com o passar dos dias, pessoas começaram a me ligar pedindo aulas de piano presenciais para crianças e mesmo para adultos porque não aguentavam mais ficar dentro de casa. Como estamos todos em quarentena, não posso abrir as portas para aulas ao vivo e a cores, então surgiu a ideia de ajudar as crianças e mães/pais/avós desesperados vendo as crianças com estresse, caindo cabelo, tristes, mudando seus comportamentos espontâneos para atitudes retraídas e medrosas.

Isso está doendo dentro de mim, pois também estou privada de ver minha netinha querida, mas me coloco no lugar dessas crianças, de todas as crianças que neste momento estão coladas numa tela de computador ou ociosas, ou perdidas dentro de casa sem saber o que fazer.

Os pais ou avós foram pegos de surpresa de repente porque tem que aprender a ALFABETIZAR ou fazer tarefas de casa com eles, lidar com informática e tantas outras novidades decorrentes disso.

E fiquei me perguntando: - o que posso fazer para amenizar esta situação de alguma forma? Chorei pensando nestes pequeninos e imaginando-os pós-pandemia se estariam com estas sequelas de medo para sempre, de perdas e reclusão. Foi então que a resposta para minha pergunta veio: - sou Pedagoga Musical, alfabetizo crianças, ensino a raciocinar, tenho técnicas de PNL, gosto demais de ensinar, e estou na quarentena também, no grupo de risco. Posso ajudar com o que sei fazer. Agora, basta me inteirar sobre internet, gravações, etc. E resolvi me atirar mesmo sem muito conhecimento na área da tecnologia, mas com um gigante amor e o chamado para acudir esta geração que está sofrendo e devolverá todos estes sentimentos no futuro, porque é assim que acontece.


E amadoristicamente resolvi iniciar. Mas por quê? Para ninguém pensar que precisa de muita coisa para aprender. O SIMPLES muitas vezes é o que funciona.   Para que as pessoas possam aprender com os materiais que já possuem em casa e que o aprender não depende de tantos objetos, mas sim da criatividade e do querer. Jesus ensinava escrevendo na areia.

Resolvi iniciar com caneta, régua, folha de sulfite e muita vontade de ensinar este idioma UNIVERSAL que é a leitura de partituras.

Estou utilizando recursos que as pessoas têm em casa, somente o piano ou um teclado que pode faltar em algumas casas, mas quem está procurando diversão, atividade musical, provavelmente terá um tecladinho nem que seja de brinquedo. A proposta é lidar com o que se tem. Estou utilizando papelão para fazer jogos, retalhos de E.V.A., tudo o que tenho ‘ em casa ‘ sem precisar sair para comprar nada. Este é um dos objetivos. Criar, reaproveitar!

O outro objetivo é ensinar aos pais que estão com dificuldade nas tarefas, algumas atividades que podem ajudar a criança a se concentrar. O mais importante é ter paciência e tempo, e na questão de tempo é o que nos foi oferecido pelo COVID 19. E inicialmente ficamos perdidos sem saber o que fazer, como se tivessem nos tirado o chão ( e de fato tirou) e não sabíamos o que fazer ou onde pisar e ficamos esperando tudo passar para que logo voltássemos ao normal. Não vai voltar mais como era antes, isso já está claro. Então, a pergunta é : o que podemos fazer para o SOCIAL, para oferecer à sociedade, para que possamos passar por isso mais unidos e fortalecidos?

A minha parte descobri, graças a Deus e comecei a realizar , que é o Projeto Alfabetizando na Quarentena. 

Atividades de 1 a 5 minutos, reflexões, jogos, para que o adulto se sente no chão com a criança e brinque. Ao mesmo tempo em que brincam, estão aprendendo um novo idioma. Este idioma me levou para a Alemanha sem que eu soubesse falar alemão mas me comuniquei pela partitura.

Vamos mudar a realidade brasileira? É ousadia? Não é... Quando queremos de verdade, algo acontece. E sonho que se sonha junto se torna realidade. Quero muito que o BRASIL utilize a música nas suas mais variadas  ‘ utilidades’ , e despertando para o conhecimento da PARTITURA, pelo menos estaremos chegando perto de países de primeiro mundo. Venha! Vamos juntos nesta empreitada musical , nesta empreitada de dar ESPERANÇA, ALEGRIA E FELICIDADE ÀS CRIANÇAS!

Inscreva-se neste canal:

https://www.youtube.com/channel/UCw9D8bk68j8Sm3zn3c89yrg


QUANDO SERÁ?

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Quando será que o mundo vai despertar?

Quando será que as pessoas passarão a desfrutar dos ensinamentos de Pitágoras?

Quando será que as descobertas dos antigos serão enfim colocadas em prática?

Quando será que a MÚSICA terá a finalidade de cura como nos antigos tempos?

Quando será que as pessoas vão entender o que é FREQUÊNCIA?

Quando será que a vibração do SOM poderá ser remédio?

Quando?

Quando será que descobrirão que o pensamento é onda?

Quando será que vão usufruir do que nos deixou Beethoven, Mozart, Liszt, Brahms, Bach e tantos outros, mas tantos e tantos que estiveram neste planeta e deixaram estes clássicos que nunca mais se viu nada igual?

Quando será que entenderão que estes músicos missionários vieram para deixar uma obra que não é somente para deleite, mas para cura, para equilíbrio, para promover a paz?

Ôh! meu Deus! Quando será?

Deixo para vocês o link de um pesquisador dos efeitos da música em asilos e o que ela promove na memória dos desmemoriados e dementes. A prova está neste vídeo...

Quando será que poderão utilizar desta Medicina do Som?


68º. Dia de Lives musicais incríveis

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Acredito que nunca tivemos tantas oportunidades de assistir músicos com tamanho gabarito, no conforto de nossas casas como estamos tendo agora.

O que me chama a atenção é que os palcos do mundo inteiro foram fechados. Grandes salas de concertos, Teatros magníficos, Anfiteatros exuberantes agendados com os melhores instrumentistas da nossa era, fechados!

Quando quero pensar em reclamar do meu mundinho que mudou, olho pra fora e vejo o que aconteceu com todos eles. De repente, grandes maestros que dedicaram sua vida inteira à música, à regência, ao estudo de um instrumento musical, agora não podem reger, porque todos estão Em Casa!

Os grandes shows sempre encontram uma saída, a música popular se reinventa de uma forma ou de outra, todos estamos passando por dificuldades, é claro, mas pense em quem dependia do palco, exclusivamente do palco...

Fico imaginando a Sala São Paulo, onde eu gostaria de estar todos os dias bebendo de tudo o que apresentam naquele lugar maravilhoso... Fechada!

Vi um post de uma organizadora de Concertos, que tem uma agência na Suiça, lamentando o cancelamento de um super evento revelando um talento ímpar por estes dias. Foi o lugar onde fiz um excelente e inesquecível curso de verão, em Samedan, Alpes Suíços. Tudo completamente fechado. Quanta tristeza meu Deus! E ao mesmo tempo quanta mudança!

Os mestres daquele local começaram a estudar músicas novas e postando no Facebook, hummm que presente! O que antes era para alguns poucos, agora é para todos. Não existe divisão. Os que quiserem tem acesso. Só não tem se não quiserem, porque está ali para todos! Se antes, fazíamos um enorme esforço para frequentar estes cursos pela distância, pelo gasto, por todas as dificuldades, de idioma, etc agora estão ali grande parte dos momentos vividos neles. Então, agora não se pode dizer: - como você tem sorte de poder assistir a estes concertos! Não. Primeiro que não foi sorte, foi desprendimento, economia, viver por muito tempo com o básico do básico para poder ir, desapego dassimples e pequenas mordomias por muito tempo. Segundo, que agora está para todos. Não se tem desculpas mais que não pode ir por este ou aquele motivo. Está para todos. É só buscar. Está ali na preciosa internet que nos traz tudo nas mãos.

Em Franca, as lives maravilhosas que temos visto de músicos talentosíssimos, os quais confesso, eu nem conhecia. Também não vê quem não quer. Anúncio de 3,4,5 lives por semana de todos os gêneros musicais, grupos fantásticos, solos fantásticos, músicos que agora podem ser vistos. Mais uma vez digo: não há desculpas. Não vê quem não quer.

E no youtube, a quantidade de músicos que resolveram repartir seu talento postando vídeos os mais variados nesta quarentena... Muito obrigada a todos que se dispuseram a fazer isso por nós, que presos em casa podemos ainda degustar desse carinho para a alma e os ouvidos!

Isso, sem contar os inúmeros vídeos antigos que o pessoal começou a buscar e postar: Tom Jobim, Elis, e tantos outros maravilhosos da década de 70, 80. Muita coisa boa de verdade!

Veja este do último sábado de Tunico Magno:

https://www.facebook.com/matheuserosaria/videos/998963453833812/

Agora esta gravação do youtube de Beto Eliezer, que cabe tão bem a reflexão para este momento COVID 19, numa interpretação tão linda:


E ainda esta , no Instagram, da Hochschule für Musik Franz Liszt onde tive a grande oportunidade de fazer curso por 3 vezes:

https://www.instagram.com/p/CAM62K5A-eR/?igshid=jl2qernd31eu&fbclid=IwAR3l5PCBgBHWv9BADL2cCUQYNHJLFp3OS6qs3ksRjsXfnQIvn6c962vy-eg

Quem procura, acha! Procure e vai encontrar preciosidades, verdadeiras jóias no mundo digital !

Boa escuta!

LIBERDADE!

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Em dias de total confinamento, eu por exemplo estou há 65 dias completamente confinada, aguardando, esperando, refletindo, lendo, me atualizando, vendo lives, notícias e tentando separar fakes de realidade, fazendo cursos de aprimoramento pessoal, leitura facial, técnicas de relaxamento, autoconhecimento, estudando sobre frequências sonoras e por aí vai...

E então, depois de estudar, estudar, estudar, ler e ler muito, me faço a pergunta: o que mais me incomoda em tudo isso? E chego a uma simples resposta: - a falta de liberdade!

Liberdade para sair de casa normalmente! Que preciosidade que não dávamos valor!

Liberdade para conversar com uma pessoa sem máscara, sem medo! Antes, tínhamos medo das máscaras emocionais e tentávamos decifrar se havia mentira na conversa através de ‘ máscaras’ comportamentais. Hoje as máscaras ajudam a esconder mais.

Liberdade para ir ao Supermercado, Farmácia, Varejão, fazer caminhada, ir à casa de alguém, direito de ir e vir...

Liberdade para pensar o que quiser e poder falar sem que atirem pedras, acusações e impropérios, quando tentamos apaziguar. Não se pode mais querer a paz porque se é taxado de que ‘ está em cima do muro’, não tem opinião, não se posiciona. Enfim, tem que entrar com armas na guerra e sair atirando. Perdeu-se a LIBERDADE de analisar, ponderar, esperar, mesmo porque não temos nem a caneta nas mãos para decidir, nem conhecimento suficiente de Medicina( aliás até os médicos estão perdidos) , para podermos nos ‘ posicionar’.

Liberdade para sermos o que somos: um país livre! Um país laico!

E neste emaranhado de sentimentos, sensações, opiniões, esta guerra pelo poder que começa lá em cima e vai se disseminando pelas redes sociais porque todos querem opinar e terem razão, e se há discordância começa uma verdadeira chuva de ofensas.

QUE POSSAMOS TER NOSSA LIBERDADE DE VOLTA, MESMO DENTRO DE CASA, MESMO OBEDECENDO ÀS REGRAS, MAS QUE A LIBERDADE DE PENSAMENTO IMPERE.

E por falar em imperar, vejo claramente a máxima do Império Romano nos dias atuais: DIVIDIR PARA IMPERAR !

Deixo aqui o nosso Hino da Proclamação da República com o intuito de lançarmos a reflexão sobreliberdade!

EM CASA :

Hino da Proclamação da República

Música de Leopoldo Miguez

Letra de Medeiros e Albuquerque

Seja um pálio de luz desdobrado
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!

Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis

Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro
Brilha, ovante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou neste audaz pavilhão!

Mensageiro de paz, paz queremos
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra, nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado
Sobre as púrpuras régias de pé

Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade

Dá que ouçamos tua voz!

A MÚSICA E O COVID

O que não te contaram

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Vou tentar resumir alguns relatos de acontecimentos durante a quarentena do COVID-19 e a música, o estudo de um instrumento e as reações das pessoas.

Primeiramente houve um desespero geral dos músicos. E agora? Tiraram meu palco! Realmente foi apavorante para quem contava com aquele dinheiro do couver artístico ou da apresentação no barzinho uma vez ou duas na semana para quitar suas contas. Nesse desespero alguns agiram mais rápido, outros tentaram digerir o que estava acontecendo para poder agir, outros saíram desesperados querendo mostrar sua música, outros silenciaram e aguardaram o recado do momento para isso, outros saíram oferecendo aulas de instrumentos os mais variados, de performances, de ‘ milagres’ na música... Foi uma corrida insana para ganhar R$29,90 por mês para formar uma turma online e ganhar um dinheiro.

As pessoas se preocupam com o vendedor de picolé, mas certa vez um vendedor de picolé disse que conseguia tirar mais de um salário mínimo por mês e ainda fazia caminhada exercitando e passeava pela cidade e conhecia muitas pessoas e o ritmo da cidade, onde tinham crianças que ele buzinaria mais, onde tinham os fregueses certos que ele passaria e buzinaria até ouvirem, enfim... É um vendedor ambulante. E tendo que parar de vender, não ganharia seu salário mínimo mensal ou menos ou mais.

E o músico?

Não poderia sair tocando nas ruas porque é preciso alvará para fazer isso.

Não poderia cobrar para as pessoas ouvirem sua performance online.

Como ele faria? Então, viu-se uma chuva, eu diria tempestade de aulas online prometendo o céu para as pessoas aprenderem a tocar um instrumento. Inicialmente fiquei penalizada ao ver o desespero, depois achei bacana porque descobriram o valor do professor e muitas pessoas poderiam aprender um instrumento online das formas mais variadas possíveis. Mas depois veio a preocupação: o barato sai caro. Alguns sem formação, improvisando aulas, oferecendo preço baixíssimo, mas também qualidade baixíssima, didática nenhuma. Mas o povo sabe disso? Como saber se o que está oferecendo tem qualidade ou não?Isso NÃO TE CONTARAM.

Vi num post um comentário sobre o assunto, dizendo que isso vai ter uma repercussão muito negativa nas pessoas daqui 3 meses porque estarão detonadas, sem conhecimento, perceberão que foram enganadas e não saberão quase nada. Outra pessoa ainda disse: - o pior é pensarem que estão sabendo alguma coisa e começarem a ensinar outras da mesma forma. E ainda: - ah deixem eles estragarem bem as pessoas que foram atrás de preço, depois eles vem procurar a gente e consertamos os estragos, mas pra isso o preço justo.

Olha, o quanto é sério o desespero pelo dinheiro! De repente não existe ética, não existe compromisso educacional, nem moral. Existe o salve-se quem puder.

Ótimos músicos também foram para internet dar aulas. Verdadeiros ícones da música clássica dando aulas online porque seus concertos foram cancelados. Poxa... se eles terão paciência com pessoas que não estudam eu não sei, mas que é uma honra estudar com estes ícones, isso é.

Por falar em quem não estuda, o COVID escancarou o comportamento do brasileiro e talvez até de outros países também. A preguiça. Pelo amor de Deus, como o brasileiro inventa desculpas porque‘ não deu tempo ‘ de estudar. O que não falta agora é tempo. Mas o brasileiro tem sempre uma desculpa esfarrapada em geral, mentirinhas que não colam sobre porquê não deu tempo de estudar. Mas existem os que agarraram a oportunidade chamada TEMPO e lascaram de estudar, cada vídeo maravilhoso postado na internet de alunos iniciantes, intermediários e avançados tocando, lendo, começando uma música, tocando partes, dividindo com todos os seus momentos de estudo. Isso dá uma esperança no futuro sem tamanho!

Vi os pianos em vários locais numa casa, mas no geral estava no quarto, bem num cantinho, geralmente com uma pilha de livros ou métodos do lado e seu canto de estudos reservado como se fosse a escrivaninha. Parabéns brasileiros! Gostei de ver, como se fosse ao Japão onde o pessoal não tem espaço e encaixam um piano no quarto e fazem ali um local de estudos super aconchegante!

E nisso, passeando pela internet, vendo a CHAMADA DO COVID para aproveitar o tempo para ler, para estudar, para se enriquecerem em cultura, conhecimentos, desenvolvimento pessoal, ainda vemos pessoas exibindobebidas caras, ou mesmo baratas, mas se exibindo das mais variadas formas. Ei... O chaqualhão do COVID não funcionou?  Superficialidades já eram. Estamos no momento do que é ESSENCIAL! Se para uns é essencial exibir uma bebida, para outros falta o remédio, muitas vezes a água. Outro dia, um amigo de Fortaleza, músico, estava com receio de sair à rua pela situação caótica que estão vivendo lá, mas tinha que pagar a conta de água, porque não perdoam e cortam. Ainda bem que aqui no Estado de SP isso não está ocorrendo pelo menos nos 3 meses de quarentena.

Quem está indo à internet para VENDER sua imagem, ou VENDER produtos, está sendo deselegante, abusivo, inconveniente, num momento em que milhares de pessoas perderam seus empregos. Uma foto exposta também na internet de uma moça na calçada fazendo bijuterias e artesanatos e com uma placa: TROCO ARTESANATO POR COMIDA, ao lado do supermercado.

Onde estão as pessoas que ainda não acordaram para a solidariedade? Ou pelo menos pelo respeito á dor alheia?  Ainda bem que o COVID chegou e deu um basta no exibicionismo de corpos, de vaidades diversas, de superficialidades sem fim, porque a humanidade perdeu o sentido de EVOLUIR.  Era somente o agora pelo agora, o botox, os adereços e mais adereços, as futilidades e mais futilidades. A morte bateu à porta de todos.

Alguns ainda não acordaram. Continua em suas redomas exibindo o luxo, o conforto, a felicidade aparente. E pergunto: para quem? Por que ofendem os infelizes? O mundo mudou.

Voltando à MÚSICA E O COVID... As músicas das sacadas nos prédios, os músicos solitários tocando em suas varandas para os vizinhos, a banda militar de Curitiba que saiu às ruas com distanciamento de 2 metros entre os músicos e tocando para a população curitibana, foi lindo de ver, uns 8 policiais desfilando na rua com seus metais e tocando suavemente para o povo da cidade!

Observem que a música acalenta, acolhe, acaricia cura, ameniza dores, distrai do caos e se bem escolhida, emana as frequências divinas para todos. Harmoniza ambiente!

Tem lugares no Oriente onde uma vez ao ano todos vão às ruas cantar músicas previamente selecionadas para purificarem o ar! Acreditam?

Você já descobriu o que a música na época do COVID pode fazer por você?

https://www.facebook.com/watch/?v=3387035587996970


UM REPENTE PARA O IDOSO

Dedico a meus pais que já se foram

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”Chegou a minha hora, a minha vez

De descansar na pandemia

Eu que sustento a família toda

Agora faço economia”

Idoso que dá lugar ao jovem

Pra vida dele salvar

Faz isso todos os dias

Quando sai pra trabalhar

O idoso merece cuidados

E o COVID vem alertar

Cuide de quem você ama

Antes que ele possa faltar

Essa doença intrigante

De malvada não tem nada

Mais parece alerta divino

Do que praga encomendada

Hoje falo do idoso

Porque enfim ele foi visto

Não como um encosto

Mas a quem deve ser ouvido

Idoso médico do Amazonas

Um do interior de São Paulo

Outro do Mato Grosso

Conselhos não param de dar

Brasil que encostava o idoso

Agora tem que reverenciar

Conselhos dos mais antigos

Vem agora nos salvar

Idoso apareceu de monte

Implorando pra trabalhar

O que precisava era jovem

Querendo lhe amparar

Idoso da loja de móveis

Na cidade do Guarujá

Abre as portas pra faxina

E encontra a multa já já

Já trabalhamos muito

Pra este país melhorar

Passemos a bola adiante

Pra juventude consertar

O Japão com seus idosos

Não teve desespero

Com disciplina e amor

Do idoso fizeram zelo

A história do idoso

Que muito já viveu

Passou por guerras e lutas

E ainda sobreviveu

Poucos deles tinham chance

De contarem sua história

Espero que de agora em diante

Isso fique na memória

Os que mais salvam este país

São os sexagenários

Que arregaçam as mangas

E enfrentam qualquer cenário

Respeito, amor, cuidados,

Isso já foi proclamado

Que a história nunca se esqueça

Do idoso tão dedicado