Degradação da música e de um povo

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Quando ouço pessoas gritando sons de desabafo, tristeza, melancolia, ódio, vingança, ameaças veladas, desavenças as mais variadas...

Quando ouço pessoas 'cantando' sem nem saber respirar nas frases, se vendendo na mídia e aquilo fica ecoando nas casas insistentemente, hipnotizando as pessoas...

Quando ouço a pobreza de composições que não saem dos dois ou três acordes e ficam martelando aquilo de forma viciosa ao cérebro...

Me pergunto o que está acontecendo...

Onde estamos? O que estamos ouvindo?

Por que tantos crimes passionais?

Se a música é uma hipnose e ela tem emitido estes sons negativos, as pessoas estão hipnotizadas e saem cometendo atrocidades.

Já dizia Beethoven :“A música é uma hipnose, ninguém pode se ver livre dela”.

No livro O PODER OCULTO DA MÚSICA, de David Tame, ele descreve como o imperador da China resolvia os conflitos em determinada região: enviava músicos para verificarem os sons que estavam sendo emitidos e consertarem a vibração através da música.

O recado hoje é curto, sério, reflexivo:

- Que tipo de música estamos ouvindo e sendo hipnotizados por ela?


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AS PESSOAS ACORDARAM!

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Vejo um Brasil com brasileiros mais conscientes das necessidades do país!

Vejo seres humanos buscando melhoria intelectual, bem-estar físico e emocional.

Parece que o terceiro milênio está se manifestando agora com a nova proposta de conduta.

Não tenho mais horários online , muito menos presenciais. Só consigo atender alguma pessoa, quando outra falta, ou quando alguém tem algum tipo de problema que não consegue mais frequentar as aulas.

Existe uma nova consciência, ou uma consciência que está sendo RECUPERADA, quando houve na Educação familiar a ‘ obrigatoriedade ‘ de se oferecer a um filho o estudo de um instrumento musical.

Aquela história de que a luz no fim do túnel estaria chegando , é verdadeira .. Estamos caminhando para sair da escuridão e vermos a luz. Digo isso, pois sinto no meu trabalho, através das prioridades que as pessoas dão para seus projetos de vida. A música está entre os primeiros lugares e não mais uma roupa de marca, um sapato caro, um carro do ano, um gasto supérfluo. A ficha caiu para muitos. Ainda existem aqueles deslumbrados com o TER em detrimento do SER.Mas acredito que a NOVA CONSCIÊNCIA CHEGOU para muitos, chegou para quem se abriu e buscou.

Não quero falar de política e discutir o sexo dos anjos. Para mim, a mudança está em cada um, em seu âmbito particular e individual.Isso sim muda um país e o mundo. Mudanças individuais de respeito, conduta, consciência, EDUCAÇÃO, HONESTIDADE.

Quando lemos uma partitura, são tantos os detalhes que alguns alunos se perguntam se vão se lembrar disso tudo na hora de executar. Então a resposta é : faça o pequeno e alcance o grande.Estude dia a dia as pequenas coisas e logo, sem perceber, estará com um repertório vasto.

Isso reverbera na vida . A pessoa que tem paciência de se sentar e destrinchar os segredos de uma partitura e decodifica-os transformando-os em sons, vai colocando em seu cérebro, informações de como se adquire um novo hábito! Ninguém pode ter a ideia de como será uma música senão descobri-la por inteiro tocando-a. Imagine que não se tem a música gravada, não há quem a tenha tocado ainda e está ali uma partitura, que precisa ser “desbravada”, para depois conhecer o exato som daquela proposta.

Assim, na política... conhecer a biografia por inteiro.




Não é um público inculto que vai julgar as artes, mas são as Artes que mostram a cultura de um povo". Heitor Villa-Lobos

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Ainda sobre afinadores de piano

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Esta semana recebi a visita do DOUTOR PIANO, representante da fábrica ESSENFELDER que reabriu a todo vapor em Curitiba.

Com um carro todo estampado com muito bom gosto, as atividades do Dr. Piano, eles viajam pelo Brasil.

E minha felicidade foi muito grande ao ver que eles estão atendendo cada vez mais pianos, a fábrica reabriu em Curitiba, mais pessoas estudando piano neste nosso país, descobriram a utilidade e o quanto é prazeroso!

Experimentaram meus 3 pianos, fizeram suas avaliações, e a melhor notícia é que vão também fazer a experiência com o 432 Hz para sentirem de perto, afinando um de seus pianos e observando os resultados. Sim, experimentar é o caminho! Gostaram do som dos meus pianos, se sentiram bem na Sala Franz Liszt e ficamos muito empolgados em sairmos das redes sociais para a vida real!

Hoje deixo apenas esta notícia de que HÁ ESPERANÇA para a EDUCAÇÃO NESTE PAÍS, pelo menos a Educação Musical melhora a cada dia!

Viva !

Vamos desenvolver Habilidades e Competências através do estudo de piano!

Gratidão a este casal super simpático, ético, que não se nega a pesquisar, conhecer e principalmente desfrutar de uma amizade sincera e de um som diferente que traz harmonia, paz, tranquilidade e por que não, a cura!


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OS DESAFIOS DOS MESTRES DA MÚSICA

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Aqui pensando em Johann Sebastian BACH – que perdeu a visão, passou por cirurgias sem anestesia e de nada adiantou.

Bach que deixou um legado para todos os que vieram depois dele...

Beethoven que ficou surdo e compôs a 9ª Sinfonia estando completamente surdo...

E de Chopin que sobreviveucom tuberculose , mais tempo do que os de sua época...

Schubert que enfrentou uma sífilis naqueles tempos que não tinha remédio e morreu tão cedo...

Schumannque por causa da sífilis enlouqueceu... mas no hospício continuou compondo.

Neste momentos reavaliamos a missão, as dificuldades, a força interior, a luta por um ideal e o quanto tudo para eles foi penoso...

Seria isto um recado à humanidade?

Seria isto um exemplo de superação e força?

Ao mesmo tempo me solidarizo com eles na indignação de terem que enfrentar tamanhas dificuldades em suas missões de salvar a humanidade com suas composições...

A ansiedade de ver o tempo passando e esperar os caprichos do destino e seus desafios... Questiono sobre a Justiça... E me culpo por questionar isso também.

Um pouco de escuta musical para hoje. Reflexões e pedidos a Deus para que a humanidade receba a misericórdia divina !


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RESGATANDO OS BONS HÁBITOS - QUANTOS PROFESSORES DE PIANO TEM EM FRANCA?

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Nesta semana é aniversário de morte de Franz Liszt – dia 31 de Julho. O grande pianista e compositor do século XIX. Então vamos iniciar um resgate histórico da cidade de Franca contando as histórias dos pianos que existem na cidade. Contamos com todos vocês contribuindo com fotos e a história de algum piano que você conheça, ou o seu próprio piano ou se um dia teve um.

Conversando com um amigo hoje, estávamos comentando sobre a quantidade de professores de piano e as diversas metodologias.

Posso informar aos leitores que temos pelo menos 27 professores que eu tenha conhecimento que lecionam piano. Devem existir muito mais se considerarmos os professores de teclado.

Mas de piano acústico consegui elencar 27 profissionais em Franca. Região também tem bastante.

Isso acaba vindo ao meu conhecimento porque muitos professores compraram meus livros e dou assessoria online, e alguns professores me procuram para fazer aperfeiçoamento com aula presencial.

Fico muito feliz que o PIANO esteja entrando nas casas cada dia mais. Sempre tenho notícias de alguém acabou de comprar um piano, me perguntam sobre afinador, ou me procuram para aulas ou me contam que tem aulas com esta ou aquela professora.

Aproveito para homenagear os profissionais que cada dia mais se dedicam à afinação de pianos. Em Franca temos o Clayton que domina o mercado com excelência.

Em São Paulo temos vários e cada dia aparecem mais afinadores. Existe um grupo numa página do Facebook só de afinadores de piano e cada dia aumentam mais os profissionais nesta área.

A família Aronne em São Paulo, está cada dia mais se aperfeiçoando e seguindo o exemplo do pai, Giovanni Aronne, o melhor afinador da América do Sul segundo a Folha de São Paulo há alguns anos. 

Ribeirão Preto tem 3 lojas de pianos que me conste oficialmente. E vários afinadores.

Em Porto Alegre tem o Person Losekan e colaboradores.

Em Curitiba o Dr. Piano. E a novidade maior: REABRIU A FÁBRICA DOS PIANOS ESSENFELDER EM CURITIBA. Sinal que há procura.

Se entramos no Facebook e procurarmos por AFINADOR DE PIANO, VAMOS VER A QUANTIDADE .. E todos estão muito ocupados, com agenda cheia.

Isso é uma excelente notícia, de que nosso povo está sabendo valorizar o que é bom.

Resgatando o que é bom. O som puro de um piano acústico. Tenho bastante procura para aulas para adultos, especialmente professores. Formando lista de espera para 2019.

Isso vem comprovar como está crescendo o interesse das pessoas pelo instrumento, pelo estudo da música, por um desenvolvimento pessoal através do estudo do piano.

Vou citar os nomes de professores em Franca:

Alcione, Carolina, Célia, Denis, Jane, Joice, Juliana, Levi, Lisiane, Lúcia, Maísa, Maria Angela, Marlene, Marisa, Marina, Margarida, Marilene, Maria Inês, M.Helena, Renato, Priscila, Priscila 2, Renata, Renatinha, Rosemeire, Telma, Valéria.

A todos estes meus colegas e outros que agora não me ocorrem, desejo que continuem cada vez mais fazendo os pianos soarem nesta cidade e que a vibração seja cada vez maior.

Esta cidade é mesmo uma cidade musical!

Não conheço uma cidade do tamanho de Franca que possua tantas escolas de música como aqui, tantos professores particulares de piano como aqui e de outros instrumentos também. Tenho certeza que dos 27 nomes que consegui elencar, ainda faltam outros tantos, que deve chegar ao dobro disso.

Lutherias temos algumas em Franca também. E cada dia alguém se interessa por esta profissão e monta seu canto de trabalho.

FRANCA É UMA CIDADE MUSICAL. A sua história já conta isso.

Deixo uma pergunta aos leitores:

Quantos pianos temos em Franca?

Mande a foto de seu piano! Pode ser para o email: [email protected]. Acredito que será uma ótima pesquisa! Conte a história do seu piano, a quem pertenceu, quantos anos ele tem, etc. Vamos fazer este levantamento?

https://www.facebook.com/Pianos-da-cidade-de-Franca-suas-Hist%C3%B3rias-316771735794308/?notif_id=1535592428000760¬if_t=page_fan

https://www.facebook.com/rapsodiaassessorias/?modal=admin_todo_tour


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ESCOLHAS

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https://www.facebook.com/mariaangela.pires/videos/2033916416639277/

Estamos no ano das escolhas...

Escolha política...

Escolhas pessoais...

Escolhas...

E nestas escolhas, incluo as escolhas musicais.

Escolhas educacionais...

Escolhas culturais...

No Grupo de Apoio à Didática do Piano que formamos como troca didática e assessorias, estivemos conversando sobre escolhas esta semana.

E compartilho com esta coluna de FOFOCAS MUSICAIS, a vida particular de cada professor de piano em seus afazeres. Vejam esta realidade:

  • Não ter faxineira – vários motivos: dinheiro, cuidados com o piano que muitas não tem, encontrar pessoa de confiança...
  • Não pagar convênio médico -devido aos valores que estão os convênios, o professor não tem mais condição de pagar um convênio médico.
  • Quando tem carro, não dá pra pagar seguro do próprio carro.
  • Instituto de beleza nem pensar devido aos preços. Então se tinge cabelo aos domingos em casa, aprende-se a fazer a própria unha, cortar o próprio cabelo.
  • Adota-se um terninho de aeromoça ou uniforme da escola de música ou se cria um, para estar sempre apresentável.
  • Lava e passa a roupa em casa mesmo.
  • Tira um sábado para feira , supermercado, varejão- isso quando não tem trabalho no sábado, tocar em casamento, festividades de igreja, etc.
  • Lazer é coisa de um passado distante. Restaurantes, viagens, concertos ou qualquer outra atividade de lazer está cortado.

O professor escolhe, no lugar destes gastos, comprar livros, materiais diversificados, fazer cursos, mandar afinar o piano, ter disponível um ambiente que exige sempre um investimento, ar condicionado, boa iluminação, materiais de papelaria, impressora, xerox, notebook, videoteca, TV, DVD, água mineral,etc, etc etc.

Estou apenas relatando o que é comum a todos os profs do grupo. Alguns ainda têm outros diferenciais.

Então o professor escolhe a QUALIDADE DE ENSINO EM GERAL E O APRIMORAMENTO PESSOAL , deixando de lado aquela série de necessidades .

E os pais das crianças?

-quantos pais matriculam seus filhos num curso de piano ou qualquer instrumento musical ?

-os que matriculam, quantos persistem e entendem como parte da formação integral?

ESCOLHAS...

Mais uma vez falamos de escolhas.

No facebook recentemente publicaram um bilhetinho que dizia mais ou menos assim: - se você dormiu tarde e mesmo assim acordou cedo pra trabalhar, cuidado, podem dizer que você tem sorte quando tiver êxito.

Nas escolhas de hoje selecionamos alguns vídeos que espero façam a diferença em suas vidas.

https://www.facebook.com/theviolinchannel/videos/2047791208628177/UzpfSTEwMDAwMDYyODE0ODE1NzoyMDQwMDg1ODY2MDIyMzMy/

https://www.facebook.com/duartedanza/videos/1469941606435026/UzpfSTEwMDAwMDYyODE0ODE1NzoyMDQwMTA0MjI2MDIwNDk2/

https://www.facebook.com/mariaangela.pires/posts/2039591332738452?notif_id=1534951069883808¬if_t=feedback_reaction_generic

https://www.facebook.com/BeethovenNBeyond/videos/221052818476990/UzpfSTEwMDAwMDYyODE0ODE1NzoyMDM3NDgxOTM5NjE2MDU4/

https://www.facebook.com/mariaangela.pires

E por último quero comentar este vídeo acima... que me parece mais comum do que imaginamos.

Hoje eu estava numa fila de espera do IAMSPE e uma mãe com celular o tempo todo e duas crianças, uma de uns 2 anos e outro menino de uns 6 anos.A mãe encarregava o menino de olhar a irmãzinha que o tempo todo vinha perto de mim brincar.

E de repente chega outra mãe com duas crianças também muito pequenas e ela no celular... e a criança chorando e pedindo atenção. Provavelmente estava doente, pois estava ali num plantão médico.

ESCOLHAS...

Que geração teremos no futuro?

PAIS GRUDADOS NUMA MÁQUINA E SE ESQUECENDO DO PEQUENO SER QUE ESTÁ ALI IMPLORANDO SUA ATENÇÃO...

Isso é triste demais!

Amigos...gostaria que pudéssemos mudar esta escolha do celular...


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PNL & PIANO PIANO & TERAPIA PIANO & PIANO

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Bom dia pessoal!

Questionam-me de novo sobre o UNIVERSO tão vasto do estudo do piano e a quem ele atinge, porquê atinge, como atinge, para que serve, quais os resultados, como atingir o resultado , etc. Enfim, vamos tentar elencar em tópicos resumidos , para uma reflexão:

1.Programação Neuro-Linguística & Piano -Sim, descobrimos esta ferramenta essencial para estudar piano , produzir em menos tempo o resultado, focados nas técnicas corretas. E não tem fórmula. Para cada pessoa uma necessidade diferente. Crenças limitantes, cada um tem as suas que precisam ser trabalhadas. Além da mudança de pensamento, existem as músicas e exercícios que atingem o âmago de cada ser para que haja um melhor resultado, mais rápido, eficiente e que possa reverberar em suas vidas , comportamentos, relacionamentos, trabalho, lazer e ocorrer uma nova PROGRAMAÇÃO. Para isso, o treino é fundamental, para que durante o mesmo se possa INCORPORAR a nova conduta e ela possa se expandir em todo o ser. Não há necessidade de quantidade mas de qualidade de estudo.



2. TERAPIA - o piano funciona como terapia? Claro que sim, mas não é como muitas pessoas pensam: “a professora de piano vai ouvir meus problemas e me ajudar”. Não é assim. Professor de piano é professor de piano. O que ocorre é que durante o estudo e as aulas vão aparecendo dificuldades e facilidades tanto motoras como emocionais que vão mostrando o que precisa ser trabalhado com aquela pessoa para que ela tenha um bom resultado ao piano. Quando se trabalha uma dificuldade ao piano, ela vai desaparecendo e a pessoa não tem mais dentro dela aquele entrave, por isso reverbera em sua vida, comportamento, relacionamentos, trabalho, enfim... A terapia é feita utilizando METODOLOGIA para tocar o piano. Não é feita de conversas entre professor e aluno. Quando existe essa necessidade é preciso procurar ajuda de um profissional que seja capacitado para isso, um psicólogo por exemplo, que vá ajudar a pessoa a organizar–se emocionalmente. Mas no caso TERAPIA & PIANO é preciso cautela do aluno ao buscar no professor um terapeuta. E também cabe ao professor não aceitar este título (muitas vezes nos envolvemos porque nos compadecemos e nos afeiçoamos ao aluno). Então, haver um policiamento para que o professor trabalhe as dificuldades da pessoa através de músicas para serem tocadas e vencidos os desafios, ou técnicas apropriadas para tal.

3. PIANO & PIANO – tão somente pensar no estudo de piano como desenvolvimento musical, técnico, interpretativo, de expressão, para se tornar um(a) pianista. O foco estará numa programação densa, geralmente utilizada em conservatórios, para que o aluno tenha uma formação completa, profissionalizante, e faça disso a sua profissão nas mais variadas vertentes: sendo pianista ou professor ou em qualquer área musical que possa atuar utilizando os conhecimentos que obteve no curso. Quando me formei em piano, recebi um certificado do MEC com habilitação em TEORIA MUSICAL. HISTÓRIA DA MÚSICA, PERCEPÇÃO, SOLFEJO, PEDAGOGIA, FOLCLORE, ORFEÃO, e outras matérias complementares, além do PIANO, é claro.


Aqui fazemos breves relatos e comentários. Para entrarmos neste assunto que é um UNIVERSO, o qual ainda não elencamos tópicos como terapia ocupacional e outros, é preciso que haja um grande tempo para uma conversa mais abrangente. Espero ter respondido algumas perguntas por aqui, mediante a minha visão ou maneira de pensar que adquiri até agora. Como a vida é uma constante transformação, estou aberta para adquirir novos conhecimentos a respeito. BOA SEMANA A TODOS!   

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Relação professor de música x aluno

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Recentemente pude dar consultoria para uma professora de piano de Goiás, ela me contava um caso que muitos dos professores já comentaram em relatos e eu mesma já senti na pele como aluna e depois como professora.

Tenho percebido que o estudo de piano mexe tanto com a pessoa em vários níveis psicológicos , tanto como autoconhecimento, como questionamento interior, como descoberta de potencialidades, e isso vai se tornando tão intenso, que os relatos são que com anos e anos de terapia alguns alunos não conseguiram atingir o nível de observação pessoal que é proporcionado com o estudo de piano.

O relato da professora de Goiás resumidamente é assim:

- “Tenho uma aluna de 17 anos de idade, que começou a estudar piano comigo faz 2 anos. Como todo adolescente ou toda pessoa neste mundo, ela tem problemas de convivência familiar com um irmão e com uma tia. Então se apegou ao estudo de piano proporcionado pelo tio, pois o pai dela não mora mais com eles. Conforme ela foi descobrindo que poderia realizar o sonho que não lhe foi permitido quando criança pois não tinham condições financeiras, ela foi se apegando mais e mais às aulas e consequentemente a mim, sua professora. E começou a me contar suas angústias, seus medos, os problemas familiares, e me disse que eu estava salvando a vida dela. Uma menina muito bonita e disposta a conquistar o mundo, foi chamada para ser modelo de uma grande loja que estava chegando na cidade. Aceitou, pegou todo o dinheiro que ganhou e comprou um piano. Isso criou uma certa animosidade em família porque a mãe dela sentiu ciúmes do piano , das aulas e demonstrava isso claramente. E além disso não se conformava que a filha tivesse pego seu primeiro ganho monetário e investisse tudo num piano. Com isso, a mãe começou a fazer restrições ,deixar que a filha se tornasse cada vez mais dependente dela e impedindo-a de fazer mais fotos, desestimulando-a como podia. A menina chegava nas aulas de piano e algumas vezes chorava, não conseguia tocar, porque não tinha estudado porque teve outros afazeres determinados pela mãe, não conseguia estudar porque o cansaço lhe tomava conta e assim, tentava mas a luta era desigual. Ela fará 18 anos em breve e almeja a sua liberdade e independência. Como professora, dei-lhe força e coragem para seguir seus sonhos, conquistar o mundo que ela queria, principalmente porque ela chegava na aula e me contava fatos que me colocavam em xeque como se eu mesma me perguntasse: - como posso ajuda-la? Tenho que fazer alguma coisa...”

E assim o relato continuou, conversamos por telefone mais de duas horas.

Isso me remeteu a meus estudos de piano e posteriormente à minha relação com meus alunos e hoje, após ter feito Constelação Sistêmica, à minha análise totalmente diferente, um tanto quanto fria, a respeito de tudo.

Com relação a mim, perdi meu pai quando estava no último ano do estudo de piano. A paixão dele era me ver tocar e sonhava em me dar um carro de formatura. Ele faleceu em Fevereiro daquele ano. Era o 11º ano que eu cursava piano. Antigamente tínhamos 2 preliminares e depois 9 anos obrigatórios.Minha professora de piano na época tomou conta de mim, pois minha tristeza era tanta que em Agosto daquele ano eu abandonei o curso de piano. Minha mãe não suportava o som do piano em casa, estava deprimida, e eu não tinha como estudar. Foi quando me deram uma chave de uma sala no conservatório que seria só minha, para que eu pudesse estudar aquele restinho de ano e participar da formatura.Minha professora era uma deusa pra mim, eu fazia tudo por ela, comprei um carro e eu a levava para todos os lugares, encapei todos os armários do apartamento novo dela com contact. Era ela pedir e eu estava pronta para fazer. Minha mãe ficava com ciúmes e me dizia que dali alguns dias só faltava levar o colchão pra casa da professora.De minha parte, houve mesmo uma transferência de sentimentos. Ela passou a ser meu pai que me incentivava e minha mãe que deveria fazê-lo. Ela se tornou pai e mãe, tanto, que quando me casei ela foi minha madrinha no civil e no religioso. O marido dela entrou comigo na igreja, substituindo meu pai.


Hoje, mais madura, eu compreendo várias coisas, principalmente depois que conheci o lado oriental de encarar a vida, depois que conheci o Reiki da Claudia Paim (e isso só faz 6 meses), depois que vi que não existem coitados no mundo, que cada pessoa está no lugar certo, com as pessoas certas. Também fiz Constelação Sistêmica para entender que cada pessoa tem sua história com seus antepassados e aquilo ali é exclusivo e até kármico. E por fim fiz o treinamento de lideranças chamado D.L (Desenvolvimento de Lideranças) que me atentou para o fato de que nascemos com nosso esforço, viemos ao mundo com uma missão e que esta missão tem como eixo a nossa melhora interior e o que devemos fazer é impulsionar as pessoas para que elas mesmas saiam sozinhas dos seus casulos e procurem ser melhores a cada dia.

Compreendo também que é FATO COMPROVADO que o estudo do piano aciona o interior da pessoa de uma forma que nada pode fazê-lo tão intensamente. Tanto é que pessoas que tem traumas relacionados ao piano demoram muito para curá-los. E eu tenho visto isso muito de perto com pessoas e suas histórias que me aparecem.

Também percebi que não adianta querermos como professores, abraçar a vida do aluno como um todo e nos compadecermos de seus problemas e de suas angústias e querermos ajudar com conselhos porque a nossa tarefa é APENAS E TÃO SOMENTE ATRAVÉS DO ESTUDO DE PIANO FAZER COM QUE ESTE ALUNO ENTRE EM CONTATO CONSIGO MESMO e TOQUE PIANO. As soluções cada um precisa buscar com as ferramentas que tem na vida, na família onde está comprometido, com as pessoas a seu redor e o professor de piano não pode e nem deve opinar, apenas ouvir. Aprendi isso com muita dor.Mas graças a Deus aprendi.

Hoje, me estranho, me pego numa certa ‘ frieza’ não querendo me envolver porque todas as vezes que nos envolvemos além da conta querendo ajudar, acabamos atrapalhando porque se a pessoa PRECISA passar por determinadas dificuldades, é como a lagarta virando borboleta e não podemos amenizar o sofrimento.

Com isso, vamos conhecendo as realidades dos professores de piano espalhados pelo Brasil e também fora dele e vemos que o SER HUMANO é o mesmo em qualquer lugar, ele se apega a quem lhe dê oportunidade de crescimento e isso muitas vezes é confundido com terapia.

Em meu livro “O PIANO UM ESCULTOR DA ALMA – Autoconhecimento através do piano numa didática para a vida” – tem vários tópicos sobre o que acontece no estudo de piano e hoje, vejo que existe uma linha tênue que separa o terapeuta do professor de piano. Mas a linha existe, não deve ser ultrapassada, digamos que cada qual no seu quadrado. A função do professor de piano, além de ensinar a tocar o instrumento, alfabetizar o aluno, etc, é promover este autoconhecimento, apontar o que o aluno não consegue ver ( se o professor conseguir enxergar) e apenas isso. O segundo passo que é elaborar o que foi descoberto já é responsabilidade do aluno, ou das providências que ele vai tomar com o que foi descoberto. É um gatilho. Um dia recebi uma carta linda de uma professora de violão que teve algumas aulas de piano comigo, acredito que para se conhecer melhor. E nesta carta ela escreveu uma frase que me divertiu e ao mesmo tempo me fez pensar:

“- Ainda não sei ao certo qual o“paranauê” que acontece quando a gente senta no seu piano! Rs... mas sei que me salvou.”

Hoje eu sei que quem se salvou foi ela mesma, porque olhou para si mesma, se descobriu, se viu enquanto profissional maravilhosa, viu seu talento, enxergou o que pode fazer e que não precisa saber de tudo, mas já é boa no que faz, a única coisa que tem que fazer é agradecer a Deus o que JÁ TEM, ir se aprimorando cada vez mais e ser feliz. Ela descobriu tocando piano.

Neste ponto preciso dizer que o programa, o repertório, os exercícios, tudo o que se vai pedir para a pessoa é FUNDAMENTAL para que ela se descubra. Aí entra a consultoria – ‘ o que dar para cada aluno para que ele se descubra’ .

E certa vez ‘ provoquei ‘ uma aluna com programação de estudo de piano para que ela enxergasse que não estava dando a devida importância para o piano porque não era o momento para isso, tinha acabado de se formar, não tinha tempo, o seu foco era 100% em ganhar dinheiro e não estava preocupada com autoconhecimento ou em descobrir ou desenvolver potencialidades. Enfim, ela conseguiu ver o que ela estava querendo da vida, para onde olhava, onde estava focada, e então o piano deixou de ser um compromisso a mais para realizar um sonho de infância. Para tudo isso serve o estudo de piano, até mesmo para ver que não é o momento de estar ali, não se tem tempo nem foco naquilo.

Fiquem com o grande Francisco Mignoni falando sobre o mundo da composição:

 

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Música está no DNA?

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Esta semana recebi um telefonema interessante ... uma ex aluna de escola estadual que está morando em São José do Rio Preto, achou meu telefone nas redes sociais e entrou em contato.

Coincidentemente dias atrás eu comentava com meu filho sobre as aulas em escolas públicas e particulares, o que teria acrescentado aos alunos...

E esta moça, emocionada, hoje com 34 anos, foi minha aluna há 17 anos... disse que precisava me dizer uma coisa muito importante:

-  “ Professora, estudei na Escola Hélio Palermo apenas o segundo semestre e depois fui transferida para outra escola. Mas no período em que estudei lá, me lembro de suas aulas como se fosse hoje, gravei cada detalhe, prestei atenção em tudo o que nos disse sobre os compositores clássicos e preciso dizer que a senhora mudou minha vida. Nós fizemos desenhos sobre os compositores clássicos, a senhora levou 12 gravuras e nós desenhávamos os rostos deles, o meu foi Chopin, mas tinha Bach,  Mozart , Beethoven, Tchaikowsky e outros. Eu me lembro de cada detalhe. E eu nunca teria acesso a estas experiências com música clássica se não fosse através da senhora. Hoje sou casada com um músico maravilhoso, talentoso, descendente de poloneses, o nome dele é Beethoven.  E ele me pergunta de onde eu tirei os conhecimentos que tenho, e eu digo a ele que quando formos a Franca vou dar um jeito de encontrar a senhora e apresenta-la a ele e dizer que a senhora mudou minha vida. Meus pais eram bóias-frias e eu nunca teria acesso ao que tive nas aulas de Arte que até hoje fazem a diferença pra mim!”

https://www.facebook.com/projetosmusicaeruditaeteatro/

Este depoimento foi como um recado do céu para mim, porque eu estava me questionando até que ponto o meu trabalho exaustivo nas escolas públicas teria deixado alguma marca nos alunos a ponto de interferir em suas vidas positivamente, pois esta era a intenção. E apenas alguns dias depois ela me encontra e me diz tudo isso. Conversamos bastante tempo. O marido dela é desenhista realista também, nos conectamos através do Facebook e ela enviou os desenhos maravilhosos que ele faz, retratos. E então ela se lembrou dos retratos dos músicos eruditos...

E falamos sobre DNA, e sobre o gosto musical, talento e estas coisas que a gente fica buscando entender. Então ela disse que acha que ele trouxe esta vertente da Europa, de seus antepassados poloneses.

Hoje em dia está muito difundida a CONSTELAÇÃO SISTÊMICA que trata justamente de antepassados. Estou amadurecendo algumas ideias a respeito da música e os antepassados. Eu fiz a Constelação com a Claudia Paim e acho que carregamos mesmo muitas coisas de antepassados conosco. Mas ainda preciso amadurecer sobre a música.

​E também esta semana, fui visitar meu filho na Escola Si Toque, onde ele leciona Teclado. Há alguns dias ele me contou como está lecionando e fiquei impressionada com sua inventividade, criatividade, didática, poder de síntese, e tantos outros atributos que me encantaram. Então fui visitar sua sala, já que ele está equipando-a aos poucos, agora com seu piano digital, já tinha o teclado da escola e agora tem o recurso de utilizar os dois instrumentos, sem contar o que vem adquirindo de instrumentos e cursos que vem fazendo. MÚSICA ESTÁ NO DNA?

Então, parece que esta semana o questionamento foi este: Música está no DNA?

Ele vem se desenvolvendo muito na parte musical, embora tenha seu escritório de advocacia, e também se dedica com afinco, vejo seu progresso nas artes galopante. É um autodidata. Foi alfabetizado por mim, quando eu tinha a Casa dos Músicos, por 3 anos; depois, as pressões diárias de vários conceitos que cercam a sociedade o levaram para outra área, que ele aceitou prontamente como aprendizado.Mas esta semana tive a grata surpresa de conhecer mais de perto seu local de trabalho, verifiquei os métodos que tem utilizado, conversamos dias atrás sobre como ele está aplicando os conceitos de música popular ( muito avançados e melhores do que quando eu lecionava popular) .

E a pergunta que não quer calar : MÚSICA ESTÁ NO DNA?

Música está na alma?

Alguns abrem o coração para o estudo da música e se tornam pessoas mais observadoras e sensíveis... Vamos pesquisando sobre este assunto e assim que tivermos algo novo, voltarei com ele para vocês meus amigos.

Grata pelo telefonema da aluna tão atenciosa e que fez questão de me achar para me dizer tudo o que disse... fiquei emocionada.

Finalizo dizendo que SEMPRE SE PODE APRENDER ALGO NOVO , EM QUALQUER TEMPO... Ninguém perde nada por aprender, ao contrário só ganhos. Se está no DNA e se pode passar adiante, pode-se aprender , gravar no DNA e passar adiante também. Não seria assim? Reflexões de que precisamos investir em nós mesmos. Sempre!


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A música é um Universo (que se manifesta para cada um de uma forma diferente)

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Em música ou pelo menos convivendo com pessoas que lidam com música, já ouvi muito isso: vou fazer do meu jeito, no meu tempo, como eu quiser e puder.

Para isso existem aulas online ou os autodidatas debruçam no instrumento até conseguirem o que querem , como querem, do jeito que querem e no seu tempo e do seu jeito. É bacana ver uma pessoa se virando sozinha, buscando, procurando alternativas. É louvável a atitude da pesquisa, busca e autodescoberta.

Lembro-me bem de um caso que contei no meu segundo livro, sobre um aluno que chegou no Masterclass de Weimar e ficou dizendo ao mestre que estava acostumado a fazer de tal jeito, que a professora dele ensinou de outro jeito, que ele fazia assim, etc e tal . O professor pacientemente foi tentando explicar outra forma de atingir o objetivo, mas o aluno estava teimando, foi quando o mestre lhe disse com todo respeito e calma: “- você saiu dos EUA para vir à Alemanha ter aula comigo, se matriculou no masterclasse para ouvir o que tenho a lhe ensinar, echegando aqui você quer continuar como estava? Seria melhor ter ficado lá.”

Há casos e casos e precisamos entender quem são as pessoas que procuram pelo estudo de piano e quais são seus objetivos. Às vezes não querem ser ensinadas.

Cada dia que passa vou aprendendo mais sobre o ser humano e vendo que não é à toa que cada um tem sua impressão digital única. Com a maneira de agir também é assim.

Aprendi muito com uma pessoa que me aplicou reiki durante estes 6 meses , toda semana, além do reiki sempre uma boa conversa pontuando cada coisa no seu devido lugar. Se tem uma pessoa que pontua com clareza é a Claudia Paim! E comecei a ver as coisas como elas são, as pessoas como elas são, e observar que posso ensinar música, partitura, interpretação, e cada um vai reagir à sua maneira aceitando ou não os ensinamentos musicais.

Antes, quando comecei a trabalhar dando aulas, eu pensava que meus alunos iriam fazer o que eu pedia, porque eu fiz tudo que minhas professoras pediram e estava ali nas aulas para aprender o que elas ensinaram. Assim era dito em minha casa, que eu deveria aproveitar ao máximo as aulas.

Mas ser professora de escolas estaduais e particulares me fez estudar Pedagogia, Psicologia, Sociologia, ler muito , mas muito mesmo sobre diversas formas de ensinar, fazer uma Pós-graduação em Didática, conhecer Gardner, Golemann, Pierre Weil, David Tame, Robert Jordain, biografias de muitos músicos eruditos e fui percebendo que a individualidade é algo muito forte. Alguns se jogam para aprender, outros se jogam para descobrir sozinhos. E assim é a vida.

Depois, fui para Alemanha, Suíça, frequentar os 4 Masterclasses e somente observando. Cada viagem foram 120 horas de observação. Aprende-se muito quando se observa.

Neste UNIVERSO MUSICAL exposto para todos,alguns se contentam em ver uma estrela e focar nela e fazer daquela estrela o seu planeta gigantesco. Outras, focam na lua e em suas fases , agindo como ela. Outros querem o brilho e calor do sol, ainda alguns querem ver a galáxia pelo telescópio . E assim é.

Como professora tive que nortear meu trabalho para que eu mesma pudesse me organizar. Como já disse várias vezes, meu foco é alfabetizar musicalmente através da partitura e também trabalhar com as orientações técnicas para desenvolvimento das mãos e por último passar as orientações que tive nos Masterclasses sobre interpretação.

Como disse o mestre em Weimar : querer muito ter aulas com ele, era preciso que ouvisse o que ele tinha a orientar, se não fosse assim melhor ficar onde estava. Isso não tem nada de agressivo, apenas verdadeiro, simples, lógico.

LEIAM MÚSICA, CÉREBRO E ÊXTASE de Robert Jordain e vejam o que a música provoca em você e como ela age.

Familiarizem-se com Gardner em suas inteligências múltiplas onde uma delas descrita por ele é a Música.

E acima de tudo leiam Biografias, estudem, se joguem neste Universo divino, fantástico, maravilhoso, que nos ensina, nos acalma, nos orienta, treina nosso cérebro, a coordenação motora, trata da alma e nos mostra quem verdadeiramente somos. É preciso ter garra, vontade, impulso de querer entender, saber, sentir !

Se jogue! O mergulho neste Universo é algo indescritível!

 Boa noite! Durmam bem!

Bom dia! Acordem bem!

Boa tarde! Tenham um ótimo dia!


Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.​