Dia das Lindas

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Em tempos de empoderamento feminino, o dia das mulheres ganha cada vez mais significado e destaque, se sentir linda e ouvir que se é linda como elogio real sem nenhum tipo de assédio, ainda é maravilhoso! Qual mulher na gosta de ser reconhecida por seus atributos, seus talentos, enfim, por ser exatamente quem é? Às vezes esse reconhecimento e elogio vindo de outra pessoa é o melhor presente que alguém espera receber.

Foi pensando nisso que a maior marca de perfumaria do Brasil, O Boticário, materializou esse ‘desejo’ de um jeito inusitado, fizeram uma intervenção em um de seus produtos que já traz no nome um elogio: a fragrância, Linda. Durante duas semanas, a marca usou o seu Facebook que possui 13,6 milhões de seguidores para uma ação colaborativa, perguntando as mulheres: “Além de linda, você é o que?”. Mais de 10 mil mulheres participaram, e destacaram inúmeras qualidades que traduzem muito mais do que um elogio, o autorreconhecimento das próprias virtudes, o sentimento mágico que faz com que cada uma se sinta única.

Entre essas milhares de respostas, O Boticário selecionou as mais citadas: corajosa, inteligente, determinada, poderosa, guerreira e amiga. E levou para a sua linha de produção. Esses elogios estão estampando a embalagem (caixa externa) da fragrância Linda, em uma edição especial do Dia da Mulher, que estará à venda a partir de hoje, 8 de março. O Boticário espera inspirar todas as pessoas a presentearem aquelas mulheres que merecem esse reconhecimento, inclusive elas mesmas.

Os clientes também serão convidados a participar da ação publicando em suas redes sociais contando o que as amigas, mães, irmãs ou elas mesmas, são ‘Além de linda’. E você, o que tem além de linda em você ou na sua namorada, esposa, irmã, mãe? Um feliz dia da Mulher para as incríveis mulheres que não somente conseguem fazer tudo o que fazem, mas tem o poder de dar a luz a cada um de nós! Elas têm o dom da vida! Feliz dia!


*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.​

Fragrâncias naturais

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E ai, fevereiro acabou ontem e como andam suas promessas de ano novo? Já conseguiu cumprir alguma? Ou se deixou levar pela correria do dia a dia e está empurrando pro lado e deixando a vida passar e esquecendo de mudar um pouquinho suas prioridades? Devo admitir que pela primeira vez em anos estou conseguindo cumprir várias delas nesses dois primeiros meses, e quando você se propõem metas possíveis, percebe que as que parecem impossíveis são só uma questão de se esforçar um pouquinho mais.

Minha duas primeiras metas do ano já foram cumpridas, apesar de terem demandado bastante planejamento, e uma das mais importantes estou cumprindo desde terça feira dessa semana, me cuidar! Parece simples, para muita gente é até mecânico fazer exercício no dia a dia e dizer que é ‘vicio’, para mim nunca foi! Eu amo esportes, mas sempre fui desajeitada e estabanada, nunca me dei bem em nenhum deles, exceto ballet eu pratiquei por 12 anos. Mas desde então me movimentar é algo que apesar de me dar prazer, me dá preguiça antes. Mas meta proposta, meta cumprida, e o meu melhor horário de rendimento é pela manhã, então São Pedro que segure a chuva um pouquinho e vamos pra rua dar uns passinhos e estar bem disposta para o dia. Mas o que dá pra observar, quando o assunto é exercício, é que a nova ‘moda’ é se cuidar, é se sentir bem consigo mesmo, não que isso signifique que você precise parecer uma modelo. Mas estar se sentindo disposto, sem nenhum problema com exames, conseguindo levar uma vida leve e comendo aquilo que gosta, e principalmente sem depender de medicamentos e nem viver com aquele pensamento de que precisa perder uns quilinhos.

Juntamente com essa nova geração saúde, vem aumentando o número de pessoas pelo mundo que resolveram seguir um novo estilo de vida, estilo de vida porque demanda muito mais do que simplesmente excluir alimentos do seu dia a dia. As pessoas estão cada vez mais comendo menos carne, ou até cortando-a do cardápio e em outros casos aderindo ao estilo vegano de vida. Não estou aqui pra julgar nenhum tipo de escolha, acho todas válidas se aquilo te faz bem e não te traz nenhum risco a saúde. E juntamente com a alimentação, as pessoas também vem aderindo a outros produtos ecologicamente corretos e até naturais.

Não ache que essa reviravolta está acontecendo somente nas terras tupiniquins, porque uma nova linha de fragrâncias veganas está indo para uma das maiores lojas de departamentos americanas, a Bloomindale’s. Criada pela líder em fragrâncias ecológicas e corretas, a CLEAN reserve, essa nova linha fará parte da Avant Garden Collection criada pela marca.

A linha é livre não somente de produtos animais, assim como a demanda de consumidores por produtos mais éticos aumenta, mas também livre de ftalatos (produto altamente cancerígeno), conservantes, glúten e corantes artificiais para aumentar ainda mais a experiência de se usar um produto de beleza ‘limpo’. Ao invés de todas essa substâncias, essas fragrâncias são produzidas com moléculas seguras e naturais e notas sustentáveis como mandarina, cardamomo e sândalo.

Dá pra perceber que nós consumidores estamos nos tornando cada vez mais inquisitivos sobre os ingredientes que compõem os perfumes e cosméticos que usamos, não somente sob uma perspectiva masculina ou feminina, mas também sobre um ponto de vista investigativo sobre de onde se deriva cada componente. Existe um estigma negativo sobre o uso de produtos ‘sintéticos seguros’ ou ‘moléculas naturais seguras’, que são moléculas derivadas de uma matéria prima, o que ajuda a preservar os recursos naturais do planeta. Essa nova coleção de fragrâncias a empresa chama de uma fusão entre “uma clássica Eau de Parfum com uma luxuosa abordagem de nicho de luxo, projetada para transportá-lo em uma jornada fantástica”.

CLEAN Avant Garden, depende de ingredientes à base de plantas cultivadas e colhidas de forma responsável em uma fazenda no sul da França. Cada fragrância da linha é composta por duas notas que seriam até mesmo improváveis para se misturar, mas quando se juntam se transformam em um perfume mágico e exuberante. Serão seis fragrâncias no total: Galbanum &Rain, Hemp & Ginger, Muguet & Skin, Saguaro Blossom &Sand, Sweetbriar &Moss e White Amber & Warm Cotton.

Essa empresa, já atua nessa mercado há muitos anos e quer mudar a forma como os consumidores experimentam fragrâncias, educando-os sobre a beleza consciente, afinal os produtos naturais nem sempre significam sustentáveis e eliminando os estigmas em torno do setor de perfumes. Essas fragrâncias ainda não estão disponíveis para venda no Brasil, mas quem sabe em breve tantas outras marcas não se empenhem a desvendar esse nicho tão crescente!


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Artesanal ou Industrial?

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Há algumas semanas atrás eu li num perfil comercial do instagram uma frase que me deixou perplexa: “Nosso produto é feito por processo 100% industrial, por isso tem qualidade”. Não sei se foi uma propaganda feita por alguma agência ou pelo próprio dono do negócio, mas com certeza por uma pessoa que não teve muita experiência nos dois mundos, eu só sabia que precisava escrever sobre isso e explicar melhor minha opinião sobre o assunto.

Muito antigamente eu encarava o artesanato como algo quase que hippie, iguais aquelas pessoas que fazem pulseirinhas em feiras de artesanato. Depois, fui visitar cidades do nordeste que mostraram as rendeiras e artesãs e um outro lado do trabalho artesanal. Fui para o sul e conheci as fábricas de cristais, que em pequenos galpões, faziam um trabalho considerado artesanal. Até que pouco tempo atrás, na época da faculdade, visitei uma fábrica de cervejas, com produção que atende demanda nacional e tinha tanques de inox que eram maiores do que eu. Foi realmente surpreendente, foi lá que eu comecei a sentir o que era artesanal, por incrível que pareça. E depois fui trabalhar em uma indústria de cosmético, e conheci ainda mais a fundo, que o artesanal é a base de tudo. Não existe produção industrial sem o artesanal, é ela que dá origem ao produto final.

Espero que vocês tenham percebido que nem sempre a linha que separa o produto industrial do artesanal fica bem clara. Quando está tudo ali, embaladinho, o que a gente vê é só o resultado e não pensa no processo como um todo. E é esse processo até o produto final que faz com que valha muito a pena considerar um e o outro em diferentes situações.

Me responda rapidamente: Qual a bebida gasosa mais vendida no planeta? Se o primeiro pensamento que surgiu na sua cabeça foi Coca-Cola sem titubear, você deu um palpite industrial e certeiro. Percebe que estamos acostumados com o usual, com aquilo que desde que nascemos já estava lá? Pensamos como a massa, e vivemos como massa durante muito tempo. É por isso que fica difícil mensurar o que faz de um produto, artesanal. O industrial está lá, em qualquer prateleira (muitas vezes até mesmo com alterações grandes no produto final), o artesanal nem sempre está lá. Em especial, se você vive nas capitais e grandes cidades.

Quando falamos de pequenos produtores, o pensamento artesanal é que dá valor ao produto e de um modo geral, sua qualidade vai atestar isso. Hoje em dia, a população vem se conscientizando que é muito melhor descascar do que desembalar e que embalagens caras e bonitas (que custam cerca de 70% do produto final)  muitas vezes vendem somente embalagens, e não qualidade.

Para entender ainda melhor, tentando não generalizar, vou dar um exemplo simples. Vamos imaginar um produto que a grande maioria das pessoas adora, a batata. Uma batata que é super elogiada, a do Mc Donald’s que tem uma embalagem vermelha e amarela chamativa, e fica maravilhosa enquanto está quente, parece batata e tem gosto de batata. É o fac símile perfeito! Entendeu? A indústria vende um produto que parece o que você quer, mas não é exatamente só aquilo. E isso é necessário sob um ponto de vista do pensamento industrial, e para atingir seu objetivo comercial.

O que eles fazem é preparar um processo que possa atender o mundo inteiro, ser conhecido por multidões, e claro, vender milhões e milhões de unidades. Portanto, eles fazem o possível para baratear os custos e atender aos seus pedidos, mesmo se isso custe a qualidade e pureza do produto (principalmente quando o assunto é conservante cancerígeno). Com certeza existem os grandes que dormem bem com suas consciências, outros nem tanto.

Principalmente quando falamos da indústria alimentícia, tem demanda, tem lucro, tem durabilidade e tem muita coisa química também, infelizmente. Mas se você olhar a mesma batata sob o ponto de vista artesanal vai observar que ela é comprada no mercado (ainda que uma grande rede de supermercado também possa ser considerada industrial), uma pessoa precisar lavar, picar, cozinhar e temperar, assar, deixar crocante no forno e colocar em uma tigela bonita, para só ai então poder servi-la. E claro, considerando o sorriso no rosto de satisfação pelo processo feito e concluído com sucesso.

Se há um fator chave no pensamento artesanal é a forma com que se interage com as pessoas, com o produto e com todo o processo da matéria prima até o descarte. É isso que gera o valor que você adiciona, ao respeitar aquele produto e pensar nele como experiência e não apenas como lucro, ou uma troca por dinheiro. Existe amor, respeito e cuidado em cada etapa feita. Fazer um produto artesanal, não quer dizer que a pessoa não saiba o que está fazendo, ou usando matéria prima de baixa qualidade. Ao contrário, é ela que controla cada parte do processo, ao invés de máquinas, colocando seu ‘selo de qualidade’ em cada pedacinho daquele produto. O industrial também sabe muito bem o que está fazendo, mais tem a tecnologia e altos investimentos como seus aliados. O diferencial está em quem segue desde o princípio o processo com técnica e zelo, se preocupa com a qualidade de cada um dos seus insumos e em como utilizar a tecnologia e ciência que temos hoje em benefício do produto final

Um produto 1oo% brasileiro que está ganhando destaque por exemplo, é a cachaça. É o tipo do produto que ganha muito ao adotar o pensamento artesanal, ensinando não só a sua história, mas como consumi-lo e valorizando tudo isso. O mercado está crescendo e buscando novas soluções para avançar com esse produto, tentando perder a estigma de baixa qualidade ou bebida de sarjeta, diferenciando o que é artesanal do que é meramente clandestino.

Já comentei em vários textos com vocês das grandes casas de perfumaria que lançam produtos incríveis, com preços exorbitantes tendo até frascos numerados, como edições exclusivíssimas e feitos com processos quase que 100% artesanais, principalmente as embalagens que são feitas como jóias (além de realmente conter ouro, brilhantes, e etc.). E são produtos que se fossem considerados artesanais da forma pejorativa, poderiam valer pouquíssimo, mas por isso mesmo, são considerados itens de desejos de milhares de pessoas. Pergunte a um amante da relojoaria quantos exemplares existem dos relógios mais desejados por eles.

O ato do artesão transforma uma matéria prima em produto diferenciado, artesanal e em pequenas escalas. A indústria mecaniza o processo e faz esse mesmo produto em grande escala e em menor tempo. Um é trabalho manual, o outro, trabalho de uma máquina. Processos diferentes para fins similares. Nesse grande planeta em que vivemos, tanto no processo artesanal quanto no industrial, encontramos pessoas que valorizam aquilo que fazem. Independente se são apenas 2 bordadeiras ou 1500 funcionários em uma fábrica, esses profissionais são seres humanos, corações que acreditam no que fazem para mudar o mundo, nem que seja o seu próprio. Pode parecer romântico demais para você, mas no fundo é bem isso. Somos pessoas, e nos organizamos em grandes e pequenos, simples e rebuscados. E a felicidade maior, é saber que tem lugar para todos coexistirem com respeito, sem desmerecer o trabalho do outro!

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Brasil bom de boca

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E chegou a Quarta Feira de Cinzas, o fim do Carnaval, as apurações e arrastões. E apesar do esplendor dos desfiles paulistas e impossível falar sobre escola de samba e não lembrar de Sapucaí e Rio de Janeiro. Ontem, as apurações foram cheias de fervor, protestos e até um saudosismo ao torcer ponto a ponto quando as tradicionais escolas Mangueira, Salgueiro, Portela e Beija Flor disputavam as primeiras posições. Beija Flor venceu, Grande Rio e Império Serrano foram rebaixadas e a tradicional Viradouro voltou ao grupo de elite. Uma das mais elogiadas foi a Paraiso do Tuiuti, principalmente nas redes sociais, conseguiu ficar em segundo lugar com a brilhante crítica ao governo e uma bela figura que lembrava nosso presidente vestido de vampiro como o destaque de um dos carros.

Uma das escolas que não passou desapercebida porém ficou em 10° lugar foi a União da Ilha do Governador, com o belíssimo enredo “Brasil bom de boca”. Foi a terceira escola a desfilar no segundo dia e entrou na avenida 0h de terça feira e completou sem desfile em 73 minutos sem nenhum problema técnico, apenas um show para os nossos 5 sentidos, ao menos para os que ali assistiam de ‘camarote’.

A escola levou alegorias elaboradas como o carro abre-alas grande e luxuoso que mostrou a chegada das caravelas ao Brasil, mostrando os produtos que vieram de fora trazidos por eles. A partir daí, as influências dos portugueses e seu país de origem se misturaram com alimentos que encontraram por aqui, como milho, caju e a pimenta. Esse exalava cheiro de café pela avenida. Já a ala das baianas, tinha um toque especial, elas estavam vestidas com alusão à pacova da terra, uma espécie de banana. Depois uma ala que mostrou a influência dos negros que vieram para o Brasil e dos seus pratos que se tornaram comuns na nossa gastronomia como a feijoada e o acarajé. Em outra ala a escola fez uma crítica que apesar de produzir e exportar grande quantidade de alimentos, grande parte da população ainda sofre com a fome.

Logo na sequência, uma enorme alegoria mostrou a alegria dos doces, uma homenagem as avós que fazem os bolos caseiros, comuns nas lembranças de muitas famílias, e de tantos outros doces e esse carro exalava o maravilhoso cheiro de chocolate pela avenida. O desfile terminou com um grande boteco, uma verdadeira instituição do nosso país onde são servidas grande parte das nossas melhores iguarias, com vários dos nossos melhores chefs.

A escola com 3,2 mil integrantes divididos em 29 alas e 5 alegorias foi fundada em 1953 e ainda busca seu primeiro campeonato no grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Não foi dessa vez, mas pode-se dizer que o desfile foi incrível, cheio de cores, sabores, cheiros e alegria! O samba enredo eu deixo aqui para você poder sentir o astral:

PÕE LENHA NO FOGÃO!
O AROMA ESTA NO AR.
EXALA A NOSSA POESIA!
CARAVELAS A BAILAR NO MAR,
CHEGAM PRA MISCIGENAR ESSA FOLIA.
EITA TEMPERO BOM. EU QUERO PROVAR!
DERRAMA O CALDO DE LÁ, NOS FRUTOS DE CÁ.
EITA TEMPERO BOM, EU QUERO PROVAR
NAS TERRAS TUPINIQUINS O QUE SE PLANTA DÁ.
E TUPÃ ABENÇOOU ESSE SABOR DA ALDEIA.
INCENDEIA, AGUÇA O PALADAR.
MERGULHEI NO GOSTO QUE MAREIA.
RIQUEZA MILENAR

FOGO ACESO NO TERREIRO DAS YABAS Ô Ô
NA MISTURA A HERANÇA DOS MEUS ANCESTRAIS
BOTA ÁGUA NO FEIJÃO QUE O SAMBA ESQUENTOU
ÓÔÔÔ NA BATIDA DO TAMBOR

E NA FARTURA DO MEU TABULEIRO
O GRÃO É VIDA, MOSTRA O SEU VALOR
SINTO O CHEIRO DE CRAVO E CANELA
VÓ QUITUTEIRA MEXENDO A PANELA
DA NOSSA TERRA, UM GOSTINHO SEM IGUAL
PRO SEU PRAZER DOCE CACAU
ILHA…PREPARA A MESA, NO BAR FAZ A FESTA,
SERVINDO UM BANQUETE À FANTASIA
UMA RECEITA IMPOSSÍVEL DE ESQUECER
DUAS PITADAS DE AMOR, EU E VOCÊ,
JUNTANDO A FOME COM A VONTADE DE VENCER

VEM PROVAR O SABOR DESSE MEU CARNAVAL!
EU SOU A ILHA, SOU O PRATO PRINCIPAL
VOU DEIXAR ÁGUA NO BOCA
PROVOCAR UMA VONTADE LOUCA!


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Todo dia o padeiro faz o pão

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Projeto verão, projeto carnaval, projeto praia, projeto férias. Seja qual for o planejamento nunca consegui fazer dieta na vida, um metabolismo que favorece e uma paixão por comidas leves e saudáveis também ajudam. Mas tem um item do cardápio que eu sinceramente não consigo viver sem: pão! Pode ser de qualquer tipo, mas aquele pão francês quentinho perfuma e dá fome até mesmo nos narizes mais distraídos. E sim, é um dos cheiros que mais gosto no dia a dia, cheiro de pão quentinho, mesmo se for ‘dormido’, tenho zero enjoamento quando o assunto é pão.

Mas se você estiver passeando por Paris e bater aquela vontade danada de comer um pãozinho francês pela manhã, não ouse entrar em qualquer padaria local e pedir ‘un pain français’, o máximo que vai conseguir é sair de lá com uma baguete embaixo do braço. Nosso pãozinho tão tradicional é desconhecido pelos franceses, ele só foi batizado com esse nome assim como o arroz à grega que também não veio da Grécia. E pelo Brasil você também o encontra por diversos nomes: pãozinho em São Paulo, pão massa grossa no maranhão, cacetinho no Rio Grande do Sul, pão aguado na Paraíba, pão de sal ou carioquinha no Ceará, entre outros, sendo que o mais popular é Pão Francês.

No inicio do século XIX o pão mais popular na França tinha o miolo duro e a casca dourada, era pequeno e tinha formato cilíndrico, um verdadeiro precursor da baguete do século XX. Já no Brasil, o comum era um pão com miolo e cascas escuros, uma versão brasileira do pão italiano trazido pelos colonizadores.  A expressão pão francês foi largamente utilizada pelos espanhóis e ingleses durante os séculos 18 e 19 para designar um produto feito com um tipo de farinha desenvolvida pelos franceses. Foram eles que descascaram, moeram e refinaram o trigo escuro e integral e com isso obtiveram um pão de casca crocante e massa clara (fazendo com que esse vício tornasse parte da nossa vida para sempre). Esse ingrediente requintado e caro tornou-se alvo de cobiça entre os padeiros da nobreza. Com a vinda da família real portuguesa para as terras brasileiras, veio também esses produtos para a preparação do pão já que aqui se consumiam produtos feitos com farinha de mandioca e seus derivados. Mas quando a elite brasileira viajou para Paris, por volta da Primeira Guerra Mundial, e voltou descrevendo o pãozinho para seus padeiros, que faziam o possível para reproduzir a receita pela descrição originou-se nosso amado pãozinho, que difere bastante da sua inspiração europeia.

Cada povo tem orgulho do seu receituário de pães, afinal os processos de fermentação desse alimento são utilizados desde 2000 aC. No Egito antigo, o pão servia para pagar salários, cada dia de trabalho valia três pães e dois copos grandes de cerveja. Acredita-se também que as primeiras padarias tenham surgido no Egito e de lá foi exportada para outros lugares. Para os cristãos o pão simboliza o corpo de Cristo, na oração do Pai-Nosso é pedido a Deus ‘o pão nosso de cada dia nos daí hoje’. O maior consumidor de pães do mundo, nos dias de hoje, é a Rússia, são consumidos 120 quilos por pessoa a cada ano. O segundo maior é o Chile, com 93 quilos por pessoa.

Hoje em dia, sua receita básica é feita de farinha, fermento, água e sal, seu gosto neutro é capaz de receber dos sabores mais básicos aos mais acentuados. Uma ótima maneira de conservar seus sabores e crocância é armanezando-o em um saco plástico e colocando-o no freezer. Quando for consumir basta esquentá-lo no forno. Fica maravilhoso e perfumado. E nada como começar o dia com aquele cheirinho de café fresco e pão quentinho com manteiga!

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Refrescante e perfumado

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O verão tem das suas peculiaridades e prazeres, muitos amam e outros declaradamente odeiam. Eu faço parte da turma dos que amam, não há nada que me deixe com mais disposição do que um belo dia de sol e céu azul. Não que eu não ame os dias nublados, cada um tem seus prazeres, mas os dias de sol me deixam imensamente disposta e de bem com a vida. Um dos meus grandes prazeres nessa época é um belo banho, um pra começar o dia e o outro pra terminar o dia com chave de ouro. O primeiro literalmente a famosa ‘ducha’ o segundo merece uns 10 minutinhos, pra relaxar e recompor energias do dia.

Mas e para tomar banho, qual seu tipo favorito de sabonete? Tem que prefira liquido, em barra, perfumado, sem cheiro, antibacterianos, com hidratantes, de glicerina pura... Seja como for, ele está presente nesse ritual. Mas de onde ele surgiu? Tudo indica que com os fenícios, 600 anos antes de Cristo, fervendo gordura de cabra com água e cinzas de madeira até obter uma mistura pastosa. A noticia da nova receita se espalhou pelos países do mediterrâneo e chegou até a Grã-Bretanha. 

Foram os celtas, antigos habitantes das ilhas britânicas, que o batizaram de ‘saipo’. O sabão sólido, porém, só foi criado no século VII, quando os árabes inventaram o processo de saponificação, a partir da fervura de uma mistura de soda cáustica, gordura normalmente animal e óleos naturais. Durante a ocupação da península ibérica, os espanhóis aperfeiçoaram a invenção acrescentando azeite de oliva para perfumá-la. Ainda na Idade Média, os maiores centros produtores de sabão eram as cidades italianas de Gênova e Veneza, além de Marselha, na França e Bristol e Londres, na Inglaterra. No restante da Europa, o sabão era quase que desconhecido, tanto que a nobreza italiana, francesa e inglesa, presenteava governantes de outras nações com uma caixinha de sabão com um papel descrevendo o seu modo de usar. 

O sabão só se tornou produto do dia a dia no século XIX, quando começou a ser fabricado industrialmente, barateando seu custo. Campanhas publicitárias na Europa e nos EUA promoveram uma conscientização popular da relação entre limpeza e saúde, o que levou ao uso universal do sabonete. Ele se tornou tão popular que o químico alemão Justus Von Liebig declarou que a quantidade de sabão consumida por uma nação era a melhor medida do seu grau de civilidade. 

Na época da revolução industrial a sua produção industrial era feita de modo grosseiro e em pequena escala, mas isso mudou em 1886 quando James e William Lever comparam uma pequena fábrica de sabonete em Warrington e fundaram o que ainda é uma das maiores indústrias de sabonete, primeiramente chamada de Lever Brothers e agora chamada Unilever. Porém a escassez de comida durante a primeira guerra mundial significou que óleos e gorduras para sabões eram limitados, o que levou ao desenvolvimento das primeiras alternativas químicas como o detergente, feito de surfactantes e aditivos. 

No anos de 1950 essas alternativas modernas superaram as vendas do sabão comum, e durante a última década os sabonetes líquidos se tornaram cada vez mais populares do que os em barra, em especial aqueles contendo agentes antibacterianos como o triclosan, que está atualmente sendo revisado pelo FDA (órgão regulamentador) dos EUA para descobrir se é eficaz ou mesmo prejudicial. Existem alguns receios que contestam o uso dessa substância, de que o uso excessivo poderia aumentar a resistência a antibióticos, e evidências científicas sugerem que é um ingrediente desnecessário já que os sabonetes são antibacterianos por natureza.

Já nos anos mais recentes já existem pesquisas mostrando que as vendas dos sabonetes em barra aumentaram 4,7% por causa desses estudos, que é dobro do crescimento dos sabonetes líquidos. A manufatura dos sabonetes mudou muito com o passar dos anos, primeiro encontramos uma maneira de não usar a gordura animal, depois sem o óleo de palma e agora sem petroquímicos. E essa evolução só beneficia o ecossistema e o nosso organismo, afinal se você acha que só é importante ler o rótulo daquilo que você come, como a se interessar pelas coisas que você usa no seu corpo também. Um pouco de pesquisa vale a pena para benefício da nossa saúde e tentar impactar menos o meio ambiente.

Um bom e refrescante banho para vocês nesse verão maravilhoso!

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Almas perfumadas

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Sempre fui uma apaixonada por citações, e essa semana uma me caiu muito bem: ‘Que você seja capaz de descobrir o significado das pessoas e não a sua utilidade. A utilidade passa, o significado é pra sempre!’ A razão de que eu prestei mais atenção nela, foi porque nas boas coisas dessa profissão de comerciante eu conheci uma pessoa que me fez lembrar com muito carinho meus tempos de escola. Apesar do professor não ser um profissional tão reconhecido e nem respeitado como merecia aqui nesse país, eu tenho lembranças maravilhosas tanto da escola como na faculdade dos professores maravilhosos que eu tive.

E na sexta série, o colégio onde eu estudava teve algumas mudanças no corpo docente, e claro que os alunos sempre ficam apreensivos. Mas nessas mudanças tivemos o prazer de ter aula com um professor de geografia que ficou pra sempre marcado na minha memória, por sua paciência, histórias e maneira fácil de explicar todo aquele conteúdo para nós. E como essa vida é engraçada, um dia uma moça entrou em contato comigo, e veio conhecer meus produtos. Disse que morava aqui perto, tinha filhos gêmeos e o marido era professor. Conversa vai, conversa vem, e fomos descobrindo que o tal marido professor era esse querido professor de geografia da época do colégio. Claro que fiquei extremamente feliz, e pude perceber como eles eram parecidos, na doçura e gentileza. Isso já deve fazer uns três anos, e ela sempre aparece para deixar a casa toda perfumada.

No começo do mês ela veio, e além da habitual conversa boa me trouxe um ‘presente emprestado’, acho que eu nunca havia comentado da minha paixão por livros, mas ela me trouxe um exemplar que disse que eu tinha que ler, que era a minha cara. Que ela havia ganhado de presente de Natal e sabia que ele tinha a minha energia. Eu fiquei feliz e curiosa, agradeci e estava sem um tempo de calma pra lê-lo com atenção. Então essa semana resolvi abri-lo e degustar cada palavra, ele se chama Casa Natural – Terapias da casa. É o segundo volume publicado pelo arquiteto Carlos Solano com uma seleção de artigos publicados por ele na revista Bons Fluídos. Eu simplesmente fiquei encantada com cada detalhe do livro, como pode alguém que me viu tão poucas vezes saber que realmente aquele livro era minha cara?!

Claro que ainda não acabei, mas estou quase! Ele mostra como a nossa casa é importante na nossa vida, e como você deve fazer dela um templo, um lugar de calmaria, e como a energia é importante através de cores, cheiros, objetos, etc. Em uma de suas passagens ele usa um poema modificado de Ana Claúdia Jácomo para exemplificar como o cheiro pode ser importante: “Tem casa ‘que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Dentro delas a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso, sem relógio e sem agenda’. Mas se os cheiros (ou os ares) da casa não estiverem bons, o corpo não descansa, sabia disso? Fica todo alerta, pois o olfato é também um instinto de sobrevivência”.

Esse é um pedacinho desse delicioso livro, que estou me deliciando com cada palavra e imagem. Como é bom quando a vida nos presenteia com almas perfumadas que nos trazem pequenas alegrias no dia a dia, como me aconteceu nesse caso. Que nos mostram como o valor delas é importante, e não somente sua utilidade! Prometo continuar dividindo as curiosidades desse livro com vocês, e torcendo para que mais pessoas especiais cruzem o meu e o seu caminho!


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À Francesa

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Voltar à rotina do dia a dia no trabalho e afazeres não é fácil depois das festas de Dezembro. O corpo parece renovado, mas ao mesmo tempo preguiçoso, como se ainda vivesse no tempo da infância em que Janeiro dignificava férias. Mais difícil ainda, quando pequenos motivos tornam o dia a dia mais árduo, como exemplo os transportes públicos. O atraso, a falta de uma frota decente e suficiente, o calor, a multidão e até mesmo o cheiro desses ônibus e metrôs tornam o ir e vir mais penoso e o nosso dia menos agradável. Afinal, para a grande maioria do nosso país e do resto mundo, o transporte público é o meio mais comum de locomoção, e devia ser cada vez mais.

Como você com certeza sabe, a França é com certeza o lugar que nós mais lembramos quando o assunto é perfume, lá estão as mais famosas Casas de Perfumaria de todo o mundo. E em uma das maiores (e até mais bonitas, como dizem os franceses) cidades do país, e berço gastronômico, Lyon está situada há apenas duas horas de Paris. Ela possui quatro bairros inscritos como patrimônio mundial da Unesco e bem pertinho ainda se encontra duas das principais regiões vinículas da França: Beaujolais e Cotês Du Rhône.

Nessa belíssima e muito visitada cidade, a prefeitura se incumbiu de deixar esse dia a dia no metrô mais agradável. A empresa Sensorys  especializada em marketing sensorial se incumbiu de instalar dispositivos nas 9 principais  estações que liberam no ar uma fragrância de chá verde cítrico. Na propaganda, a empresa já dizia: “O equipamento das principais estações de metrô da cidade”.

O dispositivo é bem discreto, e estão em pontos estratégicos das estações, como por exemplo esse na foto que está no terminal de bilhetes, na entrada da principal estação da cidade. É uma pequena caixa de metal a partir da qual um tubo difunde a fumaça com a fragrância. Foi instalado um total de 55 equipamentos pelos corredores e plataformas. O dispositivo transforma o liquido perfumado em uma espécie de nevoeiro que se espalha no lugar e chega às suas narinas. O aromatizador usado não possui alérgenos respiratórios, nem produtos cancerígenos ou voláteis.

Já a fragrância, foi escolhida visando melhorar o conforto e o bem estar do usuário, reduzindo o nível de estresse durante a viagem. O projeto também já está sendo implantando na rede de ônibus. Resta saber se os cidadãos e turistas de Lyon aprovaram o projeto, e se apreciaram a fragrância, ou se ainda preferem o cheiro tradicional do metrô e dos ônibus!

*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.​

Melhor prevenir do que remediar

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“Oh! Que saudades que tenho. Da aurora da minha vida. Da minha infância querida. Que os anos não trazem mais!” Foi com esse poema de Casimiro de Abreu, que decorei por que achava lindo ficar declamando, que aos oito anos deixei o meu avô cheinho de orgulho. Segui repetindo cada versinho durante um longo e interminável dia, para a tristeza dos meus familiares. Por um tempo achei aquelas frases sem sentido, completamente chatas, mas nessa primeira semana do ano ele me veio à cabeça como um carro desgovernado. Que saudades de quando janeiro significava as férias de verão!

Férias! Seis letrinhas que significam um mundo de coisas, e que sempre terminam antes da gente completar aquela listinha básica do que fazer, porque o sono e a preguicinha sempre falavam mais alto. Que saudades de quando o mundo era realmente um sonho dourado, que não precisávamos nos preocupar em levantar cedo, nem em comer tão certinho (meu café da manhã era um copo de coca cola com pão), que o ano terá uma das eleições mais importantes da história do país e isso pode modificar muitas coisas em nossas vidas, que 50 reais na carteira já não compram mais nada, que o coração sem as mágoas do tempo sabia amar sem medo e sem limite. Que saudades de quando a maior preocupação na agenda era definir o que levar pro passeio e que brinquedo escolher ou fazer para se divertir o dia todo. Torcer pro sol aparecer e poder se divertir no quintal.

E quando dava, uma das melhores partes das férias de janeiro era a tradicional viagem para o Guarujá ou Santos, no litoral paulista. Foram anos ‘batendo cartão’ naquelas areias do Gonzaga e pitangueiras. Acordando cedinho pra aproveitar o sol leve e comendo muito milho verde (na espiga, porque no pratinho não tem nem o mesmo sabor), queijo coalho (com aquele toque de areia), picolé (frutilly, limão e tablito), e claro que muita lula frita e casquinha de siri.

Desde aquela época fui formando minha opinião quando o assunto é viajar, como faz bem pra alma, conhecer lugares e pessoas diferentes, principalmente quando os destinos envolvem praia e serra. Você pode até não gostar de viajar por N motivos, mas vai ter que concordar que o mar e o verde acalmam sim, a natureza cura! Se você ainda não acredita nessa afirmação, agora temos como conversar, porque os cientistas confirmaram essa informação. Pois é, foram cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, eles comprovaram que o poder da natureza pode ser ainda maior. Eles comprovaram que só o fato de você respirar fundo enquanto passeia por uma floresta ou pela beirada do mar faz os sintomas do estresse irem embora. Sentir esse ar puro também multiplica moléculas que combatem o câncer.

Essa pesquisa foi publicada no livro de Imunofarmacologia e Imunotoxicologia. O pesquisador japonês Qing Li criou dentro da escola um centro de estudos que quer aplicar a aromaterapia, para melhor bem estar físico e psicológico das pessoas, e está realizando esses estudos que mostram que apenas olhar uma paisagem natural já causa diminuição dos níveis de estresse e da pressão arterial, mas o efeito é ainda maior quando você sente o aroma.

Já não era necessário esse estudo para saber como é importante a preservação da natureza para a continuidade da vida humana na Terra. Mas quem sabe estimule você a cuidar ainda mais. Não é atoa que grande parte dos remédios são extraídos de plantas e ervas, os índios sabiam disso muito antes dos portugueses chegarem por aqui. E se faltava uma desculpa para dar uma fugidinha para o meio do mato ou para a beira da praia, ela não será mais necessária. Afinal, é melhor prevenir do que remediar!


*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.​

Tudo novo de novo!

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Feliz novo ano! Sim, mas só se você permitir. Acho que o maior problema da humanidade em geral, é não conseguir desapegar do passado, do que já foi bom ou ruim um dia. Sejam sonhos, momentos, projetos, pessoas, lugares, etc. E não estou sendo hipócrita, também tenho minha enorme parcela de culpa, mas o ano novo traz esse sentimento de renovação, e se formos realmente verdadeiros conosco, e colocarmos pontos finais reais e metas para esse novo ano, conseguiremos seguir em frente sem nenhum apego ao que passou.

A vida é bem como perfume se formos pensar com cuidado, podemos ter uma variedade de perfumes, mas sempre teremos um preferido, aquele que faz a gente se sentir bem e nos conecta com nosso eu mais verdadeiro. E às vezes, mesmo que o perfume acabe, continuamos guardando o frasco com aquele restinho lá no fundo, aquele que dependendo do vidro e do perfume podemos ver ficando até amarelado com o tempo, na esperança de que ainda saia um vaporzinho com aquela fragrância conhecida. Mesmo sabendo que com o tempo ela acaba oxidando quando não usada.

Mas um belo dia, assim como quando começa o dia 1 do ano, somos apresentados a uma nova fragrância, uma nova promessa de algo melhor, acolhedora e até mesmo sedutora. E você experimenta com cuidado, admira o frasco, ente primeiro pelas narinas, depois coloca na pele, e vai percebendo que é hora de desapegar do antigo perfume e começar a valorizar o novo. Vez ou outra a gente pode até usar, ou simplesmente sentir o cheiro daquele fundinho no do frasco antigo, mas o novo pode ser surpreendente.

Sim, a partir de hoje, são 361 dias e novas possibilidades de escolhas e vivências. Como diria o poeta, é dentro de você que o ano novo cochila, e não de um ponteiro marcando meia noite no relógio. É dentro de nós que a mágica acontece, que a gente ensina o coração a desapegar do que foi, e desperta pro novo, por isso é tão importante aprender a dar valor aos momentos mais simples dessa vida. É hora de decidir que o tempo do velho bálsamo acabou e aprender a enaltecer a fragrância do presente e suas dádivas. Vai lá, usa aquele perfume novo, aquela roupa guardada pra uma ocasião especial, faz aquela comida que tem vontade, dança como se ninguém tivesse te olhando, tenta aquela oportunidade de emprego, se arrisca num encontro, dá mais um abraço em quem você ama....VIVA e RENOVE-SE! Feliz 2018! Feliz tudo novo!

*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.​