E a Copa, combina com vinho???

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Simmm... como já falei outras vezes, vinho combina com celebração, encontro de amigos e alegria. Então a Copa combina com vinho sim.

Mas com qual vinho? Bem, como cada pessoa assiste jogo de maneira diferente, com diferentes tipos de comidas e aperitivos e em horários variados, conseguimos também degustar vários vinhos diferentes.

Vários países que participam da Copa do Mundo, são grandes produtores de vinho. Então, o que acham de fazer um tour pelo Mundo do Vinho guiado pelos jogos da Copa?

Nos jogos dos países produtores, deguste com os amigos um vinho produzido por um dos times que está jogando. E faça a harmonização de acordo com o vinho e o horário do jogo.

Alguns exemplos :

No jogo do Uruguai, um bom Tannat acompanhado de um bom churrasco.

No jogos da Espanha, um bom Tempranillo com Jamon (presunto cru) e tapas (aperitivos) variados.

Portugal, um bom Vinho Verde com Bacalhau, ou Sardinhas na brasa.

Nos jogos do Brasil, comemorar com Espumantes variados, podendo começar inclusive no café da manhã... pode acreditar, fica uma delícia.


E outras várias harmonizações para acompanhar os grandes vinhos da França, Argentina, Alemanha, Austrália...

E nos jogos em que não há países produtores, use a imaginação... traga a Itália para a sua Copa... ou o Chile e a África do Sul. Ou faça um “replay” de um vinho que gostou.

E boa Copa para todos...

Saúde ! ! !

Parabéns Croft... 430 anos nos dando o prazer de apreciar ótimos Vinhos do Porto

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A Croft, uma grande produtora de vinho do Porto, faz aniversário e os apreciadores de vinhos que ganham o presente. Eu adorei a ideia!

A Croft lança um Reserva Ruby de edição limitada, onde serão apenas 100 mil garrafas para 35 países onde o preço de venda segundo informações será de 17,90 euros. Infelizmente com a nossa carga de impostos e a variação do câmbio, o Brasil deve ter um preço diferente.

Segundo as palavras do diretor-geral do Grupo Fladgate que hoje comanda a Croft: “ Celebramos o passado, mas pensamos no futuro” e ainda completa “ O vinho do Porto nunca estará fora de moda”. Assim espero e torço muito.

Fundada em 1678, a Croft é a mais antiga casade Vinho do Porto em atividade.Apesar te ter atravessado tempos tumultuados e difíceis, a Croft quando teve a sua administração mudada , mudou sua trajetória para o sucesso.

O seu reconhecimento vem através dos grandes Portos Vitange, assim como os tawnies e os vinhos envelhecidos em madeira.

Enoturismo... quando o lugar acolhe e o vinho é a estrela

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Segundo a Wikipédia, “Enoturismo é um segmento da atividade turística que se baseia na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e cultura da localidades que produzem esta bebida. O enoturismo envolve o visitante na cultura e nos detalhes da bebida. (VALDUGA, 2011). É uma atividade que não se refere exclusivamente ao espaço rural, há inúmeros roteiros enoturisticos urbanos. Da mesma maneira, o enoturista não é, necessariamente, consumidor de vinhos, é interessado na produção e cultura que poderá se tornar consumidor.

Além de conhecer a história, cultura e tradições do local, o enoturista pode ver o modo de elaboração das viniculturas, com todas as etapas, entendendo o que compõe aquele produto.”

Ótima dica, não acham? Viajar e ainda conhecer e degustar bons vinhos.

Este ano o congresso Latino-Americano de Enoturismo, será realizado no Vale dos Vinhedos, mais precisamente no Hotel& Spa do Vinho (foto acima), do dia 27 a 30 de junho de 2018.

O Congresso Latino-Americano de Enoturismo acontece desde 2010 e o tema deste ano é “ Território, Vinho e Turismo: harmonização que dá certo”

Para os apreciadores do “Mundo do Vinho”, como gosto de chamar, o enoturismo é o programa perfeito para as férias, ou para aquela escapadinha de fim de semana inesquecível. Junto com o vinho, conhecemos culturas diferentes, lugares encantadores e pessoas especiais.

O Brasil tem vários lugares onde podemos fazer enoturismo, como o Vale dos Vinhedos, Os Caminhos de Pedras, Gramado, São Joaquim, Lages, São Roque, Andradas, Vale do São Francisco e vários outros lugares que estão surgindo.

Se tiver um tempinho a mais , aproveite o Enoturismo fora do Brasil, vá para o Chile, Argentina, Portugal, Espanha, França, Itália, tantos outros destinos que com certeza vão te impressionar.

São produtores apresentando os seus produtos e história de diversas formas, começando por degustações, almoços, jantares, um passeio pelos vinhedos e produção, pic nic nas parreiras ou mesmo um ótimo jantar.

Fica a dica para a sua próxima viagem... aproveite!



 


Os vinhos do Casamento Real

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O assunto mais falado na última semana foi o casamento real. E não é para menos, as pessoas sendo a favor ou contra a monarquia, impossível não dar pelo menos uma “olhadinha” nas notícias.

E depois do casamento, teve festa... e na festa serviram vinho. Pronto, chegamos no ponto que eu queria, os vinhos do casamento.

Uma certeza que temos é que o Champagne servido foi o Champanhe Pol Roger Brut Réserve Non Vintage, já falei sobre este produtor inclusive da estreita ligação com o Reino Unido. (http://jornaldafranca.com.br/churchill-e-o-champagne-pol-roger)

E também foi servido o porto Graham’s 1982. Continuando a tradição deste fornecedor da família real, onde esta edição limitada será vendida no Reino Unido e em Portugal e parte da receita desta venda irá para instituições de caridade.

E os demais vinhos servidos? Porque sabemos com certeza que não serviram apenas um Champagne e o vinho do Porto. Por que não foram divulgados?

Numa declaração oficial, o Palácio de Buckingham não falou dos demais vinhos servidos no casamento real, mas com certeza, pela tradição real em valorizar os produtos do país, o que devemos aprender, pelo menos um vinho inglês foi servido.

E pelo que temos de informações, o eleito seria o Chapel Down, da região de Kent. Pois este é o fornecedor oficial dos eventos do país, e que patrocina a corrida Royal Ascot, a corrida de cavalos mais cara e tradicional do mundo, além de estar presentes para a London Symphony e para a Royal Opera House.

Foi este também o vinho do casamento do Príncipe William com Kate Middleton, mas como é de costume, os executivos da marca deixam claro que estas não são informações oficiais.

Segundo o costume, se alguma marca usar estes eventos para se promover , imediatamente são cortadas e deixam de ser fornecedores da Família Real. O que é um péssimo negócio.

Só a possibilidade de ser um produto usado em um evento deste porte, pela família Real Inglesa, já eleva a marca a uma categoria nunca antes imaginada.

Casa Valduga lança a reserva Storia Merlot safra histórica 2012

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Os vinhos Storia da Casa Valduga são elaborados apenas com grandes safras e sempre 100% Merlot de um único vinhedo.

Segundo explicação da própria vinícola:

”Ícone da vinícola é elaborado apenas em safras excepcionais e possui tiragem limitada. Sua venda é realizada apenas através de reserva e oficializada por um certificado com o número da garrafa e do lote, garantindo a exclusividade do produto. Em 2008, o mundo dos vinhos viu nascer um dos maiores tintos já produzidos em solo brasileiro, o Merlot Storia Safra 2005. Sua chegada majestosa tornou-se inesquecível e com o passar do tempo, as novas edições foram se destacando e demonstrando todo o potencial e a tipicidade do Vale dos Vinhedos. 10 anos depois, a Casa Valduga revigora os paladares dos bons apreciadores de vinho, lançando o Merlot Storia 2012, safra esta que encheu os corações dos viticultores e trouxe vida nova as vinícolas do sul do Brasil.”

Desde a safra 2010 o vinho passa 18 meses em barrica de carvalho francês de primeiro uso, o que torno este vinho ainda mais especial.

A tarja vermelha da garrafa conta a história do vinho que ali está, com a safra e datas desde a poda, floração, desfolha, colheita, seleção dos cachos, barrica de carvalho e engarrafamento.

Estas informações são apenas o inicio da grande experiência que é degustar um Casa Valduga Storia. 

Pomerol... uma pequena região de grandes vinhos

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Quando escuto falar sobre o Pomerol, sempre lembro que algumas pessoas confundem esta região, e não tiro a razão delas. Para quem não conhece o “Mundo do Vinho” , ou tem pouca informação sobre vinho, o nome Pomerol parece mais com o idioma italiano que com o francês. Ou talvez confundam ainda com a Pomerânia que fica no norte da Alemanha e Polônia. Bem, temos que concordar que se temos um lugar chamado Pomerol... seria lógico que ficasse na Pomerânia. Mas não é assim.

O Pomerol fica em Bordeaux na França, e é a menor área dentro da região de Bordeaux, com 800 hectares.

Mas este tamanho reduzido não atrapalha em nada na qualidade de seus vinhos. Aliasa única coisa realmente ruim, é que as produções são reduzidas o que deixam os vinhos mais raros e com um valor agregado mais alto.

As uvas do Pomerol são 80% Merlot, 15% Cabernet Franc e 5% Cabernet Sauvignon. O que imprimem em seus vinhos a características de vinhos “mais sedutores” , com grande complexidade, mas ao mesmo tempo leves . Com uma estrutura que permite o envelhecimento por mais de 30 anos.

Estas características são formadas com a combinação das uvas e o terroir, onde o solo não tem calcário, mas os demais componentes como cascalho, areia e argila ajudam numa maturação precoce, o que beneficia e muito a Merlot.

Entre os grandes vinhos do mundo, podemos encontrar alguns desta região. É o caso do Petrus, Lefleur e Le Pin.

Este é o típico lugar onde pequenos produtores elaboram grandes vinhos.

A tradição deste lugar, seu terroir , suas uvas e seus produtorespresenteiam os apreciadores de vinhos com verdadeiras joias .

Vale a pena colocar um vinho desta região na sua lista de desejos... 

Susana Balbo ... a mulher do Mundo do Vinho

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Entre as grandes mulheres do “Mundo do Vinho”, Susana Balbo foi reconhecida pela revista The Drinks Businessuma das 10 mulheres mais influentes.

Dona da frase:

"O vinho está vinculado à cultura, à gastronomia, ao bom viver. Ele gera uma ponte de comunicação que não existe em nenhum outro produto"

Seis anos depois do seu segundo casamento com o enólogo da conhecida vinícola Catena Zapata, o casal já produzia as suas próprias uva e elaboravam assim o seu primeiro vinho, ainda em adega alugada.

Hoje produz em sede própria, a Dominio Del Plata em Lujan de Cuyo. Onde planta Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc , Petit Verdot e Torrontés. Como um estilo próprio Susana ajudou a transformar o Torrontés na uva branca mais importante da Argentina. (encontramos o Crios Torrontés no Museu da Gula por R$ 63,70)

A sua vinícola exporta para 17 países, incluindo o Brasil, onde podemos encontrar e degustar suas criações.

A Linha Crios é uma linha de vinhos dedicadas a seus filhos José e Ana,frutados para serem degustados jovens.

O Susana Balbo Signature mostra a habilidade da enóloga em criar vinhos onde estão as características do terroir combinado com o melhor de cada uva.

Nosotros, esta linha é o resultado do esforço de todas as pessoas que trabalham todos os dias para criar este vinho. Considera-se a "seleção de seleções" da adega.

E a BenMarco , uma parceria que só trouxe boas notícias... onde Susana e Edgardo Del Pópolo exploram todo o potencial do terroir e imprimem as características do vinhedo em cada garrafa.

Uma mulher que só fez o Mundo do Vinho ficar melhor, tem a minha admiração. Ainda mais por ter degustados alguns de seus vinhos, o que me fez concordar com tudo que se diz de bom sobre as suas criações.

Mais uma dica de um bom produtor argentino, para as próximas degustações.




Nos “Caminhos de Pedra” também tem vinho

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Na verdade o título deste post deveria ser: Conheça os Caminhos de Pedra e se surpreenda .

Já ouviu falar sobre os “caminhos de Pedra”? Conhece , ou conhece alguém que já passeou por lá?

Caminhos de Pedra é um roteiro em Bento Gonçalves onde a cultura dos imigrantes está preservada e pronta para nos surpreender.

Bem, como todos os lugares do Rio Grande do Sul que já conheci, a hospitalidade e a gastronomia são os pontos marcante ... e diga se de passagem, deliciosos.

O nome, deve-se as casas que são de pedra ou tem a base de pedra, e os caminhos como rota turística foram idealizados em 1987 , devido a quantidade e boa conservação das casas dos imigrantes.

Um lugar onde parece que o tempo passa mais devagar, sabe aquela pausa na correria do dia a dia? É lá que ela acontece.
Logo que se entra nos caminhos, a estrada sinuosa deixa os problemas e stress lá na entrada. Cada casa que aparece tem um encanto... imagina quanta história passou por ali.

A única preocupação, é saber por onde começar, quantas casas interessantes... cada uma com a sua especialidade.

Entre elas, tem a Casa do Tomate, onde conhecemos um pouco da história deste fruto e podemos degustar as delícias elaboradas com ele, inclusive podendo levar para casa. A Casa da Cuca, onde se pode degustar as tradicionais Cucas. A casa da Erva-Mate onde aprendemos a fazer o Chimarrão da maneira correta e ainda aprendemos muito sobre esta erva. A Casa da Ovelha, hummm, queijos e produtos elaborados com leite de ovelha e ainda para os pequenos, e os não tão pequenos assim, apresentações dos “manejos com ovelhas”.A Casa da Confecção, onde encontramos lindas peças de roupas, impossível não sair com pelo menos uma. Além do atendimento que é de primeira, somos presenteados com um bom papo com explicações sobre a construção da casa e a história da família.

Mas aqui falamos de vinho, e lá??? Sim, nos caminhos de pedra também tem vinho. As vinícolas sempre é bom conhecer, cada uma tem sua característica especial e um produto diferente. A uva pode ser a mesma, que você já conhece, mas é outro terroir, outra família, a produção muda e o vinho muda.



E o que vocês acham de degustar um vinho com uma uva diferente? E duas uvas diferentes? Quem gosta de vinho, sempre está aberto a novas experiências e quando te falam sobre uma uva que só existe lá...UAU... impossível não se animar.

Pois a Vinícola Salvati e Sirena que funciona ali desde 2003, resgatou duas uvas que eu não conhecia... a Goethe e a Peverella, esta última resulta em um vinho picante em boca.

Esta uva chegou com os imigrantes do Vêneto, pevero quer dizer pimenta,foi plantada e depois esquecida. Até ser resgatada e aparecer como uva diferente das mas conhecidas onde produz um vinho muito interessante.

Adorei a experiência, além dos vinhos elaborados com as uvas já conhecidas.

E já falando em vinhos, “o que são os restaurantes de lá?” se pudesse almoçaria 3x no dia, uma vez em cada, e mesmo assim não consigo ir em todos . A gastronomia da região é conhecida por suas delicias e acompanhada de bons vinhos, também produzidos por perto, fica espetacular.

Esta é uma ótima dica para quem estiver lá por perto...

http://www.caminhosdepedra.org.br/

Atemporal... um blend que deu certo

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Na semana do “Dia Mundial do Malbec”, para comemorar, comecei no almoço de domingo degustando o vinho Alta Vista Atemporal.

Sou fã de vinhos varietais elaborados com a uva Malbec, e com certeza ainda vamos falar muito sobre eles.

Mas este, é um blend, que ao meu ver, e degustar, deu muito certo. O Blend é quando um vinho é elaborado com mais de um tipo de uva. Isto também é usados para Whiskies e outras bebidas. 

A mistura de mais de uma uva, quando feita por bons produtores, é a procura de tornar o vinho com características especifica, o que na maioria das vezes cria grandes vinhos e novos sabores. É o que tradicionalmente acontece em Bordeaux, e. com os franceses produtores de Bordeaux, não dá para discutir, não acham?

O Vinho que degustei foi o Alta Vista Atemporal elaborado com as uvas Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot.

O produtor conseguiu ter o melhor de cada uva, o que resultou em um vinho seco, encorpado com o paladar muito equilibrado. O que só melhorou passando 12 meses em barrica de carvalho francês.

O que é um paladar equilibrado? Bem, “não sobra nada”... isto quer dizer que a composição do blend ficou perfeita. O produtor conseguiu reunir o melhor de cada uma destas uvas. Este é um vinho com 14,5% de álcool e mesmo assim, na temperatura certa, entre 16º e 18º, não percebemos que é tão alcoólico.

A Alta Vista é uma vinícola de uma família francesa que já tem uma longa história com a produção de vinhos. E trouxeram para a Argentina o conceito europeu de terroir. É considerada uma das melhores vinícolas da Argentina e seus vinhos sempre surpreendem.

Uma boa dica para estas noites que já começam a refrescar.

Descorchados 2018...EU FUI (e conto um pouco)

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No post anterior coloquei sobre o lançamento do “Guia Descorchados” que aconteceu na última terça feira , dia 10, em São Paulo .

Bem, como falei no post anterior, “Guia” é uma palavra muito pequena para este livro... o que pude constatar chegando ao evento, que também está de parabéns quanto ao espaço e organização.

O ambiente foi separado por países, onde cada produtor tinha o seu espaço, apresentando e colocando em degustação os seus produtos para cada participante.

Tudo estava integrado e “era uma grande festa”, onde os apreciadores do “Mundo do Vinho” podia degustar um ótimo Malbec argentino, conhecer um Albariño produzido no Uruguay, apreciar os bons Cabernets chilenos e se deliciar com os grandes espumantes nacionais, que estavam muito bem representados.