A nova classificação de Rioja

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Se você é um apreciador de vinhos, já conhece vinhos da Rioja, mas se está entrando agora neste Mundo de sabores e aromas , Rioja (se pronuncia “RIORRA”), é uma região na Espanha que tem grande tradição na produção de vinho.

Esta tradição no Mundo do Vinho muitas vezes não deixa que as mudanças ocorram com mais rapidez ou em grande quantidade, o que não acho ruim. Pois tudo que foi feito sobre produção de vinho, foi muito estudado e tem longos anos atestando a qualidade. Mas mudanças sempre são boas, desde que conscientes e feitas baseadas em estudos sérios e bons resultados.

A nova classificação não usa o envelhecimento de carvalho como principal característica e indicação de qualidade, usa o terroir, ou seja, da importância ao microclima e as características da região onde se produziu o vinho. Esta é a mesma forma como são tratados os incomparáveis vinhos da Borgonha. E segundo já fiquei sabendo na visão de especialistas, uma ótima mudança.

Algumas regras de Rioja...

Os vinhos de Rioja podem rotulados com três zonas: Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Oriental ou Rioja Baixa.

As classificações ainda são usadas nos mesmos níveis Genérico, Crianza, Reserva e Gran Reserva, e o Gran Añanda para espumantes.

Com esta classificação , pode adicionar o nome da vila ou município no rótulo principal.

Os vinhos Roses poderão ter uma variação de tons para os mais claros.

Uma designação chamada “Calidad de Rioja” para alguns espumantes

O rótulo de Rioja Branco pode conter um vinho varietal, ou seja produzido por um tipo de uva.

A principal discussão é se estas novas regras , principalmente a de especificar o local de produção, vão ajudar ou atrapalhar. Alguns dizem que atrapalham, pois alguns bons vinhos são elaborados com uvas de microclimas diferentes. Outros, pelo mesmo motivo, acham que vai haver uma melhora , e que o apreciadores saberão os locais e vinhedos que produzem os grandes vinhos.

Bem, diante de mudanças como estas, o melhor é esperar para degustar tais vinhos e ter uma opinião formada. 



 

20 anos de Almaviva

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A importadora Clarets fez um evento para comemorar os 20 anos de um grande vinho, o Almaviva.

Este vinho que fez 20 anos no ano passado , teve uma grande comemoração com um jantar no Fasano Al Mare do Rio de Janeiro no dia 28 de agosto e um almoço no Fasano em São Paulo no dia 1 de setembro, onde foram degustados nada menos que 20 safras.

Esta degustação contou com a presença do enólogo francês, residente no Chile, Michel Friou responsável pela elaboração deste vinho.

O Almaviva é um projeto que reúne a chilena Concha y Toro com a francesa Baron Philippe de Rothschild . O ideia era criar um vinho chileno com alma francesa, e conseguiram.

A produção é feita de um vinhedo de 50ha localizado em Puente Alto, Pirque, usando as variedades de Carmenere, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot.

Entre as safras degustadas, das quais não existe uma boa, são todas acima disto, se destaca a de 2015, com todos os elementos equilibrados com perfeição.

Este é mais um ótimo exemplo de parceria que deu certo e um vinho que vale a pena conhecer.

Miolo lança Late Harvest

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Direto da Campanha, no Rio Grande do Sul, a vinícola Miolo lança o seu Late Harvest. Elaborado com as uvas Viognier e Gewürztraminer da safra de 2012, passando por 60 meses em barrica de carvalho francês em uma garrafa tem 500ml.

“Esse é mais um importante lançamento da Miolo em 2018, ano em que estamos investindo no realinhamento de nosso portfólio e redefinindo, estrategicamente, o posicionamento de alguns produtos. O novo Late Harvest marca a entrada da categoria ‘vinho licoroso’ em nosso portfólio, que permanece em constante evolução para entregar produtos inovadores e de altíssima qualidade para o consumidor”, ressalta Adriano Miolo, superintendente do Grupo Miolo.

Este vinho de colheita tardia, traz um sabor intenso e doce, com toque frutado destacando pêssego em caldas, uvas brancas, baunilha, caramelo, amêndoas e mel.

Uma ótima oportunidade para ser degustado com pudim de doce de leite, chocolates brancos, sorvete de creme e Tiramissu ou com queijos de massa mole e semi duras.

Mais uma ótima opção para ter na adega, chamar os amigos e degustar.

Niepoort-Lalique, o Vinho do Porto que é uma jóia

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Foi vendida em um leilão em Hong Kong na Acker Merrall & Condit, a garrafa mais cara de Vinho do Porto.

Uma garrafa magnum, de 1,5 Litros, da Vinícola Niepoort de 1863, atingiu o preço de 127 mil dólares, em torno de 111 mil euros. Este recorde foi registrado no Guiness.

Além do vinho que tem reconhecimento mundial, este ainda está numa garrafa feita pela Cristaleria Francesa Lalique.

Segundo informações do site da Cristaleria:

“A colaboração entre Lalique e Niepoort foi anunciada no início deste ano e resultou em cinco decantadores de garrafões, cada um gravado com um nome de uma das cinco gerações de van der Niepoort. Cada garrafa é assinada por Lalique, numerada e preenchida com o excepcionalmente raro vinho do Porto de 155 anos, de um decanter original de garrafão Niepoort na adega Niepoort no Porto, Portugal. Cada um dos cinco decantadores representa uma geração da dinastia do vinho do Porto desde a sua fundação em 1842 por Franciscus Marius van der Niepoort, até Dirk van der Niepoort, a quinta geração, que dirige a empresa hoje.

O design é baseado no garrafão original de 11 litros de 1905 criado usando um dos mais antigos métodos de produção de vidro - um reconhecimento da herança de Lalique e Niepoort - cire perdue ou "cera perdida", uma técnica aprendida e passada pela gerações de artesãos qualificados e ainda hoje utilizados na fábrica de Lalique, na Alsácia”

Nascido em 1860, em Aÿ-em-Champagne na região de Marne , na France, René Lalique com 16 anos começou o seu aprendizado como joalheiro. Estava nascendo um grande nome do design. Tatos suas joias como depois as peças em vidro encantava a todos, chegando a ser contratado para decorar interior de navios , trens (como o Expresso do Oriente) e Igrejas.

Depois de falar da embalagem, que já é uma joia por si só, ainda temos o Vinho do Porto produzido pela Niepoort.

Vinícola fundada em 1842, pelo holandês Franciscus Marius Van der Niepoort como mencionado acima, que busca pequenos e na maior parte das vezes incomuns terrenos para produzir os seus melhores vinhos. Uma referencia em vinhos, inclusive Vinho do Porto hoje segue comandada pela quinta geração da família, e prima pela qualidade de seus produtos.

A safra de 1863 é conhecida como um ícone antes da filoxera, praga que dizimou os vinhedos da época.

Então aqui temos um valor muito alto caso se tratasse de um vinho comum. Mas levando em consideração a história deste vinho, desde a safra, qualidade da produção até a importância da garrafa, que é uma obra de arte, o valor passa a ser respeitado pelos apreciadores do Mundo do Vinho.


Quanto pode custar uma garrafa de vinho?

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Esta pergunta sempre me fazem ao descobrir que sou curiosa do mundo do vinho. Sempre que o papo começa sobre o vinho o questionamento sobre “o vinho mais caro que eu já vi ou soube” sempre aparece.

Por muitas vezes mostrei um encarte de uma importadora que mostrava o Romanée Conti por R$ 24.990,0. Este é o mais caro, perguntavam, já muito assustados, pois o valor é de um carro .

Não era o mais caro que já conhecia, outros vinhos foram arrematados em leilões por preços muito maiores,como:

Château d’Yquem 1811, em 2011, por 120 mil dólares,

Château Cheval Blanc 1947de 6 litros, em 2010,por US$ 304.375,

outro Château d’Yquem 1787, em 2006, por 100 mil dólares,

 Penfolds Grange Hermitage 1951, em 2004, por US$ 38.420,00,

Screaming Eagle Cabernet 1992 de 6 litros, em 2000, por 500 mil dólares,

Shipwrecked 1907 Heidsieck (um Champagne recuperado de um navio da 1ª guerra naufragado) por US$ 275.000,00,

Chateau Mouton Rothschild 1945, em 1997, por US$114.614,00 ,

Romanée Conti DRC 1990, um lote de 8 garrafas  por US$ 28.112,00 cada,

Château Margaux 1787, em 1989, por 500 mil dólas (este não pode ser degustado , pois o garçon que iria servi-lo no jantar, derrubou a garrafa que quebrou. Sorte que estava assegurada e o proprietário receber Us$ 225.000,00)

Château Lafite 1787, em 1985,  por US$160.000,00.

Mas a mais ou menos duas semanas em Nova Iorque o recorde de preços dos grandes e lendários vinhos foi quebrado. 

Um colecionador asiático ofereceu US$ 558.000,00 por uma garrafa do conhecido e reconhecido Romanée-Conti da safra de 1945. 

Não, eu não me confundi... nem coloquei “zeros” a mais, foram realmente US$ 558.000,00 ! ! !

Isto aconteceu em um leilão da Sotheby’s. No esmo leilão outro colecionador americano pagou US$ 496.000,00 por outra garrafa deste mesmo vinho, sendo este o segundo vinho mais caro vendido até hoje.

O valor é tão alto que pelo preço desta garrafa, que mais parece um prêmio de loteria. Isto porque esta safra de 1945 é considerada a raridade em forma de vinho.

Difícil entender porque tato dinheiro em troca de uma ou mais garrafas? As vezes me pego perguntando sobre isto, mas para quem compra, não é uma garrafa, mas A Garrafa, com toda a sua história e expressão , a começar pelo resultado do clima da época sobre as parreiras até a finalização da produção.

Espanha... a maior exportadora de vinhos

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O Mundo do Vinho sempre nos surpreendendo.

Se perguntar para um apreciador de vinho qual o país é o maior exportador de vinhos, a resposta com certeza será entre os mais conservadores Itália ou França e entre os demais a certeza do Chile.

Para surpresa geral, é a Espanha. Que superou com 22,8 milhões de hectolitros, a Itália com 21 milhões e a França com 15 milhões.

Mas em valores, a exportação dos vinhos franceses é superior, assim como a produção de outros países. Isto não quer dizer que a Espanha produza vinhos ruins, mas que exporta em maior quantidade os vinhos mais simples. Segundo o jornal espanhol El País: Por sua exportação recorde, a Espanha obteve apenas receitas de 2,850 milhões, contra 9 bilhões na França. A razão é que, enquanto a Espanha vende a 1,25 euros por litro, os franceses fazem isso em uma média de seis euros; A Itália, que faturou 6 bilhões, colocou-a em 2,78 euros por litro.Mas a média de valor destes vinhos espanhóis estão subindo aos poucos.

No Brasil, que hoje importa mais vinhos de Portugal do que qualquer outro país, infelizmente ainda não encontramos com facilidade muitos rótulos de vinhos espanhóis. Já encontramos alguns de ótima qualidade conhecidos com um valor agregado, como os da Bodega Torres, Marques de Riscal, Marques de Murrieta, Pesquera, Clos Mogador, Matarromera, Beronia, Vivanco, e outros bem baratos, os quais me deixam um pouco “desconfiada”da qualidade. Mas nada do que pode ser este mercado.


A Espanha tem ótimos vinhos de regiões variadas, onde o terroir imprime cada característica própria. Espero que cada vez mais estes vinhos de qualidade cheguem ao mercado brasileiro para que possamos degustar cada terroir e apaixonar pelas características de cada produtor.

O que você acha de conhecer a terra do Tempranillo e seus vários nomes e sabores. E conhecer outras uvas entre elas a Mencia, Macabeo, Graciano ou a Albariño.



WINE SOUTH AMERICA... SUCESSO E CONFIRMADA PARA 2019

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Crédito da foto: Vagão Filmes

Crédito da foto: Vagão Filmes

“Uma feira de encher os olhos”... e deixar o paladar em festa. Isto seria uma breve amostra do que foi a primeira Wine South America.

Com cerca de 250 marcas expositoras, sendo 100 delas nacionais, a Feira de vinho realizada em Bento Gonçalves entre os dias 26 e 29 de setembro, recebeu só elogios.

Com a marca de 6 mil visitantes vindos de 25 estados e 16 países , a feira teve o sucesso merecido, onde o público foi formado por um público focado , seja para negócios ou apreciadores.

Crédito da foto: Vagão Filmes

Crédito da foto: Vagão Filmes​

Crédito da foto: Vagão Filmes

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Crédito da foto: Vagão Filmes

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Crédito da foto: Vagão Filmes

Crédito da foto: Vagão Filmes


O alto padrão e a boa organização eram visíveis desde a entrada, sem tumulto , passando pela feira e seus estandes muito bem montados com atendentes muito atenciosos, fazendo questão de explicar cada produto com detalhes. E ao final, os produtos podiam ser comprados em uma loja, estrategicamente montada antes da saída da feira. Era uma filial, com jeito de loja principal, da Adega Refinaria , loja especializada de vinhos na cidade de Bento Gonçalves, a qual tive o prazer de conhecer e ADOREI.

Bem, voltando a feira, além dos estandes cada um mais bem montado que o outro, o que realmente importava eram os vinhos, que superaram expectativas.Empresas grandes e pequenas mostrando e degustando o seu melhor. Vinhos nacionais e importados. Além de vinhos, pude conhecer mais sobre cervejas, sucos, azeites, cachaças.

Crédito da foto: Vagão Filmes

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No sábado , coroando o evento, foi realizada a 26ª Avaliação Nacional do Vinho.


Crédito da foto: Vagão Filmes

Crédito da foto: Vagão Filmes


Neste evento se confirmou a qualidade da safra 2018, que foi considerada entre as três melhores de todos os tempos, junto com os anos de 2005 e 2012.

Foram degustadas e avaliadas por 120 enólogos, 344 amostras de 49 vinícolas.

Parabéns aos organizadores e participantes destes eventos, O “Mundo do Vinho” só tem a ganhar com eventos deste porte e qualidade. O que nos resta é apreciar os vinhos e esperar ansiosamente a próxima edição da Wine South America em 2019.


Bonarda... uma boa surpresa Argentina

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Uma uva ainda pouco conhecida é uma boa surpresa quando se trata de vinhos argentinos.

Não estou aqui comparando se é melhor ou pior que a conhecida e amada Malbec. Longe disto, no Mundo do Vinho as uvas produzidas por bons produtores só agregam, e quem sai ganhando somos nós, os apreciadores e apaixonados por vinho. A Bonarda é a segunda variedade mais produzida na Argentina.

Não se está muito certo quanto a sua origem, alguns acreditam que é italiana do Piemonte e outros que é francesa. No inicio foi confundida com a Barbera, o que só foi esclarecido na década de 60.

Esta variedade foi introduzida na Argentina já pelos primeiros imigrantes, e foi se adaptando lentamente, de acordo com a seleção natural.

Apesar de muito produtiva,não se trata de uma variedade de fácil plantio, muito pelo contrário. É uma uva que precisa de muito calor para amadurecer, quando isto não acontece os vinhos ficam “ralos”com pouca cor e corpo o que atrapalha na sua boa reputação.


Mas já nas mãos de bons produtores, resultam em vinhos frescos, com boa acidez e taninos suaves. Sendo varietais ou cortes. E o melhor é que podemos encontrar bons exemplares no Brasil, mas cuidado com os muito baratos, podem fazer você perder tempo, dinheiro e a ótima oportunidade de degustar um bom Bonarda Argentino.

Wine South America

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De 26 a 29 de setembro , em Bento Gonçalves – RS, acontecerá a primeira edição da feira Wine South America.

Uma ótima oportunidade para o Mundo do Vinho, que ficou órfão da saudosa Expovinis.

Uma boa oportunidade para conhecer novos produtores, apaixonar por novos produtos, reencontrar produtos e produtores que estão fazendo a diferença neste mercado. 

Idealizada para promover e aumentar a rede de negócios no mercado do vinho, a feira conta com 250 expositores do setor, englobando ainda destilados, azeites e outras bebidas como café.

Serão apresentados além dos rótulos dos produtores nacionais, rótulos vindos da Argentina, Chile, Uruguai, Austrália, Itália, Eslovênia, Áustria e Suíça.

 Ao que tudo indica será um grande evento onde os apreciadores, comerciantes e produtores de vinho terão a oportunidade estar em contato, trocando conhecimento e experiências, o que só traz benefícios ao Mundo do Vinho. Que esta seja a primeira de muitas...

O Brasil só tem a ganhar com eventos como este, onde o objetivo é mostrar a qualidade dos produtos e apresentar aos consumidores os produtores que trabalham com seriedade e respeito. Gerando assim bons negócios.

Vinho de Talha , patrimônio da Humanidade???

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Produtores do Alentejo estão com um projeto para incluir a produção artesanal do“Vinho de Talha” como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Nada mais justo para a região que preserva o estilo de produzir vinho usados pelos romanos a cerca de 2 mil anos.

Uma ótima notícia para os apreciadores de vinhos.

Em torno de 20 municípios e mais 7 entidades já fazem parte deste projeto, que deve durar de 2 a 3 anos para ser concluído.

A princípio vai ser mapeada toda a área de produção de vinho de talha e será feito um estudo sobre a prática desta produção.

Então serão definidas as diretrizes que irão constar no “plano de salvaguarda da produção artesanal de vinho de talha”.

Sobre os vinhos de talha, já falamos em outro post (http://www.jornaldafranca.com.br/vinho-em-talha-hoje-em-dia), e vale a pena serem degustados. Uma prática antiga, que hoje como vimos ainda é usada e está sendo reconhecida pela qualidade do produto final.