Tampa Rosca ou Screw Cap

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O que você acha de comprar um vinho que não tem rolha de cortiça?

Esta é uma questão que define a sua compra?

A tampa rosca voltou a discussão depois de um vídeo de um ator inglês, Jason Statham,abrindo esta tampa com o pé num suposto golpe de luta. E logo depois apareceu um vídeo em que o  cantor brega Falcão faz uma piada com o vídeo anterior.

Mas a questão levantada entre as pessoas que se interessam por vinho não foi como abrir, mas a credibilidade deste tipo de tampa.

Aprendemos há algum tempo que vinho com rolha de cortiça é que era bom. Se não tivesse a rolha de cortiça já era um indício de má qualidade do vinho.

O que há muito tempo atrás era uma verdade, pois a tecnologia era outra e os bons produtores de vinhos faziam questão de usar as rolhas de cortiça por realmente serem melhores.

Bem, os tempos mudaram e as rolhas também.

Hoje em dia, o mito do vinho que não tem rolha de cortiça ser ruim “caiu por terra”. E as tampas roscas ou também chamadas de screw caps são aceitas e respeitadas, bem como os outros tipos de rolhas.

Claro que como em tudo neste mundo existem as de boae as de má qualidade, mas um bom produtor não vai colocar em seu vinho uma tampa de qualidade inferior que comprometa a qualidade de um bom trabalho.

A produção de vinho cresceu de forma desproporcional a produção de cortiça para rolhas, o que obrigou aos produtores a acharem uma nova solução, e foi ai que vimos surgir a tampa rosca “de qualidade” e os demais tipos de rolhas sintéticas.

A diferença da rolha de cortiça ainda é sentida nos vinhos de Guarda, onde um dos motivos é que esta rolha permite uma micro oxigenação do vinho o que ajuda no amadurecimento da bebida.

Por outro lado o Screw Cap permite que o vinho seja guardado de pé, já que no caso de rolha de cortiça  ele deve ser guardado na horizontal para que esta permaneça úmida evitando a passagem do ar.

O Screw Cap é cada vez mais usada nos vinhos tintos jovens, brancos e roses, principalmente elaborados no Novo Mundo, caso da Autrália que usa desde os anos 70 e na Nova Zelândia usado em mais da metade dos vinhos produzidos.

Este é um bom motivo para chamar os amigos para degustar um bom vinho e comprovar que este tipo de fechamento funciona muito bem.

Vinho com sanduiche... e por que não?

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Sabe aquela “conversa” que sanduiche não é comida? Eu também já escutei e muito. Quando falamos de harmonização de vinhos , algumas não, várias pessoas torcem o nariz quando o “comida em questão” é sanduiche. Como assim você vai tomar um vinho com sanduiche? Ora, esta frase me faz pensar que sanduiche não deve ser comida, afinal temos vários tipos de vinhos para harmonizar com vários sabores diferentes, só que com sanduiche é diferente?

Vamos lá, umas perguntas básicas: Pão harmoniza com vinho? E queijo? E carne? Ou presunto? Ou salame? Ou mesmo tomate seco com mussarela de búfala e rúcula? O que são estas comidas? Partes de sanduiches.

Por que uma das comidas mais versáteis do mundo não harmonizaria com uma das bebidas mais versáteis? Se tem dúvidas, é só pensar em quantos tipos de sanduiches você conhece.

Desde aquele simples feito as pressa pra matar a fome, com o que você tem em casa, até os mais requintados, com pães elaborados, presunto cru, ou salmão defumado, queijos especiais, bem as possibilidades são inúmeras, desde um “sanduba Ogro” com tudo que tem direito até aquele light, sem preconceito.

Esta harmonização me chamou a atenção quando um amigo, dono de uma das casas mais conhecidas e tradicionais de São Paulo, disse que queria harmonizar o mais famoso Bauru com vinho. E já que se tratava do original, onde foi criado este lanche brasileiro, O Ponto Chic em São Paulo, a harmonização seria com vinhos nacionais.

Na minha cabeça e provavelmente na dele, esta era uma harmonização normal, mas percebemos que causou surpresa, então ele além de harmonizar o Famoso Bauru, também harmonizou outros pratos tradicionais do restaurante. Fizemos vários eventos com estas harmonizações e os clientes adoraram. O que provou que a casa do tradicional Bauru, continuava inovando, pois imagino que aquele sanduiche foi uma inovação na época, com seu queijo “fundido”. Se você nunca experimentou, recomento degustar um quando for a São Paulo. Se Bauru não é o seu forte, os demais sanduiches e pratos são igualmente deliciosos.

São 3 lojas, Loja Paraíso na Praça Oswaldo Cruz, 26, Loja Perdizes, no Largo Padre Péricles, 139 e Loja Paissandu, no Largo do Paissandu, 27.

Bem, agora você não tem desculpa para não tomar vinho.

Monte os eu próprio sanduiche a abra um bom vinho.​

Vinho com Churrasco

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Sempre conversamos sobre harmonização, mas por mais estranho que pareça, quase nunca se fala em churrasco.

Acho, “achometro meu”, que quando se conversa sobre harmonizações com vinhos, erroneamente, se pensa em “comida gourmet” ou a chamada comida “gourmetizada”.

Está errado, o vinho harmoniza com comidas e ponto, desde que esta “comida” em questão seja feita com qualidade.

Por algum motivo, sanduiches e churrascos parecem fazer parte de outra categoria, como se não fossem comida. Bem, na minha infância a minha mãe tinha certeza disto, pelo menos na “categoria sanduiche”.

Bem, no próximo post posso falar também de sanduiches, mas neste, o assunto é Vinho com Churrasco.

Parece simples, e até obvio para os apreciadores de vinho, que vinho e churrasco se harmonizam com perfeição e com muito sabor, mas não é assim que acontece. Pelo menos na nossa cidade e região.

Muito amigos dizem que foram para Argentina ou Uruguai e comeram uma ótima carne grelhada ou um churrasco com um bom vinho. E aqui, será que fazem o mesmo?

A minha resposta é: poucos fazem. Talvez porque inconscientemente o almoço do domingo com churrasco já está marcado na memória que tem que ser com cerveja. Nada contra as cervejas, aliás que com a chegada das Cervejas Artesanais estão ficando cada vez melhores.

Se você está me achando pessimista em relação ao consumo de vinho com churrasco, a próxima vez que for a uma churrascaria, dê uma olhada quantas mesas estão consumindo vinho. Já fiz isto várias vezes, e sempre me assustei. Uma destas vezes estávamos num restaurante de carnes grelhadas muito bom em Ribeirão Preto, a casa estava cheia, a nossa mesa era a única com vinho.

O que acham de mudarmos isto?

Os vinhos mais conhecidos em indicação para degustar com churrasco, são os tradicionais Malbec e o Tannat, além dos tintos mais conhecidos como o Cabernet Sauvignon e o Merlot. Mas devemos lembrar que o churrasco tem inúmeras versões e temperos e isto influencia com certeza o vinho escolhido.

Não gosto de restringir um tipo de vinho para uma determinada comida. Sempre temos que levar em consideração além da comida a parte mais importante, a pessoa que vai degustar.  Não posso “obrigar” uma pessoa tomar vinho seco , se ela não suporta este tipo de vinho. O ideal é sim dar sugestões, mas respeitar o gosto pessoal de cada um, dar dicas de como tomar cada tipo de vinho, onde a temperatura errada pode prejudicar a degustação e causar uma impressão errada do vinho.

Então, vamos aproveitar esta temperatura mais amena e testar vinhos com churrasco? Podemos começar com os tradicionais Malbec e Tannat, seguindo com o Cabernet Sauvignon, o Cabernet Franc, o Merlot e o Tempranillo, e assim por diante. Gosto muito dodoTannat da Don Guerino, o Tannat da Dal Pizzol e oArinarnoa da Casa Valduga, assim como o Gran Corte Raizes desta mesma vinícola, sempre vinhos reservas ou acima disto, com boa estrutura.Se o molho Barbecue entrar no cardápio o Shiraz vai melhorar ainda mais o sabor deste prato e para os que gostam de Legumes na churrasqueira, uma boa idéia é o PinotNoir e até mesmo um vinho branco como o Chardonnay. Ah, não podemos esquecer dos Espumantes, sim, você leu direito Espumantes Brut também combinam com churrasco , especialmente com linguiças.

Sempre respeitando o gosto de quem está degustando, afinal a ideia é melhorar o seu prato, não estragar o prato e omomento .

Qual vai ser a sua opção para o seu próximo churrasco?

ARCANO... o primeiro vinho da Alta Mogiana

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A palavra para definir este vinho, sem dúvidas, é... SURPREENDENTE.

Sim, vocês não se enganaram, este vinho foi produzido na região de Franca, e eu tive a honra de ser convidada para degustar antes de ser lançado.

Um sonho de dois amigos que deu certo, e o ótimo resultado pode ser degustado aqui em Franca mesmo, pois a primeira safra estará disponível a partir do dia 30/05/2019, nos restaurantes Azul e Nicanor, e também no Armazém Santa Clara e no Carina Cooking Care.​

Em outro post eu já havia falado que vão aparecer produtores de lugares inusitados, e com bons resultados. Claro, se estes produtores trabalharem com seriedade . Foi o que aconteceu com os amigos Fernando Bizanha e Mauricio Orlov. Antes mesmo do que eles planejavam, segundo conversamos, as parreiras já produziram a uva que agora já é vinho. A poda invertida possibilitou que vários lugares com clima diferente do da região do sul do Brasil, começassem a produzir vinho de qualidade como este. Um grande ganho para o Mundo do Vinho, pois os apreciadores poderão degustar vinhos produzidos em Terroir inusitado com grande qualidade.

O primeiro vinho da Alta Mogiana trata-se de um Syrah 2018, sem passagem por carvalho, o que resulta em um vinho jovem, de cor rubi,com notas de frutas vermelhas e que apesar da alta graduação de álcool tem um equilíbrio impressionante, deixando - o fácil de ser saboreado, não mostrando álcool excessivo ou qualquer defeito.

Infelizmente só foram produzidas em torno de 250 garrafas, mas já no próximo ano esta produção deve aumentar, assim como a variedade das uvas plantadas, que vamos ter Cabernet Sauvigno e Cabernet Franc.

Agora, é degustar e ficar na expectativa para os próximos lançamentos.

Parabéns ARCANO ! ! !

CAMPANHA GAÚCHA se destaca como região vinícola de alta qualidade

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Campanha Gaúcha, você já degustou algum vinho deste lugar? Sabe onde fica? Provavelmente se ainda não degustou algum vinho de lá, ainda vai degustar. E se lembra deste nome de algum lugar, provavelmente das aulas de geografia, você deve ter estudado sobre os “Pampas”, grandes áreas de pastagens, ou plantações de arroz ou soja.

A Campanha Gaúcha fica na fronteira com o Uruguai. Isto quer dizer que se você lembrou das aulas de geografia, vai lembrar também que as características do terroir são as mesmas do país vizinho. O que é uma ótima notícia para o Mundo do Vinho e seus apreciadores. Um terroir onde o clima, quente no verão, com noites amenas e bem frio no inverno, e a composição do solo favorecem o cultivo de uvas que resultarão em vinhos fortes e encorpados.


Ainda são 17 as vinícolas instaladas na Campanha, mas já se produz bons vinhos inclusive vinhos de guarda, por exemplo Casa Valduga Gran Raizes e o Rastros do Pampa Tannat 2018, da vinícola Guatambu, considerado o melhor vinho brasileiro na última edição do Guia Descorchados. E uma outra boa notícia, na Campanha as mulheres estão se destacando na produção do vinho.

Espero que como a Campanha, outros terroirs apareçam pelo Brasil a fora, sempre com produtores sérios e grandes vinhos.

DESCORCHADOS 2019...

América do Sul traduzida em rótulos

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Dia 09 dia Abril aconteceu em São Paulo o lançamento oficial do GUIA DESCORCHADOS de 2019.

Uma festa que traduziu a America do Sul não só em rótulos aromas e sabores como em degustações e boas conversas, onde o produtor explicava com detalhes e exatidão cada vinho.

Um evento muito bem organizado, ainda mais que no ano anterior, onde a disposição dos expositores permitia que os visitantes entrassem em contato com todos, e facilitando as degustações.

Uma festa do Mundo do Vinho onde quem ganha mais são os consumidores. Vinhos nacionais, Argentinos, Chilenos, Uruguaios. Para todos os gostos, brancos , roses, tintos e espumantes, a única obrigação foi a qualidade.

Entre os já conhecidos e consagrados, valeu muito voltar a degustar nomes conhecidos como Perez Cruz, Garzón, Arboleda, Vistalba e conhecer os lançamentos como o Tinto do Alto Las Hormigas.



A Odfjell mostrou que vinhos Orgânicos já são mais que uma tendência e que a ótima qualidade é uma constante quando se trata de um produtor sério.

Não podia esquecer os espumantes, estes estavam muito bem representados pelas vinícolas nacionais, como Cave Geisse, Casa Valduga e Maximo Boschi.

A qualidade dos nossos espumantes já está consolidada, e felizmente não para de crescer e nos surpreender.






Vin Santo, mais uma delícia da Itália

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Dentre os vinhos italianos, um que poucas pessoas conhecem e degustam, é o Vin Santo.

Provavelmente pelo preconceito de ser servido com “biscoitos” na sobremesa ou por falta de tempo, afinal a Itália é realmente uma “perdição” para os apreciadores de vinhos.

Este vinho tem origem no interior da Toscana, região de Siena. Isto é o mais certo que se tem sobre o Vin Santo, já a sua origem como “tipo de vinho” , é cercada de histórias e lendas, não chegando a uma conclusão qual seria a verdadeira.

Mas como gostamos de histórias e lendas de vinhos, aí vai algumas:

Este seria um vinho usado em missas , segundo se conta, o sabor era mais doce para agradar maior número de pessoas incluindo as crianças. Depois da eucaristia se tornava “santo”.

Nesta mesma linha, de se tornar “santo” após a eucaristia, também se conta que um frade franciscano dava a sobra do vinho da missa a doentes, os quais muitas vezes eram curados, o que dava fama ao vinho.

O Vin Santo é elaborado com uvas que são colhidas em um ano e ficam no processo de passificação até o ano seguinte, quando então é vinificado.

O corte original é elaborado com as uvas Trebiano e Malvasia, mas hoje encontramos este vinho elaborado com outras castas, por exemplo a Sangiovese que usada no Chianti .

Hoje em dia existem mais de 10 DOCs que regulam a produção deste vinho. Que pode ser encontrado também como vinho seco ou licoroso, quando tem a adição de água ardente.

O Vin Santo produzido pela Vinícola Avignonesi de 10 anos é um dos vinhos mais procurados do mundo.

 Mas o mais comum, e posso atestar, muuuuito bom também, é o Vin Santo com Cantucci, um “biscoito tradicional feito com amêndoas”. É servido como sobremesa, onde o biscoito é molhado no vinho. (desde aí da foto, não sobrou nenhum)

Está aí mais um vinho diferente, que servido como sobremesa surpreende muito.

Bons resultados na Feira da Alemanha

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A ProWein é uma feira de vinhos e destilados que acontece em Düsseldorf, na Alemanha há 25 anos. Onde todos os anos se reúnem grandes produtores e comerciantes do ramo em três dias, ainda prospectando negócios futuros.

Este ano a feira, encerrada no dia 19 de março, traz ao Brasil o resultado de US$ 2 milhões em negociações. Um ótimo e comemorado resultado, onde 11 vinícolas brasileiras fizeram mais de 500 atendimentos com compradores de 20 países.

Este resultado cresceu em 25% comparado com do ano anterior,o que é um ótimo resultado.

Estande da Vinhos do Brasil na ProWein

Os vinhos brasileiros estão ganhando mais reconhecimento quanto a sua qualidade a cada ano, e nesta feira os espumantes fizeram a festa. Com a diversidade de estilos e métodos de produção, o espumante brasileiro atrai todos os gostos e deixa fácil de harmonizar com os vários tipos de comidas, eventos e em qualquer momento ou ocasião.

Uma característica, ao meu ver, bem Brasileira, onde temos variação de clima, cultura, religiões, raças... temos florestas, cerrados, campos, temos mar, rios, montanhas, planícies. Temos carnaval, festa junina, festival de rock, samba, axé,sertanejo e funk, sem esquecer das músicas clássicas.Onde cada um escolhe o que gosta e como gosta. Assim como podem fazer para degustar os nossos espumantes. Escolhendo o melhor para cada ocasião, podendo variar sempre.

Assim não tem desculpa para deixar de degustar um bom bom espumante nacional.

Iniciativa para aumentar a cultura de vinho no Brasil e seus apreciadores

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A Pró-Vinho é uma iniciativa interprofissional que tem como objetivo desenvolver estratégias capazes de atrair novos consumidores e aumentar o consumo de vinho em apreciadores esporádicos.

Esta é o resultado da união de entidades como a ABBA (Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Bebidas), ABRAS (associação Brasileira de Supermercados, IBRAVIN ( Instituto Brasileiro do Vinho) e ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) além de profissionais de diferentes áreas do Mundo do Vinho.

A plataforma vai criar campanhas visando informar e apoiar o mercado do vinho em geral.

O Brasil tem um consumo muito baixo de vinho per capita, ficando em 17º no ranking dos consumidores do mundo. Isto mostra que este mercado ainda tem muito a crescer. Uma cadeia que beneficia desde o produtor até o consumidor final, e não estamos falando apenas de vinhos nacionais ou apenas de importados. A iniciativa vai atingir o mercado de vinho como um todo.

Muitas pessoas ainda tem restrições em tomar vinho usando como pretexto a a temperatura por exemplo ou esperando uma ocasião especial. O vinho além de fazer bem para a saúde, com suas propriedades anti oxidantes e outros benefícios, pode ser consumido em qualquer época ou clima. Por isto temos os tintos, do mais encorpado aos mais leves, os brancos, os roses, os fortificados e os espumantes.

Sempre terá um que harmoniza muito bem com um bom momento.