Alegando dificuldades por conta da pandemia, SESI demite mil funcionários

Segundo a assessoria de imprensa do SESI, dificuldades financeiras causadas pela pandemia forçaram medida

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Cerca de mil funcionários foram demitidos do SESI São Paulo (Serviço Social da Indústria), inclusive portadores de necessidades especiais.

A justificativa é a péssima situação financeira com o período de pandemia, responsável pelos impactos causados na economia mundial e que atingiu o Brasil de forma catastrófica.

O Sesi pertence ao Sistema S (Sesi, Senai e Senac) e é referência na Educação. O Sistema S pertence a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, presidida por Paulo Skaf. 

Mais de 80 bibliotecários foram demitidos, além de coordenadores, analistas e auxiliares ligados à área cultural, inspetores, secretárias, diretores e professores, sendo que 50% dos professores de esportes receberam suas demissões em 53 cidades do estado de São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa da entidade, “o Sesi-SP tem feito todos os esforços para preservar seu quadro funcional”. 

No entanto, a entidade afirma ser “impossível ignorar a queda de arrecadação causada pela desaceleração da economia, a redução compulsória de 50% da receita nesses meses e o nível de inadimplência, que é imprevisível”.

A redução compulsória de 50% das contribuições feitas pelas empresas ao Sistema S foi imposta pela Medida Provisória 932/2020, publicada em 31 de março de 2020 no Diário Oficial da União.

O SINBIESP (Sindicato dos Bibliotecários, Cientístas da Informação, Historiadores, Museólogos, Documentaristas, Arquivistas, Auxiliares de Biblioteca e Centros de Documentação do Estado de São Paulo), emitiu uma nota de repúdio e indignação as demissões em massa pelo Sesi.

"As novas regras trabalhistas implementadas pelo governo Temer e também pelo governo atual, os cortes de financiamento ao "Sistema S" idealizados pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, atendem a um projeto de mercantilização da educação, sem qualquer preocupação com a qualidade do ensino".  

A entidade justifica a demissão de professores de esportes também pela falta de atividade nas áreas esportivas e culturais, devido ao isolamento social causado pela pandemia.   

Ainda segundo a assessoria, outras equipes de destaque como a de basquete masculino, sediada em Franca, e a de vôlei feminino, que atua em Bauru, não tem definição sobre cortes e terão os casos tratados individualmente por terem parcerias locais.


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