“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

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“THELONIOUS MONK”

Um dos mais reverenciados compositores do século 20, sem falarmos em sua influência universal como pianista, Thelonious Sphere Monk ocupava, porém, uma inexplicável posição marginal em 1957.

Depois de haver exercido papel fundamental na criação do bebop, no Clube Minton, no Harlem,em meados da década de 40, e de ter contribuído com vários clássicos para o cânone do jazz, Monk acabou por ser afastado dos clubes de Manhattan por conta de uma falsa condenação por porte de drogas, que culminou com a total falta de interesse em seu trabalho por parte de sua gravadora. Ficando fora de cena durante os anos 50, foi resgatado por Orrin Keepnews, o homem forte do selo Riverside, especializado em indie jazz, que o contratou, possibilitando assim seu devido reconhecimento por produtores e público.

Keepnews reapresentou Monk aos amantes do jazz com duas sessões de trio, a primeira em cima da obra de Duke Ellington e a segunda, com standards do pop. “Brilliant Corners” marcou seu retorno como um compositor de primeira ordem, acompanhado de seu quinteto formado pelo sax tenor de Sonny Rollins, o sax alto de Ernie Henry (que morreu tragicamente aos 31 anos, em dezembro de 1957), o baixo de Oscar Pettiford e a bateria de Mas Roach. Participaram ainda da gravação o trompetista Clark Terry e o baixista Paul Chambers.

“Brilliant Corners”, de 1956/57, foi a primeira obra-prima dessa fase da carreira de Thelonious Monk.

Pra quem quiser se arriscar, no link abaixo todo o álbum, com 5 faixas e 43 min de duração total.

https://www.youtube.com/watch?v=hRIXys1xMGc

Fontes : 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer- Ed. Sextante

Revista da Música

Arquivo Pessoal de Dados

Fotos: Divulgação